categoria ~ e.zotik



sexta-feira, julho 25, 2008

arvore

terra vermelha.



quarta-feira, junho 11, 2008

leste go! III

entrevista com maria "tetê glitter" almeida e nara varela, as senhoras da cena balkanska no rio, no especial de aniversário do grito.



segunda-feira, junho 02, 2008

leste go!

selvageria em noites neobálcãs: a dream come true.

a explosão da balkanska musika no rio semana que vem no grito.



terça-feira, abril 15, 2008

vamos aplaudir o tio chico. ele nos tirou da escuridão.

jovem turca.jpgfriburgo, rj - o dentista carioca francisco braga, 58, elucidou um dos maiores mistérios das antigas tradições árabes: o material que antecedeu o carvão no fumo da narghee-la.

ao observar a preparação do argile portátil* de joana coccarelli, 31, durante a festa de aniversário do pai da moça, sábado passado, tio chico - como é conhecido em seu meio social - revelou que sua avó, natural da turquia, utilizava casca de coco maduro para acender seu artefato de metal.

a senhora, que na juventude assemelhava-se à jovem turca da foto ao lado, raspava a polpa da fruta e improvisava fagulhas próximas aos fiapos ressecados do exterior.

"não resta a menor dúvida sobre a veracidade da informação porque não resta a menor dúvida que o tio chico é turcão", declarou joana. já o aniversariante seu pai, carlos coccarelli, 60, não está tão seguro: "pode se esperar qualquer coisa de um sujeito que, num restaurante, aguardava as pessoas dizerem aos garçons que já estavam satisfeitas para ir-lhes pedir pessoalmente para comer o resto de suas refeições".

apesar da controvérsia, especialistas afirmam que a ligação entre o fruto e a narghee-la procede, já que o coco pode ser incendiado com esforços naturais de geração de fogo, dispensando fogões. eles acreditam que a procura por coco maduro levará ao aumento do preço da água de coco já no próximo verão.

* a ser introduzida aos leitores em edição futura.



terça-feira, abril 01, 2008

éxcellence de l´òreal

haircut.jpg



sexta-feira, março 28, 2008

mindfuck for the idiomatically challenged

palavras lindas.jpg

tá claro que não é alemão? pessoas costumam achar que todo idioma dotado de acentuação excêntrica e karnaváglia consoântika é alemão. não é holandês porque holandês tem muitos ós e jotas. se não falássemos português, poderia acreditar-se que a reincidência de dois éles fosse do espanhol. por exemplo sosialismilla, a palavra que eu mais curti. achei foda. deve ser uma coisa escandinava, mas o engajamento político (nota-se que a conversa é sobre ideologias e figos afins) remete à polônia ou derredores. não sabemos. quem souber onde fica whitianga saberá. em "morangos silvestres" e "a festa de babette" pude relacionar algumas palavras com alemão, mas estas aí em cima me deixaram no vácuo.

no entanto: nem foi por nada disso que esse trecho foi publicado num blog de design. foi por causa da tipografia. so geraurahere, punk! gol brainphart iorçélf. em inglês, que é mais crível.



quarta-feira, fevereiro 27, 2008

]]]ma ke lind´ho][

inserção para o post sobre moda conceitual: a estilista chinesa ma ke e sua coleção "useless", lançada em paris no ano passado. enquanto o cineasta jia zhangke realizava um filme sobre a preparação das roupas e a apresentação na frança, o fotógrafo zhou mi enquadrava as peças num pico chamado guangdong.


ma ke.jpg

de fato a haute couture não me diz mais nada.



quarta-feira, setembro 26, 2007

{japatabla}

asa-chang & junray.



quarta-feira, agosto 23, 2006

NATARAJAS, ESTA É IMPERDOÁVEL DE NÃO IR:

Segunda-feira que vem tem apresentação do Raja Radha Reddy, simplesmente o melhor grupo de dança clássica indiana DO MUNDO. Como se não bastasse, a trilha sonora rola ao vivo, com músicos indianos ESPANCANTES (provavelmente carnáticos, pois o estilo da dança, kuchipudi, é do sul da Índia).

Tipo, não tô nem conseguindo DORMIR.

O balé clássico indiano é uma apoteose de excentricidades cênicas onde até as sobrancelhas dançam. Os figurinos são incríveis e os movimentos, MUITO impressionantes.

O Raja Radha Reddy passa por quatro capitais brasileiras, em esquema de única apresentação em cada uma. O nome do espetáculo é Natya Pradeepam - A Luz Divina da Dança Primaveril. O babado acontece às 19:30 horas no Teatro Sesi, que fica na Av. Graça Aranha, 1, Centro. O ingresso custa R$40, estudante paga meia.

Meu professor de sitar está ajudando a organizar a edição carioca, muito orgulho! Minha ex-professora de dança indiana também está dando força.

Interessados, entrem em contato que tá armando uma CARAVANA.



sexta-feira, fevereiro 24, 2006

OH, YOKO

Pra vocês verem como eu sou praticamente uma balzaquiana, lembro-me do jingle do comercial de lançamento da Barbie no Brasil.

Barbies brazucas de então diferiam das americanas pelo rosto mais tosco e o cabelo que espigava logo. A minha tinha brincos ofuscantes e vestido azul.

Daí meus pais viajaram para Nova York e me trouxeram uma Barbie que eles acharam O HYPE. Ela usava calça jeans, camiseta de pelúcia rosa e botas de caubói da mesma cor. No universo inteiro não existe Barbie que não seja EXTRA CAFONA, nem as da linha Oscar de la Renta se salvam, mas PARENTS pensavam que essa fugia à regra. Já eu a achava horrivelmente simplória - mas fiquei feliz porque pelo menos o rosto era bem mais bonito e o náilon do cabelo era descente.

Já contabilizava umas sete Barbies, um Bob, um Ken COM CABELO e uma Skipper quando o Américo me deu a mais ESTONTEANTE criatura de plástico criada pela Mattel: a Japanese Barbie 1st Edition 1985. Em outras palavras, uma Barbie GUEIXA.

Foi explosivo como HIROSHIMA entre minhas amiguinhas BARBEADAS, o auge do exótico.

Mesmo assim, ninguém me pedia para ficar com ela na hora de brincar: Barbie tinha que ser loira de olho azul e bochecha rosada. Mas não para mim. Boneca alguma era mais arraso do que a de cabelo preto, olho castanho e maquiagem laranja que eu tinha. Ela não sorria, o charme definitivo. E nunca foi chamada de Barbie. Barbie eram as outras. Minha japa girl era YOKO. Arigatô.

Eu tinha uma Barbie Rocker, uma de férias em Honolulu (que atualmente reside na estante da sala de papai trajando um modelo ANOS DOURADOS que costurei enquanto assistia ao drama de Lurdinha e Marcos na Globo), uma gran-gala cintilante (a cara da Cybill Sheperd) e muitas outras à imagem e semelhança da querida Olivia Newton-John - mas a balada era com Yoko. Minhas Barbies usufruíam de imbatível variedade de modelitos e acessórios, automóvel, móveis e banheira de espuma sugestiva, mas era a Yoko, com seu quimono vermelho fechado até o pescoço, que conquistava o Bob e o Ken.

PASTICHE DE SUSHI
Japanese Barbies, contudo, não funcionam no cinema. Excetuando-se cenário, figurinos e roteiro tipo fatos reais, "Memórias de uma Gueixa" é Hollywood com pobres pretensões nipônicas. Embora orientais, as atrizes negam o biótipo clássico (e adorável) da japonesa dentuça de pescoço curto: são altas, postura emancipada e caminhar de modelo, a delícia das salas de cinema ocidentais (sem contar com a lente de contato azul da personagem principal, que de "olhos de chuva" mais parecia OLHOS DE CATARATA). Com isto, destroem o delicado veneno da gueixa original, que acontece de ser muito mais excitante - Sada Abe tira A PROVA DOS SESSENTA-E-NOVE em "O Império dos Sentidos".

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