categoria ~ kandura



quarta-feira, novembro 19, 2008

fantoche ajuda filhote de hipopótamo a comer

chico, um pequeno (!) hipopótamo de um zoológico britânico, recusava-se a comer - até que alguém começou a usar o fantoche de gloria, a graciosa hipo de "madagascar", para levar alimentos até sua boca.

fotinhas deliciosas no daily mail.



terça-feira, setembro 30, 2008

peppergreen

dia desses eu tava na mtv ianque e vi este videozinho do panic at the disco.

a música é tão tolinha mas o lugar onde se passa só pode ser pepperland. sem os blue meanies. a própria banda está posando de beatles. o sitarzinho no colo do vocal é um plágio harrisoniano.

mas é kandura, com matryoshkas, barquinho e crianças correndo colina acima.

things have changed for me

but that´s ok
i feel the same
i´m on my way

made me :)



quarta-feira, setembro 24, 2008

semana passada tomoji tanabe fez 113 anos

o homem mais longevo do mundo só podia ser virginiano. o signo do raciocínio, da saúde e da juventude ajuda um bocado nessas horas. convenhamos que é necessário muita jovialidade para manter-se mais tempo vivo. deixa você mais à prova dos anos, hahaha.

"I'm well. I eat a lot."

mas tanabe não deve ser muito afeito à astrologia ocidental e acredita que o segredo da longevidade está em não beber - álcool, porque leite ele toma todo dia.

a pessoa mais velha do mundo, no entanto, tem 115 anos, é ariana e mulher. áries também beneficia seus premiados com juventude - quando eles não baixam a cabeça, saem correndo e trombam os chifres contra muros de pedra sem pensar antes, é claro.



quinta-feira, julho 24, 2008

lion

wolves lions.



quinta-feira, julho 03, 2008

your life is beautiful



segunda-feira, junho 23, 2008

o primeiro do it yourself a gente nunca esquece

bonecas tradicionais não eram suficientes: eu também queria as de papel. ficaram way more popular com o advento da internet, mas não era piquenique encontrá-las no comecinho dos anos 80, sobretudo no brasil. uma vez por ano num jornaleiro, noutra por acaso numa livraria. vida ingrata para nós, paper dolls little freaks.

paperdolls

então eu me virava e desenhava minha própria boneca. quando estava pronta, colocava uma folha sobre ela e criava as roupinhas que ela iria usar. desenhava muito mais modelos que uma boneca de papel comprada por aí. foi meu début no universo diy, que até hoje se prolonga na figura da minha amada costureira.

hoje faço do it yourself for myself.

e muito antes do carro da barbie e da banheira da barbie e do namorado da barbie aportarem no país, minhas bonecas de papel já tinham seus próprios aviões e barquinhos de papel e namorados de papel. estes não trocavam a roupa. já eram criados com a calça e a camisa que usariam por todas suas vidas úteis. nada de sacanagem na cama de papel da minha boneca de papel.

ora essa. elas eram bonecas de papel, não infláveis!



quinta-feira, maio 29, 2008

rima pobre do sol-pode

ode to the sunera limo até a manhã de outro dia. pela areia fez travessia e é mesmo!, no rio a praia nunca é tardia.

faz questão de não pisar na areia durante o verão. violência de luz e radiação e calor e multidão - é pros normais, pra ela não.

em maio tudo é passado: dourou de prazer no sábado. mesmo com filtro 35 à prova d´água, o biquíni deixou um rastro.

nenhum jornal nenhuma música: o tinto fofoqueiro na escuta. tanta conversa baratinha dos banhistas ao redor! e a gaivota no céu, recorte de matisse, era ainda melhor.

um mergulho, um mate. o corpo morno em dilate.

não tem cadeira nem barraca: sai, mofo! pois esta é estação onde o sol não se destaca.

moda verão é pros normais. na baixa estação, a praia é muito mais.



quarta-feira, maio 21, 2008

um artista no ninho

o lirismo do depoimento dos passantes. oh!

via tiagón.



quinta-feira, abril 10, 2008

@flickr

agora o flickr também carrega vídeos.

aqui você assiste eugênia mamando no dedo do ferdinando.

a fase oral não se esgota jamais!



segunda-feira, abril 07, 2008

lovewriting

minhas primeiras cartas de amor, elas foram escritas numa olivetti valentine 1969. esta frase sozinha diz tudo.

todavia:

a primeiríssima cartinha-declaração, a número um, recebi do sobrinho-neto da dona da escola. levei um choque - mas não tão grande quanto ao receber, em seguida, a segunda cartinha-declaração, dessa vez do meu melhor amiguinho da primeira série. a dele me fez sentir traída: nós nos divertíamos tanto e mortifiquei quando imaginei que enquanto isso ele era a fim de mim. ambos os pedidos foram negados em papel de carta da minha coleção particular, com uma caligrafia pós-alfabetização bem mobral. então não foram cartas de amor e sim de educação-medo-timidezextrema-beijos-joana-ps.imaginário-nunca-mais-fale-comigo. por favor.

em algum momento até meu segundo namorado, aos 13 anos, papai me deu sua olivetti vermelha. e era nela que eu, aí sim, trocava declarações com o rapaz: ele com letra linda em folhas pautadas e eu com a tipografia mais retrô ever, o auge do vintage, num papel sulfite branco. nem eu nem o menino imaginávamos o glamour de uma carta de amor escrita a dedos numa máquina italiana vermelha 1969, passada de pai pra filha, do modelo valentine. valentine! e o namorado zangava, e dizia que máquina de escrever era muito impessoal, e sofria.

na mesma época, tipo sexta série, tinha aula obrigatória de datilografia no colégio. a turma desprezava, eu adorava; e apliquei todas as técnicas no texto que criei para um concurso de redação da revista capricho. aos 14 anos fiquei em 38º lugar entre as oito mil participantes de todo brasil. ganhei um kit da giovanna baby e citação na revista. olha como eu ainda me vanglorio.

com a valentine escrevi pequeninos romances abandonados pela metade e coisas realmente desenfreadas para sebastian, o alemão oficialmente primeira grande paixão adolecente arrasadora.

e um dia eu tava na faculdade e tudo podia ser escrito num computador.

logo saí de casa e as tralhas eram tantas que devolvi minha olivetti para papai.

que então acomodou-a como parte da decoração de sua casa. e agora, dez anos e um punhado de súplicas depois, ela volta para a minha.

afinal papai está saindo da casa dele para morar em outra.

e eu finalmente entendi que, dentre todos os caras que me aconteceram, a maior declaração de amor foi ter herdado uma olivetti vermelha italiana 69 valentine do único intermitente amor que pode existir na vida de uma moça.

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