categoria ~ journalismo



segunda-feira, novembro 09, 2009

hoje faz vinte anos desde a queda do muro de berlim.

além de todas as coisas legais que o programa "sem fronteiras" da globonews tem para contar sobre o assunto, nós aprendemos que:

. nem todo mundo curtiu a notícia. eija-riitta berliner-mauer, uma sueca de 54 anos, por exemplo, ficou arrasada com a queda do muro. ela era casada com ele havia 29 anos e pediu o divórcio no ano passado. é sério. ela sofre de uma doença chamada sexualidade-objectum, que permite que se afeiçoe romanticamente a coisas.

. cobrir um acontecimento histórico para o telejornal de maior destaque do país, como na ocasião fez pedro bial para o jornal nacional, não garante que o repórter será para sempre lembrado com dignidade e respeito.



quarta-feira, setembro 30, 2009

liberdade é mais importante que pão

a mais inspiradora edição da mag! so far: "liberdade - é proibido proibir", featuring yoko ono, anarquismo, tristan tzara, helio oiticica, trotsky, creative commons, pirate bay, nietzsche, thoreau e bakunin, entre outros.

vou ter que comprar duas porque vai dar pena de recortar!



quarta-feira, maio 13, 2009

blogueiros ou macacos?

forte tititi em torno do feroz "o culto do amador", livro onde andrew keen (um dos empreendedores pioneiros do famoso vale do silício, transformando a internet na maior sensação da virada do milênio) manifesta seu absoluto horror a internet 2.0, reservando uma especial amargura para os blogs. para ele, a web 2.0 está transformando a cultura numa rede de banalidades e desinformação em que cada um pode falar o que quiser, sem preocupação com a relevância ou a veracidade das informações.

a matéria de alexandre figuerôa, coleguinha do grito, pende em favor de keen. não há dúvida de que certas preocupações do autor procedem. por figuerôa:

dos já conhecidos males da cultura online, como o famoso control c+ control v, que tem se tornado uma dor de cabeça para os educadores; as difamações públicas dos sites de relacionamento; a invasão de privacidade e o roubo de dinheiro dos internautas; as campanhas publicitárias disfarçadas de produção independente; keen levanta uma série de questões que, no mínimo, precisam ser investigadas.

no entanto...

neste sentido, a afirmação unânime de editores de jornais sérios e responsáveis não pode deixar de ser levada em consideração. na mídia tradicional cada fato relatado é devidamente checado e averiguado, e se alguém cometer algum ato ilícito, seja um veículo ou um repórter, vai responder juridicamente por isto. na blogosfera, não. um boato, uma inverdade pode ser postada e multiplicada rapidamente, destruindo a carreira e a honra de qualquer cidadão. o autor, amador e desconhecido, todavia, continuará impune.

... é exatamente a questão que o colaborador casey lynn, no blog geeks are sexy, rebate, em favor de blogueiros, com brilhantismo:

query: what separates man from ape? perhaps the same thing that separates journalist from blogger. in his 2007 book "the cult of the amateur", andrew keen analogized t.h. huxley's "infinite monkey theorem" to the rise of web 2.0. if you provide infinite monkeys with infinite typewriters, one of them will eventually write shakespeare. but the problem with the internet, as he put it is, is that the typewriters are personal networked computers and the monkeys are bloggers, and "instead of creating masterpieces, these millions and millions of exuberant monkeys-many with no more talent in the creative arts than our primate cousins-are creating an endless digital forest of mediocrity."


like most writers of books like these, keen is strikingly polemic-but that's why he, and at the opposite end of the spectrum, lawrence lessig (whose new book "remix" not only encourages the monkeys but takes away their blank paper and just gives them the shakespeare as a starting point), end up on the colbert report. and i may disagree with 80% of what he says (and object to being called a monkey, besides), but he does make a point that i whole-heartedly agree with: we need objective, professional journalists to responsibly collect the news. where i diverge from Keen, however, is that I think this statement has little or nothing to do with bloggers.

(...)

at the risk of extending the man/monkey metaphor, my point is that "traditional" media and blogs are two completely separate beasts. (...) we need good journalists, people who don't just repeat the news, but report it, who find it in bits and pieces rather than wholesale.

a necessária íntegra aqui. e nada se compara às apetitosas tortas na cara de keen nesta entrevista-ringue do the colbert show. não deixem de assistir, por favor!



sexta-feira, janeiro 23, 2009

se achando

na linha das revistas conceituais mag! e key, sai a online regia mag, de buenos aires. clique na capa e depois na pontinha inferior direita da folha virtual para passar.

curti, mas penso que vem mais completar portfólio de publicações da categoria do que realmente competir com nossas nacionais.

tenemos la mélange.



segunda-feira, novembro 03, 2008

urrú! the electronic newspaper

é sabido, desde minha faculdade de jornalismo (quando assessorias de imprensa ainda divulgavam releases via fax), que o futuro nos aguardava com uma tela touchscreen wireless flexível portátil onde seria possível acessar páginas de jornal eletronicamente.

portanto, êi-la:



quarta-feira, outubro 15, 2008

menor depois da idade

a rolling stone gringa diminuiu para o tamanho médio de uma revista.

é a segunda vez que a publicação muda suas dimensões desde que foi criada, em 67.

a primeira edição com o novo formato traz obama na capa - segunda vez este ano.

deve ser estranhíssimo ler uma rolling stone que não pareça um jornal.

via animal ny.



sexta-feira, setembro 26, 2008

bafafá no mundinho

polêmica fervida a respeito da vogue india, que publicou ensaio onde seus miseráveis habitantes envergam acessórios que custam milhares de dólares.

a ana wintour de lá chama-se priya tanna e está sofrendo críticas dignas de um diabo que veste prada. ela rebate alegando que as pessoas devem lighten up e que we weren't trying to make a political statement or save the world.

nenhuma revista de moda está.

há alguns anos atrás eu cairia de pau em cima de priya, mas não mais. é óbvio que o ensaio é provocativo e a equipe da vogue sabia disto. não quiseram causar frisson social, mas criaram. de fato existe algo de pernicioso, quase cruel, em ver um indiano pobre em seu provável único contato com um objeto cujo valor o alimentaria por alguns anos. mas pelo menos a vogue india é menos hipócrita do que fotógrafos da pobreza que ganham fama e dinheiro alegando motivações fraternais, quando na verdade o fazem pelos holofotes, fama e grana.

é estranho que um fotógrafo artístico, não jornalístico, consiga viajar por ângulos, filtros e focos - técnicas de extração de beleza e drama - enquanto o mundo se esvai diante de sua lente. há de se estar demasiado envolvido na situação ou completamente negligente a ela.



segunda-feira, setembro 01, 2008

aplausos



sexta-feira, julho 25, 2008

the survival of journalism: 10 simple facts i agree

1. newspapers did not make a huge mistake by giving the content away for free. duh, look at the internet. everything except the porn and the dating services is free.
- agree. many stupid brazilian online newspapers want you to sign up for their pages in order to offer the entire content to you, though.


2. journalism can be done, and done well, without newspapers. it's okay if you love newspapers, but they're really expensive to produce and the audience is abandoning them, as are the advertisers, so it doesn't help us much to go on talking about newspapers.
- agree. and many say that there will be a foldable screen to carry in our bags and read online newspaper anywere.


3. journalism costs a lot of money to do (and especially if it's done well), because it requires dedicated people. so we can't pretend that the work will get done for free. it will not.
- agree. those people must update their carreer plans and move to something else in order to make the money they deserve. although deserve is questionable those days.


4. citizens and amateurs and well-meaning whistle-blowers, etc., etc., will sometimes commit wonderful acts of journalism. but they will not do so reliably, day in and day out, and there aren't enough of them with the interest, free time, and goodwill to do everything journalists have been doing for about 400 years.
- true. agree. but it´s still better than liable corporations speaking about the facts of the world.


5. newspapers were a nice business. publishers could make the product insanely cheap (remember the penny press), and the advertising would cover the expenses, plus generate fantastic profits. however, this is clearly over. It's done. it worked for a long time, but now, like trans-atlantic leisure travel in big passenger ships, it will never work again.
- agree. and advertisers should move on too. i have a feeling that traditional ad is coming to an end.


6. no one today goes to one spot online as the trusted information source. people don't even go to five or six. everyone goes to dozens, hundreds - more. a subscription scheme is therefore not workable. (update: many people worldwide are not online. i know that. many people are illiterate and cannot read newspapers. let's move on.)
- agree. but i think this thing about going to dozens of spots daily is not a brazilian habit yet.


7. future generations will not read newspapers. ever.
- agree. even though i don´t know why.


8. journalism is vital to a democratic system of government, because without independent busybodies (yes, journalists) sticking their nose into everything, governments and large corporations can cheat, oppress, and starve people. (nobel prize-winner amartya sen famously said there has never been a famine in a democratic country because the news about food shortages or distribution failures cannot be hidden and suppressed)
- obviously agree, even though i´m widely more interested in anarchy than democracy.


9. the business model to sustain journalism in the 21st century has not been seen yet.
- agree. that´s why publishers are still acting so conservative.


10. newspaper companies, in particular, seem unlikely to blaze the trail toward a viable business model for journalism.
- agree. same comment of number 9.


the hole enchillada here.



sexta-feira, julho 11, 2008

detocados

dizem que a fox news retocou, depreciativamente, imagens de jornalistas do the new york times, levadas ao ar durante o programa fox & friends.

basicamente o contrário do que adictos em botox e clareamento dental e cirurgias plásticas fazem, só que digitalmente.

o sorriso amarelo aqui.

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