agora esta é a pérola negra do dia - quiçá de todo o narghee-la.
há meses guardo miron zownir na manga. não é charme. é, sim, completa falta de idéia de como abordá-lo aqui. porque o allure decadentista que há anos, e com sucesso, a cultura de massa transforma em pastiche, tem origens imundas num underground cujo termo alternativo simplesmente não cabe como eufemismo. não existe eufemismo. a coisa é bem estragada.
é gente com pico na veia, amarrada em couro e corrente, mendicância, um ou dois cadáveres, prostituição miserável e todas aquelas coisas que nos fazem sentir completos imbecis com nossos inofensivos julgamentos sobre o que é ser freak.
concomitantemente, as imagens são fantásticas e renderam o livro radical eye, com cento e cinqüenta e duas fotos em preto e branco tiradas entre 79 e 95 em moscou, londres, nova york e berlim, e algum foco no movimento punk.
gah! que soco no estômago!
meda, eu?
Tiagón disse tudo.