lá vem meu avião. vão conectar a sanfoninha à porta, e resmungo por dentro. no almoço falaram sobre apego - coisa que nunca foi muito minha, meus leitores de longa data o digam. mas admito, entre os trapos molhados deste momento: se existe algo que demais me aborrece, esse algo é deixar são paulo. eis a hora em que as memórias do que já vivi aqui ganham vida, ressuscitam para acontecer todas uma em cima da outra novamente. minha fronte se franze como se eu estivesse cancelando uma história ao meio. sempre estou inacabada quando saio daqui. barganhando amor por raízes.
já estive em algumas partes do mundo mas só aqui estou adequada. é a paz da conformidade. no alto-falante eles dizem "...com destino ao riu de janeiro". eu moro é no riu.sou aquelazinha que vive em paz com o cara errado, no aguardo da hora de largar tudo para viver uma paixão de anos. declaradamente. por menos possível que ela seja.
- aeroporto de guarulhos, 20/02/08
post bonito, Joana. Sempre que deixo Sampa pra visitar meu Rio natal, sinto praticamente a mesma coisa. Hoje pra mim o Rio é a Itabira de Drummond - é um retrato na parede. E dói.
é essa idéia que estou desenvolvendo para o próximo post!
ôôôô... bateu aqui também!