acompanhei o leilão dos pertences da help via msn através de um amigo, que visava a coleção de vinis e um letreiro.
eu explicava a ele que os sujeitos que cobriam seus lances não eram fdps, mas indivíduos gerados por mulheres que dependiam da boate para sobreviver. ou indivíduos de nacionalidades diversas que freqüentavam o local em dólares ou euros, moedas cujo câmbio representou grande vantagem no arremate das peças.
em ambos os casos - freqüentadores, trabalhadoras e sua possível prole - o valor emocional foi grande demais para deixar sobrar qualquer coisa que fosse pra gente que nunca teve nada a ver com a história. sem contar com a possível idéia de "transferir" a help para outro lugar através da compra de seus pertences originais.
esta manhã os jornais cariocas confirmaram meus palpites. vejamos os trechos-chave do globo.com e o dia, respectivamente:
já o alemão thomas hense, 43, é mais do que figurinha conhecida. "meu pai me trouxe aqui quando eu tinha 19 anos. e hoje eu vim porque disseram que é a última noite", lamenta o gringo, casado com uma brasileira e morador de berlim.
o empresário kurt maier, de liechtenstein, conseguiu faturar 2 mil vinis da help, após disputa com 55 lances, que vai usar em sua discoteca
logo mais acontece a última noite da boate. outro fim de uma era.
