categoria ~ katz



sexta-feira, agosto 29, 2008

uma gata. alada.

"at first they were just two bumps," she told the mail. "but they started to grow quickly and after a month there were two wings."

eis o testemunho de feng, a dona do bichano (na verdade bichana, porque é tricolor). a china pode produzir coisas bem piradas.

com medo de que lhe roubassem a gata - ou que ela resolvesse voar e nunca mais voltar -, feng chegou a cortar uma das asas.

cats with wings can be explained through several scientific explanations, including leg deformities, huge mats of hair or a condition known as feline cutaneous asthenia or fca, which causes the cat's skin to grow in heavy folds on its back or shoulders, online magazine cryptozoology reported.

via fox news.



segunda-feira, agosto 04, 2008

ode ao gato, neruda

os animais foram imperfeitos, compridos de rabo, tristes de cabeça.

pouco a pouco se foram compondo,
fazendo-se paisagem,
adquirindo pintas, graça, vôo.

o gato, só o gato apareceu
completo e orgulhoso:
nasceu completamente terminado,
anda sozinho e sabe o que quer.

o homem quer ser peixe e pássaro,
a serpente quisera ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca,
mas o gato quer ser só gato
e todo gato é gato do bigode ao rabo,
do pressentimento à ratazana viva,
da noite até os seus olhos de ouro.

não há unidade como ele,
não tem a lua nem a flor tal contextura:
é uma coisa só como o sol ou o topázio,
e a elástica linha em seu contorno firme e sutil
é como a linha da proa de uma nave.

os seus olhos amarelos deixaram
uma só ranhura para jogar as moedas da noite.

oh pequeno imperador sem orbe,
conquistador sem pátria,
mínimo tigre de salão,
nupcial sultão do céu das telhas eróticas,
o vento do amor na intempérie
reclamas quando passas
e pousas quatro pés delicados no solo,
cheirando, desconfiando de todo o terrestre,
porque tudo é imundo
para o imaculado pé do gato.

oh fera independente da casa,
arrogante vestígio da noite,
preguiçoso, ginástico e alheio,
profundíssimo gato,
polícia secreta dos quartos,
insígnia de um desaparecido veludo,
certamente não há enigma na tua maneira,
talvez não sejas mistério,
todo o mundo sabe de ti
e pertences ao habitante menos misterioso.

talvez todos acreditem,
todos se acreditem donos,
proprietários, tios de gato,
companheiros, colegas,
discípulos ou amigos do seu gato.

eu não.
eu não subscrevo.
eu não conheço o gato.
tudo sei, a vida e o seu arquipélago,
o mar e a cidade incalculável,
a botânica o gineceu com os seus extravios,
o pôr e o menos da matemática,
os funis vulcânicos do mundo,
a casca irreal do crocodilo,
a bondade ignorada do bombeiro,
o atavismo azul do sacerdote,
mas não posso decifrar um gato.

minha razão resvalou na sua indiferença,
os seus olhos têm números de ouro.


via reino da almofada, que tiagón enviou para mim e para ela.



segunda-feira, julho 07, 2008

o quarteto fantástico

jibóiastolichnaya, ferdinando, mercedes e eugênia ditam meus dos e don´ts em relação à casa.

todas as plantas, por exemplo, foram reduzidas a um sexto do que um dia foi minha deslumbrante jibóia. ou seja, tudo que fazia fotossíntese foi esfolado e apenas uma pequena parte da jibóia restou. e apenas restou porque ela tem muita força de vontade, já que na verdade deveria ter morrido de velhice há anos.

além disso, meus bambus indianos estão exilados na casa de mamãe.

a também indiana boneca de madeira que pendurei ao lado do espelho da sala não durou uma noite no lugar e ainda teve parte do crânio roída.

outro dia a faxineira me telefonou com medo de perder o emprego quando um deles puxou o pano onde secavam dezenas de copos lavados, que cobriram o chão da cozinha com cacos. já eu fui testemunha ocular de quando mercedes quebrou o potinho de tambak da narghee-la grande.

para completar, a semana de estadia de calvin no lar enquanto vovó viajava brindou o recém lavado tapete da sala com um jato de xixi bastante territorial, de autoria quase garantida de ferdinando.

naya e seus instintos podólatras transformam minhas sapatilhas de veludo em calçados chewbacca, enquanto os outros três realizam disputas simulâneas de escalada e rapel nas cortinas do quarto. ainda bem que elas agüentam.

o blecaute, no entanto, não teve a mesma sorte, e hoje me pus a procurar silver tape para corrigir o largo sorriso rasgado de palhaço.

o conteúdo de três das cinco lixeiras da casa é sistematicamente espalhado por toda parte.

sempre que esqueço a porta do banheiro aberta, o papel higiênico é desenrolado até o talo.

é absolutamente impossível educá-los sem flagrante e na maioria das vezes não estou presente no momento das façanhas. quando estou, corro o risco de sentir pena de cortar a onda deles: é como proibir uma criança de desenhar, subir no escorrega ou fazer castelinho de areia na praia.

pelo menos minha comprida experiência com felinos repete o clichê de que não passa de uma fase, e que quando eles se tornarem velhos e preguiçosos sentirei uma enorme saudade disso tudo.



quarta-feira, junho 25, 2008

fluffy

sob os 15 graus que fez na noite de ontem, quando sair do restaurante japonês se tornou uma experiência européia, encontrar profusão de pêlos de gato no meu sobretudo não me irritou e sim me aconchegou na idéia de que eu poderia estar um tiquinho mais... quentinha.



sábado, junho 21, 2008

na cama é o único lugar onde eu e calvin nos damos bem, dormimos aconchegados um no outro por longas tardes ou madrugadas. fora dela é um verdadeiro suplício, freqüentemente ele emite miados estridentes, realmente irritantes, para que eu satisfaça desejos que nem sei mais quais são. não conheço mais meu gato. os constantes mimos de minha avó, sua nova guardiã, não apenas aumentaram seu peso como também a sua gana por caprichos que antes não passavam de manha. eu poderia dizer que na verdade ele está ficando velho e rabugento, mas aos sete anos e meio ele não passa de um quarentão. talvez seja a idade do lobo. o que faz a idade do lobo com um gato? come a vovozinha? ainda não cheguei lá. sequer tenho filhos. calvin quer é a minha vovozinha..



quinta-feira, maio 29, 2008

gatos gigantes serão expostos em são paulo

world´s fattest cat

gatos gigantes da raça maine coon serão expostos neste final de semana (31 e 1º) em um pet shop em são paulo. na exposição terá gato com 1,05 metro e nove quilos. o evento deve contar com dez animais da raça.

de acordo com glória linares, vice-presidente da associação da raça maine coon no brasil (amacoon), esses gatos são de origem americana e o tamanho deles varia de 90 centímetros a 1,2 metro. o peso pode chegar a 12 quilos. eles crescem até os quatro anos de idade. "apesar de ter um aspecto selvagem, eles são animais muito dóceis", garante glória.

como são maiores, os maine coon também comem mais, cerca de 100 a 120 gramas de ração por dia, segundo glória. gatos de outras raças costumam comer de 50 a 70 gramas. filhotes da raça vendidos no brasil custam cerca de R$ 2 mil.

- via oglobonline.

só çampáulo mermo, né? civilizassãh.



sexta-feira, maio 16, 2008

fantastik katz!

isto é a melhor coisa que assisti na internet nos últimos muitos meses:

cats + engineers. é tudo verdade!

via iuri.



terça-feira, abril 15, 2008

!?!?!?!?!!!aconteceu hoje

às três acordei para buscar água na geladeira.

às sete e meia levantei e fui alimentar os gatos.

miados dentro da geladeira: eugênia na prateleira das frutas, atraída pelo cheiro do queijo enquanto eu enchia o copo na madrugada.

enquanto isso, na casa da família, o sagrado da birmânia melquior beirava uma parada respiratória com um pedaço de pano roído na boca, deixando um rombo na toalha de banho do meu irmão.


human proximity to cats.png



quinta-feira, abril 10, 2008

@flickr

agora o flickr também carrega vídeos.

aqui você assiste eugênia mamando no dedo do ferdinando.

a fase oral não se esgota jamais!



segunda-feira, março 24, 2008

não é bem assim.

dog cat bird.jpg gatos comem passarinhos mas cães não comem gatos. cães perseguem gatos - ou porque acreditamos nisso ou porque gatos os provocam quando nós humanos não estamos olhando. cães até podem matar e comer um gato por necessidade, mas um gato mata um pássaro porque o pássaro é parte de sua cadeia alimentar.

um especial sobre gatos no animal planet revelou que os felinos são os maiores assassinos da categoria animais dométicos. eles caçam baratas, ratos, lagartixas, mosquitos, cobras, moscas, esquilos e, em alguns casos, até ursos. outro recente documentário sobre o que aconteceria com o mundo se os humanos desaparecessem (uma coisa tipo "um dia sem mexicanos" válido pra todos os povos e para sempre), as primeiras criaturas a morrer seriam os cães domésticos. enquanto isso, os deslumbrantemente autônomos e faceiros gatos fugiriam sub-repticiamente de suas residências (minha vizinha que o diga) e tomariam conta da superfície terrestre.

é sério, esse programa ainda está no ar. watch for yourself.

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