o history channel veiculou ontem uma maratona de documentários que ligam misticismos proféticos a estimativas feitas por cientistas sobre o futuro próximo do planeta. a série de programas culminou com o das 21 horas, onde o calendário maia, as pirâmides do egito e os versinhos de nostradamus estavam em pleno acordo com o aquecimento global, a estimativa de explosões solares em 2012 e as grandes chances de inversão dos pólos magnéticos da terra, o alinhamento do sol com o buraco negro existente no centro da galáxia e todas as conseqüências que haverá para a vida tal qual a conhecemos.
como é de se esperar de diálogos sobre o fim do mundo, a abordagem era meio circense. no entanto me chamou a atenção o fato de que a problemática de 2012 tenha chegado ao mainstream midiático. quando fiquei sabendo sobre a profecia maia, em 2002, achei prudente filtrar o que me parecia sensato daquilo que me soava fantasia ocultista; e não acreditei que alcançaria as massas, menos ainda a atenção de gente séria. há séculos todas as sociedades encontram associações entre suas realidades e as profecias; todo povo sente como se seu tempo fosse o tempo do juízo final.
o que realmente prende a minha atenção - e acaba por me fazer crer que pode haver um sentido em toda preocupação - é que de fato os maias esquadrinharam a astronomia de hoje em dia já naquela época, com seus paupérrimos recursos tecnológicos. é de uma exatidão desconcertante. além disso, como cética, não creio na ira dos céus, mas numa massiva transformação da natureza, seja ela provocada pela ação do homem, seja ela apenas mais um ciclo de renovação que implica na dizimação da maior parte da vida. que é o que acho que vem acontecendo.
enfim.
na infância eu sofria um bocado com a possibilidade de uma guerra nuclear. na hierarquia de filmes de terror, "the day after - o dia seguinte" só perdia para "alien, o oitavo passageiro". a ameaça atômica está mais rarefeita e a possibilidade de sermos colonizados por extraterrestres me parece um pouco risível após dois anos de análise; mas veículos especializados continuam confirmando as piores hipóteses: sim, as calotas polares devem desaparecer; a possibilidade de sermos atingidos por um asteróide é tão crescente que os militares estadunidenses vedaram o acesso às informações sobre o que tem caído na terra para pesquisadores (pelo menos a microsoft está montando um telescópio, próprio e megatecnológico, no chile); e stephen hawkings nos tranqüiliza ao declarar que a dificuldade de haver vida em nossa galáxia se deve justamente às altíssimas chances dela ter sido extinta por algum corpo celeste.
vontade? de que tudo não passe de um alarme tipo bug do milênio. mas acho que é pra valer.
Você conseguiu me deixar preocupado.
aaaaaaaaaah, não queria preocupar logo a pessoa que DIVERTIU MEU DIA com a narrativa da meia maratona!!!
rsrsrsrsrsrs
Meu amor, o que vc faria se só te restasse esse dia??
paulinho moska ia ficar rico, com certeza! rsrsrsrs!
acho que o que nos resta é viver como se não houvesse amanhã - até que não haja mesmo!