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segunda-feira, julho 09, 2007

{hoy}

máquina de sueños . apertura de la segunda temporada

chica: alessandra raed
alex thomas: alessandro hanel
otros personajes: alair ferreira
narrador: dominoni jr.
divindad/ sitar: joana coccarelli

dirección: colectiva
producción: alessandra raed
escenografía: dominoni jr.

quién: nosotros de la cia poética de teatro
dónde: teatro sesi - calle graça aranha, 1, rio de janeiro
cuándo: esta noche y todos los lunes de julio y agosto (menos el 06/08), a las 19:30. hoy, llegar lo más temprano posible.
cuánto: esta noche, gratis; las otras, R$20, R$15 (con flyer) y R$10 (estudiantes).
por qué: porque la obra teatral fue escrita, producida e realizada por alessandra. porque yo estoy me diviertindo. porque el sabado lo director tuve un acometimiento de cólera y dejó la pieza, entonces convertióse en algo un poco experimental y errático. porque es un espetáculo de ninõ para adultos y adulto para los niños. y muchos otros motivos.



quarta-feira, agosto 23, 2006

NATARAJAS, ESTA É IMPERDOÁVEL DE NÃO IR:

Segunda-feira que vem tem apresentação do Raja Radha Reddy, simplesmente o melhor grupo de dança clássica indiana DO MUNDO. Como se não bastasse, a trilha sonora rola ao vivo, com músicos indianos ESPANCANTES (provavelmente carnáticos, pois o estilo da dança, kuchipudi, é do sul da Índia).

Tipo, não tô nem conseguindo DORMIR.

O balé clássico indiano é uma apoteose de excentricidades cênicas onde até as sobrancelhas dançam. Os figurinos são incríveis e os movimentos, MUITO impressionantes.

O Raja Radha Reddy passa por quatro capitais brasileiras, em esquema de única apresentação em cada uma. O nome do espetáculo é Natya Pradeepam - A Luz Divina da Dança Primaveril. O babado acontece às 19:30 horas no Teatro Sesi, que fica na Av. Graça Aranha, 1, Centro. O ingresso custa R$40, estudante paga meia.

Meu professor de sitar está ajudando a organizar a edição carioca, muito orgulho! Minha ex-professora de dança indiana também está dando força.

Interessados, entrem em contato que tá armando uma CARAVANA.



sexta-feira, março 31, 2006

DAZZED AND AMAZED

Como preciso ser rápida mas não quero deixar de postar ainda sob ação a ELETRICIDADE de ontem, eis e-mail enviado para a banda há poucos minutos:

Temos coisas a melhorar, mas queridos... para uma primeira vez, com tão poucos ensaios, foi INCRÍVEL... o principal objetivo entre nós, que é se divertir e ir aprendendo uns com os outros, foi TOTALMENTE ATINGIDO... e o principal objetivo para com o público, que é emocionar, intrigar e levantar, também alcançamos, apesar dos imprevistos. É o que senti da atmosfera tanto da New Books quanto do Dama, sem contar com as eufóricas impressões que meus amigos pessoais me trouxeram...!

Lucio, dá um beijo na Jana, que me deu a maior força antes do show com o meu nervosismo...!

Quero deixar um beijo ANIMAL para todos... sem noção da HONRA que foi tocar com vocês... caramba, Lucio K, Letícia, Nix e Dieguito... e MAESTRO PCatran, que além de tocar ainda coordena... maior presença de espírito no Dama, o público NAQUEEEEELA PRESSÃO e de repente ele aumenta as batidas e a Letícia faz o momento CONFESSIONS ON A DANCE FLOOR, gloriosaaaaaaa... ali, por causa dos problemas técnicos, e da PANCAÇÃO, os acústicos não puderam ir com tudo mas mesmo às vezes ficando na vontade de participar mais, sabia que tudo estava sendo conduzido da melhor maneira! Fizemos um LIVE pro pistão, quem diria! Da livraria pro floor com o MESMO SET LIST e na MESMA NOITE, isto é que é MODULAR!

QUERO MAIS! Quando é a próxima vez?!

Tão INESQUECÍVEL quanto o fator banda/ público foram as CARINHAS MAIS LINDAS que levaram o flyer A SÉRIO e arriscaram suas noites de quinta: Flavinha, Namers em peso, Bindi (surprise!!!), Roxy, Branca e minha mamãe e irmão amados. E MA FEELS, MEU GRANDE AMOR, PROTETOR E ALMA, QUE EU QUERO PRA SEMPRE PERTO DE MIM.



quinta-feira, março 30, 2006

TERROR E PÂNICO

O problema é que vai ser inesquecível mesmo se for RUIM.

A sorte é que vai ser DIVERTIDO mesmo se for ruim.

Na pior das hipóteses eu traumatizo e nunca mais vou à público.

Na melhor, continuo no grupo.

By the way: ficou Ménage Modular mesmo.

E vamos com DEUS.



terça-feira, março 28, 2006

TENHA MEDO. MUITO MEDO.

Pode ter sido naquela Cornolho em que toquei "Berimbau" com PCatran, ele no piano e eu na cítara. Fato é que quinta-feira apresento-me com ele mais Letícia (vocal), Nix (gaita e guitarra acústica), Dieguito (violino) e o MAGO Lucio K (theremin e efeitos) no Dama de Ferro.

De moleque PCatran não tem nada. Foi logo divulgando a formação da banda, eu incluída - o que inibiu minha PROBABILÍSSIMA fuga pela tangente na última hora. Papo de chegar nos círculos sociais mais remotos e escutar um "vou lá te ver tocar". Tudo bem que depois do primeiro ensaio eu garanti presença, mas ainda tinha todas as BRUXAS DE BLAIR me atormentando o estômago. Ainda achava que haveria abertura para desistir.

Bem, o BOCA-A-BOCA desmistificou esta CONFORTÁVEL possibilidade.

Então foquei na GLÓRIA que seria tocar com todos esses ASES, que também acontecem de ser amigos dos mais QUERIDOS, e deixei rolar. O ensaio de domingo, então, foi GHOSTBUSTERS: todo mundo muito solto e intuitivo na situação. Senti-me parte da coisa.

PCatran divulgou a banda como Ménage à Trois, que originalmente era formada por ele, Letícia e João Henrique. Com a devassa de novos músicos, climas e influências, prossigo na luta por Ménage Modular ou algum conceito mais LÍQUIDO e inclusivo.

Horas antes do Dama, aqueceremos as turbinas no palquinho da New Books do Shopping da Gávea.



quarta-feira, março 08, 2006

A ÚLTIMA CORNOLHO

Rolam boatos de que a Cornolho vai acabar. Os boatos procedem. Sei disto porque fui eu quem os lançou.

Dentro de poucas horas acontece a última edição da antológica Cornolho Sessions. Depois de amanhã, celebramos seu quinto e derradeiro aniversário numa histórica festa de encerramento.

Ou você sabe o que é uma Cornolho – porque freqüenta ou é meu leitor de longa data – ou vai ser difícil explicar. Mas: aconteceu todas as quartas-feiras, desde 14 de março de 2001 até seu quarto ano, sem exceção; de um ano para cá passou a rolar na segunda quarta-feira de cada mês; começava em algum momento do cair da noite e não tinha hora para terminar; minha saída clássica era pedir para que o último a ir embora batesse a porta, e ia dormir; passou pela fase do house, psytrance, lounge, experimentalismos psicotrópicos, gay e Rainbow, mas primando pela horizontalidade, pluralidade e liberdade, sempre; perfis diferentes se conheceram ali, tornando-se íntimos entre si; maluco arrumou namorado, emprego, noivou, levou filho e até bicho de estimação (conheci meu beloved Calvin numa Cornolho); teve jams com piano, cítara, violino e panelas; teve set de eletrônica e rock progressivo; noites com mais de trinta pessoas, noites com apenas eu e mais um.

Cornolhos duraram até hoje – e durariam a perder de vista – por causa das pessoas. Desde o primeiro momento foi uma iniciativa de terceiros, quartos e quintos, nunca minha. Eu abria a casa e só.

Coloco um ponto final na mais longa festa de nossas vidas porque eu não tenho a opção de não ir, e a disponibilidade irrestrita do meu espaço e humor tornou-se cansativa. Sem contar que a vida muda, os formatos devem ser flexíveis ... e uma lenda só se consagra quando respeita a hora de baixar as cortinas.

Aplausos para todos nós que subimos neste palco. Fizemos ARTE.

É o fim de uma era.



quinta-feira, outubro 27, 2005

QUASE ANAHATA NAD

Cheguei perto de um DERRAME CEREBRAL quando mirei os hindus da banda de John McLaughlin arrumando os instrumentos no palco do TIM Festival. Foi a primeira vez que vi músicos indianos de verdade.

Vi, aliás, bem de perto: larguei a galera na mesa e fui lá pra frente com o Iuri. Tirei o sapato, a exemplo dos discípulos de Sarasvati, e fiquei em pé na lateral da platéia, balançando de um lado pro outro. O frenesi não permitia acomodar-me de outra forma.

Mesmo assim estranhei um bocado no começo do show. Ora, vamos lá. Vamos admitir que eu estava mesmo sendo PURA em achar que sairia cem por cento satisfeita de uma fusion entre jazz e música clássica indiana sem cítara (também conhecida aqui no narghee-la como O INSTRUMENTO MAIS ENCANTADO DO MUNDO).

Só que, se encaixassem uma cítara ali, John McLaughlin, comprovadamente o menos proeminente dos músicos, seria ANULADO. Por outro lado, o concerto ficaria capenga sem as representações formais das cordas indianas. A questão foi equacionada com U. Shrinivas, que transplantou fielmente para o bandolim elétrico pallavis, charanams e demais estruturas originárias da cítara.

De alguma forma muito misteriosa (quem sabe um artifício de autopreservação criado nas profundezas do meu desapontamento), cada nota de Shrinivas era traduzida simultaneamente para cítara dentro da minha cabeça - tipo uma rede de neurônios SAP musicais. Mas todas as grandes diferenças entre ambos instrumentos não escapavam aos meus ouvidos tendenciosos.

Eis então que as imperiosas forças da GANDHARVA abençoaram o espetáculo com a única chance de salvação total: Zakir Russain, talvez o maior tablista vivo. Seus quinze minutinhos de solo desviaram-me irremediavelmente para o apelo percussivo do show. Talas pra que te quero.

E quero muito.

Escoltado por V. Selvaganesh, que manejava ghatam, kanjira e marethangham, as batidas foram o AUGE. Dava para imaginar a GÊNESE SEGUNDO O MAHABHARATA.

Havia ainda o canto de Shankar Mahadevan, que eventualmente nos levava a fazer piruetas sobrenaturais no éter.

mclaughlin&shakti.jpg

O fim do show foi seguido por uma rápida operação de fuga do apavorante Village em direção à casa, onde pouco tempo depois deu-se minha primeira jam com instrumento ocidental: eu na cítara e João Henrique no piano.

Fui breve e meio assim, mas já conta.



terça-feira, outubro 11, 2005

AGORA É QUE EU NÃO VOU MESMO

Certo Jamie Lidell, também da surtada Warp Records, substitui Autechre na noite sextafêirica do TIM Festival.

Não que Lidell seja ruim. Quer dizer, eu nem sei quem ele é. Mas é da Warp, então é quase impossível desagradar insiders da E-SQUISITICE.

Interessados em minhas já adquiridas entradas, manifestai.

Para McLaughin, however, Feels tratará de me arranjar um FIEL ESCUDEIRO entre os seus.



terça-feira, agosto 09, 2005

LOGO MAIS, SEM FALTA

dub.jpg



terça-feira, junho 21, 2005

NARGHEE-LA 2.0: ROSÉ Ei-la alta,

NARGHEE-LA 2.0: ROSÉ

narghee-la rose.jpg

Ei-la alta, pesada e dourada. Praticamente um CASTELO BIZANTINO.

Test-drive no terraço do Sallun ao som de Habib Abou Khalil à luz de vela e lua: era como VOAR em NUVENS SABOR UVA. A fumaça nublava BELAMENTE o interior da garrafa furta-cor; não mais que uma delicada aspirada e as pleuras eram suavemente defumadas.

Mesmo o gigantesco modelo giratório de quatro mangueiras do lounge de sábado não me impressionou. Eu tenho a NARGHEE-LA DOS SONHOS.

O ABRE-TE SÉSAMO fica no Brás, equivalente paulista do SAARA. A rua é Julio Ribeiro, o número era pra ser 66, mas chegando lá você descobre que 66 não existe e vai perguntar pro maluco do 44 onde é que fica, ele vai apontar pra uma loja apinhada de coisa do outro lado da rua e você vai exultar. É um OÁSIS pilotado por um SÍRIO que mal fala português, oferece jujubas NABABESCAS e vende um quilo de carvão cilíndrico a R$15, caixa grande de shisha pelo mesmo preço (R$10 a menos que em outros lugares) e R$3 a pequena. Juntei de coco, cereja, jasmim, manga, uva e maçã, mais uma de limão que vem numa latinha ÜBERHYPE. Tudo importado, mas no final ainda ficou mais em conta que o preço do meu ex-narguilé - também conhecido como narguila-piloto, 1.0 ou azulzinho, CROMATIZANDO com os olhos da Flavia, a nova proprietária.

Eu disse que morava no Rio de Janeiro e pedi um embrulho à prova de viagem. Olha só o que ele usou:

jornal.jpg

UMA SAIA PARA COMBINAR

saia nipo-arabe.jpg

Só que tem que é JAPONESA.

Arrematada PROFETICAMENTE um dia antes por R$12 no brechó do IDCH.

O espaço é um GRÊMIO ORIENTAL que pergunta nome e SIGNO para anotar na cartela de consumação.

Respondi CÚSPIDE LEÃO-VIRGEM.

O cara quase caiu da cadeira.

Não tem BADABAUÊ páreo pra mim, MALANDRÃO.

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