passo cola na própria mão e estampo no rosto do papel cartão, agora ele não quer sair, puxo com força sob pena de arrancar as palmas fora, ele não sai e eu bebo as anáguas brancas pelas narinas, quem sabe meus poros não cospem as tramas pra fora e expelem o papel pra longe do meu corpo. das minhas unhas. da minha impressão digital que sempre foi lisa como as mãos dos que portam down, so they say, so i saw my thumb was this-like, i dislike that but no, not really, ich musse zugeben herr geliebt, sem contar que nunca quis deixar provas dos penachos que retiro dos rebites do velho baú.
ou kiss?
lambo o papel das mãos, ele amolece e vira cola, esfrego-as no peito para me livrar dele mas o que acontece?, o que acontece?, você me perdoa? a mão espalmada gruda no seio e quando puxo vem a pele toda, ficou a marca de uma estrela de cinco dedos - uma vitrine para a glândula mamária, algumas costelas e o meu coração batendo ao vivo e às dores.
é a des.colagem perfeita.
essa não vai cicatrizar.
hm legal, quer dizer que você agora tah nessa onda? Escarificação pós-patchwork e aplicação em colagem... legal menina, interessantíssimo. Coincidência eu ando experimentando com tatoo intravenosa.
Agora falando sério, muito bom, você cria imagens fortes pra caralho e que ao mesmo tempo prometem uma verossimilhança estranha. (I could actually see your heart out loud screaming himself). Não é óbvio, não é fácil. É pessoal e secreto e profundo, pqp é foda.
obrigado! é só poesia.