categoria ~ internet



terça-feira, janeiro 26, 2010

apagão verbeat: lôka web

a locaweb, que hospeda o conglomerado verbeat de blogs, fez algum tipo de cagada master que provocou o colapso do nosso amado condomínio. a pane verbeater teve início no dia 13 de janeiro e se estendeu até o presente momento. então decidi redigir posts em regime de contingência. foram apenas três, mais os sagrados summertóins e oh!rkitekturas. todos já se encontram publicados em suas datas originais. confira abaixo.

não foi possível enviar comentários durante o período, de modo que alguns de vocês resolveram fazê-lo por e-mail ou msn. obrigado pelas congratulações nupciais!

agora é cruzar os dedinhos e torcer para que a locaweb não torne a fazer a lôka tão cedo.



sexta-feira, dezembro 11, 2009

brain trivia: informação como nunca antes consumida

como vimos ontem, a internet administra uma quantidade monstruosa de dados diariamente. e quanto ao ser humano? qual o volume de informações com os quais lidamos em diferentes períodos? o global information industry center trouxe alguns resultados embasbacantes. segura na minha mãozinha porque...

. se transcrevêssemos todas as palavras que uma pessoa em média pronuncia numa semana, daria um livro mais longo que "guerra e paz"

. apesar do índice de leitura de mídia impressa estar caindo, lemos cerca de três vezes mais que os alfabetizados dos anos 80 - graças a computadores em geral e à internet em particular

. a população dos estados unidos consumiu cerca de 3,6 zettabytes em 2008 (um zetta equivale a um bilhão de terabytes, ókêy? pedi ajuda ao pessoal de tecnologia & desenvolvimento do trabalho para traduzir isso pra vocês. também foi dada a opção dez elevada a vigésima primeira potência de byte. ambas explicam melhor que a wiki)

. traduzindo o item anterior: o cérebro do estadunidense médio processa cerca de 34 gigas diariamente. isso equivale a 4.72mbps, o que significa que eles recebem informação mais rápido do que muitas conexões de banda larga são capazes.

. 55% dos dados absorvidos nos lares ianques correspondem aos videogames, pelo simples fato de que seus gráficos são altamente detalhados

e vamos parar por aqui senão a postagem vai dar pau.

via geeks are sexy.



quinta-feira, dezembro 10, 2009

internet trivia: maior que o mundo

internetuma das coisas espetaculares da internet é que ela é capaz de conter um mundo que a realidade física, se conseguisse, faria da forma mais ridícula. vamos conhecer um pouquinho mais dessa potência? então segura no meu mouse e vem comeego!

. cerca de 210 bilhões de e-mail enviados/ dia (mais que um ano de envio de cartas de papel nos eua)

. 3 milhões de imagens carregadas no flickr/ dia (daria pra encher um álbum de fotos de 375 mil páginas)

. 43 milhões, 339 mil e 547 gigabytes são enviados entre celulares no mundo inteiro/ dia (suficientes para encher 9,2 milhões de dvds)

. 700 mil novas pessoas entram no facebook/ dia (a população aproximada da guiana)

. 45 milhões de status são atualizados no facebook/ dia contra 5 milhões de tweets no mesmo período (tweets suficientes para encher edições do new york times por 19 anos)

. 900 mil posts são publicados em blogs/ dia

via the daily galaxy.



sexta-feira, novembro 13, 2009

linhas de fuga

discohá alguns anos ouvi falar pela primeira vez sobre linhas de fuga. foi no meu momento pré-deleuze, o pensador que levou a expressão ao âmbito filosófico. nunca pedi explicação sobre o que significava: a minha cabeça simplesmente fazia um paralelo automático com ponto de fuga, um conceito de arquitetura que me é bastante familiar, posto que papai é perspectivista. estava claro que tinha a ver com seguir em direção a um destino que não está aparente, que ainda não surgiu no mapa. acima de tudo, tinha a ver com movimento e com o desconhecido. ninguém realmente sabe o que existe atrás do horizonte.

de repente descobri que desde muito cedo tinha o hábito de criar linhas de fuga toda vez em que me sentia inadequada ou entediada. isso não significa que eu era inadequada, apenas que me sentia assim, descombinando com o entorno. dentre nós, que tantas vezes nos sentimos ets no meio da perspectiva by-the-book em que a maioria opera sem reclamar, há os que ficam ali e os que fogem, os que vão embora.

fuga é, com alguma razão, o tipo da coisa que se atribui aos fracos de espírito. mas acabei concluindo que seguir uma linha de fuga é o contrário: é seguir o seu próprio caminho em direção a si mesmo. então é tudo ao contrário: não é burrice, é criatividade; não é covardia, é não-conformismo; não é fuga, é encontro.

minhas linhas de fuga são os meus caminhos e meu ponto de fuga é a minha singularidade.

anos mais tarde, com a implantação definitiva da internet, com esses exércitos de pessoas atendendo a todos os estímulos possíveis, correios electrónicos, telemóveis, reprodutores mp3 de passeio diário, messengers, twiters, bate-papos eternos, wifis para estar continuamente ligados, antónio deu-se de conta que a realidade virtual teorizada chegara desde o horizonte, noutros formatos, e que deveríamos tender a infinito de vez, correndo cara um lugar chamado linha de fuga, no horizonte.

segundo josé ramom pichel campos, está ficando cada vez mais fácil compreender o que são linhas de fuga e traçar as próprias.

nas palavras do blog deleuze e parnet,

temos a tendência de dividir a realidade, o mundo, em esquemas dicotômicos, esquemas esses que só separam, não conectam, não partilham, não se partilham... o meio é a potencialidade, é o que existe ou poderá existir entre as duas realidades que são amplamente assumidas. nós no jornalismo temos a mesma tendência do resto do mundo, que é a de dividir a realidade em bom/mau, herói/vilão, rico/pobre, tradição/moderno... e muitas vezes fica tanto por explorar. é por isso que os autores defendem que estes princípios [linhas de fuga] são difíceis de explicar, porque no fundo são apenas potencialidades, são coisas da ordem do possível, não são ideias palpáveis ou que utilizemos todos os dias.

e então completa a idéia com outros dois conceitos fundamentais às linhas de fuga: o devir e o nomadismo.

a ideia de devir é também desta ordem. claire parnet diz a dada altura que devir é devir simplesmente. o devir não tem história, não tem passado nem presente. o devir não tem um princípio ou um fim, são os acidentes de percurso, não apenas nas vidas humanas. são as possibilidades que muitas vezes não se concretizam porque optamos por uma outra possibilidade - às vezes nem optamos porque já temos um plano estipulado (mas mesmo isso é uma opção). o devir é encarado como uma intensidade, como uma velocidade absoluta. e uma velocidade absoluta é diferente de uma velocidade relativa. a velocidade relativa é a velocidade de um movimento de um ponto ao outro, ou seja, com princípio e fim. mas o que importa é o meio, daí a importância da velocidade absoluta.


a velocidade absoluta é uma intensidade que permite traçar uma linha de fuga. por isso é que parnet diz que a velocidade absoluta é a velocidade dos nômades, mesmo quando eles se deslocam lentamente ou quando estão simplesmente parados. uma velocidade absoluta pode ser uma imanência, não é um movimento. e os nômades traçam uma linha de fuga, criam um espaço liso, desterritorializam-se. se bem que eu também acho que acabem por se formar numa comunidade com valores e regras e que acabam por listrar o seu próprio território... mas esta velocidade absoluta do devir não é mensurável, é apenas o modo de estar presente ao espaço.

conclusão:

para deleuze, viver é da ordem do devir e não da ordem da história, viver é experimentar o que está entre, o que está no meio. a potencialidade de deleuze está lá em latência, em potência. parnet dá vários exemplos de como criar linhas de fuga, de como criar novas experiências, de como produzir o novo.

por hoje é tudo o que temos a dizer.



quarta-feira, outubro 21, 2009

desconhecidos e falecidos

andei ocupada organizando/ atualizando meus contatos de e-mail, facebook, orkut e redes sociais diversas. dá trabalho. é assustador a quantidade de pessoas que eu não faço a menor idéia de quem sejam no meu orkut. facebook é mais amigável nesse sentido. pelo menos a lição do orkut foi aprendida e eu tô evitando repetir. só gente que eu conheço.

o perfil de um amigo que morreu continua online em ambas as redes. não tenho vontade de deletá-lo das minhas listas. também não sei como a família faz pra tirar um perfil do ar quando o sujeito morre, ou se isso é sequer possível. será que os pais ou a viúva mandam mensagem pros administradores com um scan do atestado de óbito?

já me cadastrei em ene redes sociais e sites de compras e passaram-se anos e quando voltei meu cadastro continuava lá. o drama pra adivinhar a senha, ressucitar aquele internauta que você era: é sempre muito estranho. eles não te desativam por falta de visita. será que são todos cumulativos, vão aceitando novos contatos/ clientes e nunca os deletam, nem se passarem décadas sem logar?

pelo visto a gente continua existindo virtualmente mesmo após a morte natural.



sexta-feira, outubro 02, 2009

oh!rkitektura

New-Facebook-Headquarters1

nova sede do facebook, palo alto, califórnia, stêitz.



segunda-feira, setembro 21, 2009

no ar, cool.agens para site da cool.milla

está no ar o site da coleção primavera/ verão da querida designer de acessórios camilla danunziata com cool.agens narghee-la. êêêêêêêêê!

o conceito geral foi produzir uma série de personagens soltos que, juntos, formariam uma festa. marcelo casé foi responsável pela criação do ambiente e pelas animações.

a única coisa que deixou um bocado a desejar foi a definição dos personagens. tomei todo o cuidado de passar cada um deles em altíssima definição e perfeita qualidade para o webdesigner, mas por algum motivo saíram desbotados. hunf.

narghee-la é a artista convidada da temporada. no item e-shop, na coluna da esquerda, lá embaixo, há uma galeria com algumas cool.agens à venda, incluindo as composições feitas a partir dos personagens criados para o site.

a tempo: o caderno ela (o globo) de anteontem usou colar da cool.milla em um de seus editoriais de moda. yey!



quarta-feira, agosto 19, 2009

alta literatura da semana: manifestos estéticos

um delicioso apanhado desde 1883. meus trechos favoritos:

manifesto futurista (itália, 1909)

"we intend to sing the love of danger, the habit of energy and fearlessness"

"except in struggle, there is no more beauty. no work without an aggressive character can be a masterpiece"

"why should we look back, when what we want is to break down the mysterious doors of the impossible? time and space died yesterday. we already live in the absolute, because we have created eternal, omnipresent speed"

manifesto da arquitetura futurista (itália, 1914)

"that futurist architecture is the architecture of calculation, of audacious temerity and of simplicity; the architecture of reinforced concrete, of steel, glass, cardboard, textile fiber, and of all those substitutes for wood, stone and brick that enable us to obtain maximum elasticity and lightness"

"that by the term architecture is meant the endeavor to harmonize the environment with man with freedom and great audacity, that is to transform the world of things into a direct projection of the world of the spirit"

manifesto bauhaus (alemanha, 1919)

"architects, painters, sculptors, we must all return to crafts! for there is no such thing as "professional art". there is no essential difference between the artist and the craftsman. the artist is an exalted craftsman"

topography of tipography (alemanha, 1923)

"the words on the printed surface are taken in by seeing, not by hearing (...) economy of expression: optics, not phonetics"

"the hygiene of the optical, the health of the visible is slowly filtering through"

good design manifesto (alemanha, 1987)

"good design is as little design as possible: back to purity, back to simplicity"

people´s communication charter (unesco, 1998)

"all people have a right to universal access to and equitable use of cyberspace. their rights to free and open communities in cyberspace, their freedom of electronic expression, and their freedom from electronic surveillance and intrusion, should be protected"

designers agains monoculture (eua, 2001)

"we refuse to create design that furthers the creation of a global corporate monoculture"

manifesto for agile software development (eua, 2001)

"individuals and interactions over processes and tools
working software over comprehensive documentation
customer collaboration over contract negotiation
responding to change over following a plan"

white night before a manifesto (eua, 2008)

"communicative (active) surface, or screen, is classified by its capacity to reveal and open up doorways to virtual worlds. in the absence of message, it maintains a system of placeholders and default images. mobile phones - which physically resemble minimalist jewellery - are inhabited by complex worlds appearing on the surface of their screens. in fact a phone is no longer a phone, as it performs the functions of an email tool, a web browser, an agenda, a calculator, an alarm clock, a video player, a camera and a game console. there is no principal difference between the 'phone-as-surface' with its inherent capacities to organize information and social relations, and the 'credit card-as-surface' with its capacity to order concierges and butlers"

"active surfaces are inhabited by worlds in worlds. this is a matter of calculus and inner complexity; mobile phones have surpassed the threshold between a dedicated machine (designed to perform a single task or series of tasks) and a machine which appropriates the functions and tasks previously assigned to other machines, resulting in the emptying out of the objects that were formerly machines (like the wristwatch). the system which inhabits the object with the most active surface - the more informational, complex, all-inclusive one - has surpassed a degree of complexity, so that the tasks it performs can no longer be related to its size, its form or its weight"

manifesto of the future of attention (eua, 2009)

"in 1971, the oft-quoted political scientist herbert simon predicted that in an information age, cultural producers (that's designers, but also filmmakers, theater types, musicians, artists) would quickly face a shortage of attention. 'what information consumes is rather obvious: it consumes the attention of its recipients,' he wrote. the more information, the less attention, and 'the need to allocate that attention efficiently among the overabundance of information sources that might consume it.' (...) making something 'free' is obviously an allocation strategy. 'free' attracts attention. making things brief is an allocation strategy as well. the problem is that free isn't sustainable, and that brief is underpriced."



segunda-feira, agosto 17, 2009

this seems fair to me

that seems fair to me



segunda-feira, agosto 10, 2009

o que o oráculo lhe diz?

acabo de fazer uma dessas quizzes do facebook e o resultado nunca foi tão feliz: a morte.

a morte é sempre curtição porque significa que alguma coisa vai acabar e outra vai começar, e eu sempre curto uma metamorfose, uma novidade, uma mudancinha em geral.

surge uma caveira na carta de tarô e é comigo mermo.

o testezinho do fb, então, foi pura vibração: segundo ele, a moral do meu resultado fúnebre é

é melhor morrer de vodka que de tédio.

e tenho dito.

<< 1 2 3 4 5 6


Este arquivo

Esta página é um arquivo de posts recentes da categoria internet.

idiomatik é a categoria anterior.

japã é a próxima categoria.

Posts recentes na página principal - ou vá aos arquivos pra ver outros posts.