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quarta-feira, março 17, 2010

prova de física

não sei dizer o quanto das respostas equivocadas em testes escolares - freqüentes estrelas de e-mails de humor e sites do gênero - são legítimas, mas isso aqui vale a pena:

q: what are two misconceptions about forces?


a: there is a good side and a dark side. medichlorians determine an individual´s capacity for utilizing force powers, and distinguish them as jedis.

não vamos nos esquecer que o estudante pode bem ter faturado um a+, caso a prova pertença ao curso de jedaísmo já mencionado aqui no narghee-la.

via geekologie.



quinta-feira, fevereiro 04, 2010

diretor de "calígula" filmará primeiro segundo filme pornô em 3d

o roteiro (sim, algumas películas adultas têm roteiro!) pega emprestado alguns elementos do clássico de 1979: será a história de um imperador romano que, num grosseio lapso do calendário, é de alguma forma arruinado pelos americanos.

ao contrário do que acredita tinto brass, o diretor, esse não será o primeiro mas sim o segundo filme de sacanagem a exigir óculos 3d da audiência: ele fica atrás do softcore "the stewardness", da década de 70.

as filmagens começam no verão do hemisfério norte. será a primeira produção 3d feita na itália.

via inside movies.



quarta-feira, janeiro 20, 2010

cinder.eu

tem esse filme "bernard & doris", que é uma das mais recentes perolazinhas da locadora. doris é doris duke, personagem real, que foi servida pelo mordomo bernard durante os últimos anos de sua vida. doris era trilhardária - uma magnata que administrava diversas instituições ligadas às artes, ciência, meio-ambiente, filantropia e educação, incluindo a celebrada duke university. num determinado ponto do filme, vemos doris assinando um cheque de cinco milhões de dólares para pagar a fiança de imelda marcos.

a primeira coisa que me veio à cabeça foi que o ato de solidariedade para com imelda tinha apenas, mas profundamente, a ver com sua notória loucura por sapatos (a ex primeira-dama filipina tinha cerca de três mil deles). o filme não esclarece a motivação de doris duke, mas em pesquisa pela net descobri que ambas eram amigas. "talvez a paixão por sapatos seja o denominador comum da amizade", insisti em racionalizar. ou talvez seja o meu denominador comum com imelda marcos, e eu esteja projetando sobre doris duke.

eu não sei qual é o lance que algumas de nós têm com sapatos. não dá pra explicar. o simples fato de que incrementam o andar e arte-finalizam um look, condenando-o ou fazendo-o vencedor, não basta. sapatos estão além da eloquência de um par de óculos ou do status de uma bolsa: mais que qualquer outro acessório - não raro mais que a própria roupa - ele diz a que você veio. e isso ainda não é o bastante.

eu não tenho tara por jóias - eu nem tenho jóias. não ligo a mínima para relógio, anel, pulseira, brinco; lingerie, perfume, automóvel, i-phone, itens de fetiche em geral: zero. mas eu preciso de coisas de vestir. compro tecido, mando fazer roupa. escolho bolsas com cuidado, posso levar meses para encontrar um calçado que preciso pra ontem. e são eles, mais que uma bolsa ou um vestido, aos quais me apego mais.

isso não é explicável pela boa impressão que um sapato causa. isso não é explicável, simplesmente.

e ainda assim eu não saio comprando todos os sapatos que existem no mundo, não faço questão de manolos e loubotins - pelo contrário. compro só o que se encaixa em mim e no meu orçamento. o princípio do sapatinho de cristal - aquele que apenas calça a cinderela - se aplica: posso morrer de amor por um modelo mas, numa loja, passo batida por ele caso não faça parte da minha auto-imagem em primeiro lugar.

tudo isso para revelar que hoje cheguei perto, mas falhei em me desfazer do meu par queridinho. o par queridinho tem quase cinco anos e já passou do prazo de validade, mas eu insisto. ele jamais recebeu um elogio em especial, e isso é porque ninguém vê a beleza que eu vejo nele. ele tem um formato dianteiro que eu nunca vi em lugar nenhum. ele tem um salto sabrina, que é o salto mais lindo do universo, e seu interior é todo forrado de couro branco com estampa de cerejas. os dois últimos detalhes pirotescos: ele não foi comprado numa sapataria e sua cor original era rosa-goiaba.

era. porque com o tempo ele precisou de pintura e ficou vermelho. e hoje, entre jogá-lo fora e dar a ele uma sobrevida, fiquei com a segunda opção. o próprio sapateiro sacou minha fraqueza ao insistir na recauchutagem. teve pena de mim. prometeu passar a melhor tinta e recuperar 200% o saltinho.

em 2010, ainda encontramos anjos como antigamente.



quinta-feira, dezembro 24, 2009

summertóin

carrie fisher and duble

carrie fisher e sua dublê pegando um soleil nos intervalos da gravação de "o retorno de jedi".



quarta-feira, dezembro 23, 2009

querida santaklauz,

necklace

além da barbie comme des garçons, eu também quero o colar vertebrae da molly epstein, tá?

e, se você for santa milagreira, também quero duas passagens pra assistir a estréia de "sex and the city" dois em nova york, porque com certeza eu não vou sobreviver muito tempo à base de trailer!

(se o big bagunçar de novo com a carrie eu vou até hollywood quebrar a cara do chris north pessoalmente.)



sexta-feira, dezembro 18, 2009

we have decided not to die

we have decided not to die is an unusual short film. a modern day allegorical triptych, three figures under go transformation through three rituals. though not a story in any conventional sense, we have decided not to die succeeds in taking audience on an emotional journey. aurally intriguing, often stunning and always beautiful, daniel´s short film has been winning fans from around the festival circuit.

como se eu não pudesse ser ainda mais surpreendida, descubro que o trecho entre 9'08" e 9'15" contém um still que foi sujeito principal de "crashed", uma de minhas primeiras colagens. o still foi recortado de uma revista gringa há anos atrás. uau, o mundo dá mesmo voltas.



segunda-feira, dezembro 07, 2009

adrift

se me permitem uma sugestão de filme, tenho "à deriva". a película é nacional, passada em búzios e protagonizada pelo francês vincent cassel no papel do pai, deborah bloch no da mãe e laura neiva no da filha de 14 anos - a mais velha de três. a história gira em torno do desabrochar afetivo-sexual da menina, ao mesmo tempo em que ela descobre que o pai está de caso com outra mulher.

esqueça por duas horas o quase-dever de uma atuação brilhante que normalmente se exige de um bom filme. heitor dhalia, o diretor, compensou maravilhosamente em diversos outros aspectos: locações, imagens subaquáticas, trilha sonora deslumbrante de antonio pinto, fotografia e um drama cujo pano de fundo - a latência edipiana - se concretiza simbolicamente.

a história, aparentemente previsível, de quando em quando sofre twists surpreendentes, mas nada importa em si. tudo é um acúmulo para a maré emocional (nas alturas) do final.

sob o risco de desmantelar a graça de quem decidir assistir, nada mais direi senão que é um loosho, um loosho, uma coisa, corra atrás que vale o mundo.



terça-feira, novembro 17, 2009

they are the eggmen

walrustalvez seja porque o sol está em escorpião e baixa um espírito sombrio no ocidente (não é mera coincidência que o halloween seja em 31 de outubro), mas de repente não se fala em outra coisa senão nesse crepúsculo. na rebarba da febre, domingo passado o history channel fez uma muito esclarecedora maratona vampiros no canal 55 da sky, que me levou a duas conclusões, uma óbvia e outra controversa.

a óbvia é que o fascínio que vampiros exercem sobre os mortais é puramente sexual. existe o lance da penetração na carne, do êxtase de possuir/ ser possuído e tudo mais. a ameaça do crucifixo tem uma ligação instrínseca com o pecado original, o que só reforça o tabu e o desejo. mas nem sempre o pacote foi palatável: a imagem do vampiro sedutor se deve muito a bram stocker, o autor de um drácula aristocrático e boa pinta que conquistou o imaginário das massas modernas na pele de bela lugosi. antes dele, o vampiro era mais um monstro horrível - vide o nosferatu de 1922 e todas as "evidências" de mais de mil anos de atividade vampírica no mundo. até bram stocker, vampiros tinham tanto glamour quanto um prato de dobradinha.

minha segunda conclusão é controversa porque alguns de vocês vão concordar e outros podem se sentir ofendidos, embora eu não pretenda generalizar. a cena dos vampiros - aquela galera que usa fantasias e dentes postiços, freqüentemente presente na subcultura gótica - me causa uma certa vergonha alheia. certa não, forte. então eu über concordo com três dos entrevistados do programa do history channel, freqüentadores de cenas vamps themselves: é um ambiente onde aquele cara deslocado da sua turma da quarta série acaba se refugiando porque lá ele pode exercitar a fantasia dos caninos fatais, a sede por sangue, o sex appeal decorrente disso - elementos que o faz se sentir mais poderoso e capaz de sobrepujar as gostosas que nunca lhe deram bola e os garotões macho alfa. pelo menos internamente.

com exceção do gary oldman no drácula de 1992, vampiros nunca me causaram muita sensação. talvez se eles trocassem a capa preta e vermelha pela capa de gordura e proclamassem "i am the walrus".



quarta-feira, setembro 23, 2009

semana das mudanças climáticas com previsões cinematográficas

bastante contentinha com os acenos dos stêitz e cheena no sentido de cortar as emissões de gases poluentes. juntos eles produzem 40% do co2 lançado na atmosfera. a iniciativa praticamente garante a assinatura do sucessor do tratado de kioto em dezembro próximo.

há alguns anos eu estaria dando cambalhotas de satisfação. mas é que quanto mais o tempo passa, mais me convenço de que é tarde demais para evitar boa parte das catástrofes, então o entusiasmo diminui.

a propósito: outro filme apocalíptico - dessa vez focado no aquecimento global - acaba de estrear nos eua. "the age of stupidity" é uma espécie de ficção-documentário passado no futuro que utiliza o noticiário real dos dias de hoje para contar a história.



quarta-feira, setembro 09, 2009

gatopatologia

o documentário cat ladies é sobre isso: velhas solitárias cheias de gatos. que é um futuro que nunca temi, apesar da tendência a catar felinos abandonados que encontro por aí. com exceção de calvin, foi assim que adquiri todos os gatos que tive ou tenho - luka, petrina, amanita, esmeralda, ferdinando, mercedes, eugênia e, mais recentemente, mafalda.

em cat ladies, mulheres de diferentes idades explicam a adoração que sentem pelos miaus. o irresistível impulso de abrigar um filhote abandonado e a dificuldade de relacionamento com humanos - um lance meio brigitte bardot que pode pender pro comportamento obsessivo-compulsivo.

trailer.

via neatorama.

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