segunda-feira, janeiro 26, 2009

superprank

lemure

eis uma capa que eu gostaria de encontrar em meio aos lançamentos do mercado editorial. queria um livro que simplesmente descrevesse, com suculentos detalhes, viagens de drogas que valem a trip. tipo um confissões de um comedor de ópio do de quincey, só que menos miserável. a passagem de christiane f. morrendo de rir em lsd menos a heroína, os pais idiotas ou a prostituição. a riqueza das sessões terapêuticas de fauze arap sem os pormenores técnicos. sem dúvida o flashbacks de timmy leary é imbatível no quesito descrições sensacionais de highs inesquecíveis. precisávamos de mais livros desses, de mais parágrafos sobre loucuras afirmativas, construtivas, artísticas.

enquanto isso rimos do fato de que o autor do livro fake ao lado é na verdade um professor de programação de computador e técnico em edição onláini. o fantástico lêmure on acid saiu emprestado de uma de suas prolíferas publicações, unix in a nutshell. deve ser muito relevante para minha vida de pessoa internética, mas foge de meus ramos de atividade direta. a versão alternativa sugerida a esquerda me seria de maior serventia.

e não é bem porque eu apóio a legalização e o uso recreativo de psilocibínicos ou emedês-emeáticos, mas porque o mainstream segue em sua sufocante falta de imaginação, e vivo parte de minha vida nele. queria encontrar mais homens usando esmalte de unha. mais mulheres de chapéu aramado. automóveis grafitados. menos medo do ridículo. e que essa coisa invadisse o underground dos falsos loucos, dessa gente que se diz criativa e na verdade vive da mesma modorra pequeno burguesa da superfície.

enfim, me revoltei à antiga e quero um livro do lemurezinho doidão pra mandar anonimamente pra casa das pessoas. é menos garantido que uma infusão de cogumelos nos compartimentos de água da cidade, mas é o que está ao alcance de um terrorista poético comum.

7 Comments

bem, o jeito é escrever um. meia dúzia de autores, tiragem pequena e destinatários aleatórios. dá pra fazer.

o mais difícil é bolar uma capa melhor que essa :)

quando descobrir um livro assim indique aqui POR FAVOR!

:)

OH MY.

estou daqui do meu mundo fazendo uma ança particular, pensando: tomara, meu bem, tomara

têm aquele do Carlos Castañeda que é massa...esqueci o nome...um q o xamã usa peiote com o cara...fora q é impagável o Aldous Huxley olhando os quadros chapado em As Portas da Percepção...mas concordo contigo falta mais coisas assim...mostrando q pode ser legal sem ser total underground.

eu voto pelos cogumelos na caixa d'água.

e acho também que dá pra fazer o livro... mas principalmente se vc tiver todo um BAIRRO contribuindo com suas canequinhas alucinógenas premiadas :)

rá, todo mundo curtiu o assunto, né?

bem lembrado álvaro, mas é aquilo, os livros do castañeda têm aquele compromisso com o místico...

já que você é usuária com saia de coraçõezinhos, escreveaê!

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Esta página contém um post de joana publicado em janeiro 26, 2009 12:24 PM.

ataque estilo imelda é a postagem anterior.

michel onfray sobre... é a próxima postagem.

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