categoria ~ brainfarting
we meant the same
já em meu primeiro blog, o kleptomania loves you, de 2002, eu reportava o sono aterrador que me persegue quando as temperaturas amenizam - ou seja, de junho a outubro de qualquer ano. meu metabolismo despenca e qualquer cochilo depois do trabalho periga terminar na manhã do dia seguinte. mas tudo isso mudou desde que comecei a voltar para casa a pé. são cerca de vinte minutinhos amigos até a portaria e chego cheia de energia para a segunda fase da jornada de trabalho, que é o lar. tripla jornada quando preciso fazer as unhas ou depilação, quádrupla se tivesse marido e infinita se tivesse filhos. de modo que eu super lavo a louça sem reclamar, mesmo que o esmalte acabe descascando.
é extremamente difícil conformar-se com a hora de acordar durante o inverno. semana passada eu e o amado cogitamos botar o despertador pra tocar às 7:30 da manhã de sábado só para sentirmos o gostinho de poder ignorá-lo e voltar a dormir. mas desde que comecei a voltar para casa a pé, tem sobrado mais energia para caminhar na praia à noite, e o resultado é um sono mais profundo e recompensador. hoje, por exemplo, levantar não foi tão catastrófico. inclusive acordei antes do despertador do celular velho tocar - o que no fim das contas foi uma sorte, já que ele misteriosamente apagou sua programação durante a noite e não ia tocar de jeito nenhum. pra vocês verem que até ele tá sofrendo de preguiça.
desce. pro inferno.
todos sabemos que elevadores foram criados para adiantar a vida de metrópoles cada vez mais verticalizadas, mas muitas vezes eu duvido disso. gostaria de saber se sou a única a me irritar com edifícios comerciais com mais de vinte andares cujos quatro elevadores páram em todos eles. ou que espera muitos e muitos minutos por um elevador que páre no seu andar, mas todos passam direto - ou pior, que pára lotado e você não tem como entrar. cheio daquelas hordas de homens de corte escovinha e mulheres de terninho e cabelão. ou mais enervante ainda, você está no térreo e um puto entra no elevador só para subir pra garagem dois, um andar acima. devia ser proibido. devia existir uma programação que impedisse esses imbecis preguiçosos de subir ou descer de elevador até dois pisos. escada, pega a escada, caceta. já me imaginei sacando uma metralhadora da bolsa e abrindo fogo contra as pessoas que, andar após andar, sujeita os palhaços a uma viagem a passos de cágado. eu sei que não é culpa delas; o mesmo ódio é direcionado a mim quando sou quem entra ou sai de um elevador lotado. mas dane-se: irritação é uma coisa instintiva que resvala em quem está perto.
vamos rir todos juntos mas a insatisfação com os elevadores do edifício foi amenizada com a simples instalação de televisores dentro dos mesmos. puro truque psicológico, já que rigorosamente nada mudou na rotina descrita no parágrafo acima. o índice de reclamação no térreo e dentro dos elevadores, no entanto, caíram drasticamente.
acensoristas também diminuem o grau de ansiedade dos passageiros. além de humanizar o elevador, eles sempre podem puxar aquela alavanca e passar direto pelos andares que não importam.
mas acima de tudo: a exemplo do clássico caso de mosquitos embaixo da mesa do pc, o elevador do prédio onde vocês moram está sempre repleto de pernilongos, como o meu?
four great natural laws of life
. whoever comes is the right person
. whatever happens is the only thing that could have
. whenever it starts is the right time
. when it´s over, it´s over
resfriado: inaptidões
minhas funções foram reduzidas às básicas, inclusive no plano intelectual.
se fisicamente minha capacidade se resumiu a circular pela casa e voltar para a cama, mentalmente permaneci em estado purê de batatas: impossível ler um parágrafo, fazer uma colagem, concatenar um reblog para o narghee-la.
eu não deveria ter vindo ao trabalho hoje, mas é que está começando a ficar chato.
estou me esforçando.
mas acho que vou voltar pra casa.
eu preciso expectorar.






