café
cocaína
chocolate
coca-cola
cachaça
(esta surgiu numa cornolho há anos atrás)
café
cocaína
chocolate
coca-cola
cachaça
(esta surgiu numa cornolho há anos atrás)
resposta: choveu mas houve quórum. fervido. e campanha vívida pelo retorno das cornolhos. incluindo eu. não adianta. não adianta matar a cornolho. é como barata, o inseticida mata uma geração mas não evita a próxima. que já vem imune. há sete anos! então vamos. mês que vem tem mais.

hoje seria o sétimo aniversário da cornolho sessions, se não tivesse sido enterrada a um. mas como cornolhos transcendem, comemoraremos assim mesmo.
será old-school style: todos trarão larica e manguaça, como nos primeiros anos. a piscina de cheetos no convitinho acima faz referência aos tempos em que o petisco reinava.
também tinha o copo da tarsila.
good times 2008.
Rolam boatos de que a Cornolho vai acabar. Os boatos procedem. Sei disto porque fui eu quem os lançou.
Dentro de poucas horas acontece a última edição da antológica Cornolho Sessions. Depois de amanhã, celebramos seu quinto e derradeiro aniversário numa histórica festa de encerramento.
Ou você sabe o que é uma Cornolho – porque freqüenta ou é meu leitor de longa data – ou vai ser difícil explicar. Mas: aconteceu todas as quartas-feiras, desde 14 de março de 2001 até seu quarto ano, sem exceção; de um ano para cá passou a rolar na segunda quarta-feira de cada mês; começava em algum momento do cair da noite e não tinha hora para terminar; minha saída clássica era pedir para que o último a ir embora batesse a porta, e ia dormir; passou pela fase do house, psytrance, lounge, experimentalismos psicotrópicos, gay e Rainbow, mas primando pela horizontalidade, pluralidade e liberdade, sempre; perfis diferentes se conheceram ali, tornando-se íntimos entre si; maluco arrumou namorado, emprego, noivou, levou filho e até bicho de estimação (conheci meu beloved Calvin numa Cornolho); teve jams com piano, cítara, violino e panelas; teve set de eletrônica e rock progressivo; noites com mais de trinta pessoas, noites com apenas eu e mais um.
Cornolhos duraram até hoje – e durariam a perder de vista – por causa das pessoas. Desde o primeiro momento foi uma iniciativa de terceiros, quartos e quintos, nunca minha. Eu abria a casa e só.
Coloco um ponto final na mais longa festa de nossas vidas porque eu não tenho a opção de não ir, e a disponibilidade irrestrita do meu espaço e humor tornou-se cansativa. Sem contar que a vida muda, os formatos devem ser flexíveis ... e uma lenda só se consagra quando respeita a hora de baixar as cortinas.
Aplausos para todos nós que subimos neste palco. Fizemos ARTE.
É o fim de uma era.
E O FIM DO ESQUEMA SEMANAL PASSA POR SUA PRIMEIRA PROVA DE FOGO
Era certamente impossível que não acontecesse neste início de NOVA ERA das Cornolhos - só não esperava que fosse tão cedo.
Cedo que por sinal NÃO ERA quando a campainha tocou ontem, a dez minutos das vinte e duas horas. Pelo menos não para mim, que levanto religiosamente às cinco e meia da manhã.
Pois bem.
Eu BOIAVA na entorpecência do primeiro sono quando escutei alguém SINALIZAR PRESENÇA à porta, traduzida no som da já citada campainha. A adrenalina bombou nas veias, muito mais pelo SÚBITO do que pela dúvida sobre quem chamava ou se eu deveria atender.
Dúvida esta que, admito, NÃO CHEGOU A ME ASSOMBRAR. A despeito dos quatro toques seguintes, permaneci ETERNAMENTE EM CAMA ESPLÊNDIDA sob meu volumoso edredon de pena de ganso.
Quando cri findo o incidente, uma VOZ, que então permitiu que eu JOGASSE OS DADOS DA APOSTA sobre QUEM encarnava o CARRASCO DA MINHA PAZ, concorre com o zumbido do ar-condicionado do meu quarto. Observando meu abajur aceso, a criatura aboletou-se EMBAIXO DA MINHA JANELA e cantou cinco, talvez seis, enérgicos JOJOOOOOs.
Cabecinha no travesseiro estava, cabecinha no travesseiro fiquei.
Poucos minutos depois o TELEFONE TOCA; a secretária atende, minhas suspeitas sobre a identidade de meu ALGOZ se confirmam.
Vinte e duas e vinte no despertador amarelo e novo acionar de campainha. Desta vez único.
Talvez o CORNOLHO TARDIO tenha finalmente se dado conta do FINAL DOS TEMPOS; talvez tenha apenas desistido e descubra nos dias vindouros.
Inflexível, a anfitriã não atende mais fora dos dias marcados.
RUMO AO PENTA
Tava só a DIRETORIA – lá pra umas QUARENTA cabeças. Todo mundo apagou junto a velinha de quatro anos da Cornolho, e então foi servida a TERCEIRA RODADA do OUTTER SPACE BROWNIE da Letícia.
E ainda sobrou MANTEIGA na geladeira.
Da cozinha também saiu uma torta de limão, profusão de pastinhas com torradas e o cachorro-quente mais concorrido de todos os tempos. As cozinheiras e esfomeados disputavam espaço com os isopores de cerveja do Fred.
O grosso da social comia solto na sala, DVD do Woodstock fritando na tela e todo um mundo de luzes e cores se multiplicando nas amizades e confraternizações.
Luanda me pega no corredor e diz que ameaçou iniciar um COM QUEM SERÁ depois do parabéns: Cornolho com Sohaclara – se der filhote, já era!
Algumas lamúrias sobre o novo esquema mensal dos encontros, mas de qualquer forma pleno reconhecimento da GRANDE TOLERÂNCIA da anfitriã nessas últimas DUZENTAS E OITO semanas. A pedidos, publico na comunidade orkuteana as datas de todas as próximas Cornolhos de 2005.
No quarto, onde me refugiei com minha saia de chita e anágua amarelo-ovo à la Scarllet O´Hara, a narghee-la girava a oitocentos por hora, servindo uma roda de jamais menos que oito pessoas. Foi ali que Ivan teve inusitado TÊTE-A-TÊTE com a autora do texto mais inacreditável do blog do Tchose, que não por acaso também era a COZINHEIRA-CHEFE da noite, e todos se regozijaram.
A celebração terminou com a DANÇA DAS BONECAS de Akira Kurosawa no DVD, cozinha alagada, Marcio e Branca NOCAUTEADOS no escritório e Calvin e Amanita APAVORADOS embaixo da cama da empregada.
Eu não sei bem COMO, mas acordei às SEIS DA MADRUGADA de sábado e comecei sistematicamente a arrumar notável parte da zorra – o que me impediu de encontrar forças para a aula de spinning das dez e meia.
E se eu fosse a Thalita me matava.
Correu tudo segundo a velha máxima do 100% DE APROVEITAMENTO. Foi o FIM DE UMA ERA.
Finalmente conseguirei praticar zazen nas noites de quinta.