às cinco da tarde de ontem liguei para o técnico que havia esquecido de me atender na terça e implorei por uma visita. ele disse que chegaria por volta das sete da noite, mas só apareceu mesmo às oito.
nessa hora de atraso, a missão de concertar os aparelhos de ar-condicionado da minha casa se tornou quase palpável em toda sua desgraça. bruxas existiam. poltergeists, com certeza. coincidência demais que todos os técnicos que chamei tenham, seguidamente, enfrentado adversidades para me atender.
mas às oito o técnico apareceu - e com um ajudante. e uma bolsa de ferramentas que cada vez mais parecia a sacolinha mágica do gato félix, a medida em que dela saíam chaves-de-fenda, alicantes, parafusos e martelinhos. primeiro eles cuidaram do ar-condicionado do quarto e não, não era um simples problema de termostato. foi preciso desgarrar a máquina da parede e levá-la para o chão da cozinha, a fim de cutucar não-sei-o-quê que finalmente devolveu sua capacidade de gerar ar frio. o da sala veio depois, mas também precisou sair da parede porque o filtro estava entupido e precisaria ser lavado.
hoje a dupla de anjos retorna para finalizar o serviço. à noite minha casa terá recobrado suas dimensões normais já que, com o calor, ela fica resumida ao escritório - o único cômodo cuja refrigeração funciona.
saudade da minha cama.

