categoria ~ atmosphéra
meteorologia internacional aplicada ao rio de janeiro
black hole sun
findo o sedutor mês de chuva contínua que se derramou sobre a cidade de são sebastião do rio de janeiro, sábado passado todos os cariocas saíram de casa ao mesmo tempo e invadiram desgovernadamente as ruas. eram hordas de famílias a caminho da praia, tropas de bicicletas em velocidade anormal, sambão em ônibus lotados, corredores, churrasquinhos enfumaçados e toda aquela alegria e disposição que me faz crer que essas pessoas são robôs teleguiados pela porra do sol maldito.
eis que encontro meu casaco: (in)vernáculo de calor.
um dia de chuva é um dia lindo
eu tive um guarda-chuva igualzinho a este. ele era feito de duas lonas: a preta, que ficava do lado de fora, e a azul com nuvens, que ficava por dentro. comprei no moma com a minha mãe. na verdade ela ficou com este modelo e eu fiquei com um cuja lona interna era toda feita de gérberas vermelhas e laranjas. tipo, ela ficou com o verão e eu com a primavera. eu dispenso verões mas, conceitualmente, achava o guarda-chuva do céu azul muito mais legal. basicamente chove lá fora, mas embaixo do guarda-chuva faz tempo bom. isto não se aplica muito a mim porque acho dias chuvosos bem melhores que muitos dos dias de sol. esse guarda-chuva também é meio magritte, guarda-chuvas negros e céus azuis com nuvenzinhas são bastante recorrentes nas pinturas dele. atualmente meu guarda-chuva é dos lírios do van gogh mas hoje ele ficou em casa. hoje eu tô de capuz e capa.
dezertiko
a guerra quente tomou o lugar da guerra fria. o inimigo não é mais os vermelhos mas o termômetro batendo temperaturas vermelhas. faz alto verão no início de setembro. meu sobretudo cor-de-rosa só foi usado uma vez. ando na rua e sinto-me num árido velho oeste. que nasty.
e oh se isto ainda fosse o pior. letstellar informa via nick do gtalk: nevou no quênia!
grey days
i say i enjoy grey days. even when they are sad and stuff. it´s better than a sunny day when you don´t feel sunny inside. or simply when is a hot sunny day. no way. i rather stay home with air conditioner on. it saves me from this lousy conflict we are usually faced to when you live in rio. by the way, that is just like grey days look when you live by the coast. the sea and the sky reciprocate their blues and greens and darkness. the sunbathers are away, they´re not really loyal to the beach during these days.
very cold lands really attract me. i have this thing for iceland, russia, scandinavia, the balcans and so. note that i´m not specially comfortable under 12 degrees c, but who cares. i don´t. plus: i truly think that grey days in very cold places are dramaticaly dark. i like that. i miss when i lived in mom´s house and could see the storm arriving over the mountains. i had this luscious sense of bizarre every time we had to turn on the light at 2:30 pm.
now we have quite a scene over here. you may have to watch "the return", andrei zvyagintsev´s first movie, to get it. it´s clearly tarkovsky´s school, but contemporary. it is so watery and dry at the same time. there is so much despair of loneliness, despite the people that surround you. maybe because they are people that were supposed to make you feel good about yourself, but they don´t, even though they love you.
at last a bunch of gentle sunrays to ease up the grey. well, this is fine for me - as long as we have some cold weather going on. the clouds still cover the sky and there is nobody around. there´s a wider sense of perspective and yet is so clear for some innersélph cortege. everything start to glow again. i could see through my belly if i could take of my jacket.
klímaxx
vamos a onze graus na próxima madrugada!
terra em transe
empatado em primeiro lugar com o fato de que os dias são os mais bonitos do mundo, a idéia de que no início do outono estamos o mais longe possível do próximo verão derruba qualquer dúvida sobre a mais deliciosa estação do ano.
em segundo vem o próprio fato de que a temperatura começa a cair um pouco.




