categoria ~ decadance



terça-feira, novembro 18, 2008

doo da lah doo. sempre canta desse jeito. acho feio. acho bordão. sabemos que saiu dela mesma e portanto é criativo, sei, mas nem é. é booba lah boosh de divin(h)a americana anos cinqüenta. mas todo mundo cai. e acham-na o supra-sumo do appeal.

outra noite sentei no meio-fio em frente a uma bodeguinha mais humana e então sim, ferocia fierce. bebona na alcova dos cigarros & drinks. bem-feitos os copos em pocilgas assim, quase toda vez. daí nem digo que arrisquei um blood mary, bebida de puta, porque veio bom mesmo. depois trouxeram scotch com licor de menta, bubaloo e o caralho.

fiz bola de chiclete. fierce entoou um superspuma, em seguida outro, uma oitava acima. fierce com o lápis de olho já no queixo, um peito desgarrado quase saindo pela lateral da alça. doidaraça. um garçom ajeitou o casacão de veludo cotelê com gola de penas d´angola sobre seus ombros. fierce calçou o sapato descalçado e saiu enterrando o salto na junção das pedras portuguesas.

descasquei a ponta de meu esmalte preto pra prestar-lhe dignidade



quinta-feira, setembro 18, 2008

ass kissernão sei se lilly allen é modelo, atriz ou cantora, mas não é meio humilhante para medalhões tipo elton john, depois de uma vida glam n´glitter nos palcos, se ver envolvido em cortiço com uma starletzinha que surgiu anteontem?

é a mesma coisa que assistir ao documentário onde rita lee gagueja que a pitty é roqueirona e de imensa expressão para o b.rock atual. ou o frejat, em entrevista, tratando o nx zero - vencedor maior do último prêmio multishow - como um igual. ou ainda madonna, ao performar com britney spears e entubar a sugestão de que ela seria sua sucessora. gostando ou não de rita, frejat ou madonna, cabe a pergunta: será que eles realmente precisam se submeter a uma nova geração de merdinhas para continuar populares?

que vômito. como disse ana wintour sobre uma possível capa com britney, "she's just not a vogue kind of girl". o rp da revista completou: "she is not appearing on or in vogue".

achei digno.

final de semana passado eu e javi debatíamos sobre o que deu na cabeça de chris robinson ao contrair núpcias com a kate hudson das comédias românticas bobinhas. sabemos que se casar é diferente de comentar sobre ou performar com, mas mesmo assim. concluímos que robinson acreditou demais na personagem penny lane, de "almost famous" - a única realmente suingada da carreira da atriz.

o pessoal da velha guarda podia parar de se sujeitar a esse balaio de gatos.

hip horray pro lobão.



terça-feira, agosto 12, 2008

parenthal advisory: explicit photographs

agora esta é a pérola negra do dia - quiçá de todo o narghee-la.

há meses guardo miron zownir na manga. não é charme. é, sim, completa falta de idéia de como abordá-lo aqui. porque o allure decadentista que há anos, e com sucesso, a cultura de massa transforma em pastiche, tem origens imundas num underground cujo termo alternativo simplesmente não cabe como eufemismo. não existe eufemismo. a coisa é bem estragada.

é gente com pico na veia, amarrada em couro e corrente, mendicância, um ou dois cadáveres, prostituição miserável e todas aquelas coisas que nos fazem sentir completos imbecis com nossos inofensivos julgamentos sobre o que é ser freak.

concomitantemente, as imagens são fantásticas e renderam o livro radical eye, com cento e cinqüenta e duas fotos em preto e branco tiradas entre 79 e 95 em moscou, londres, nova york e berlim, e algum foco no movimento punk.



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