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novembro 26, 2007
Para entes e
Para entes e...
No inverno não há moscas. Sabe lá, chuto que elas migram pro sul (eu também migraria pro sul se tivesse menos de quarenta e oito horas de vida e emitisse uma taxa desprezível de CO2 por quilômetro voado). Tem moscas volantes, isso sim, que eu fico lacrimejando bastante. Isso afeta meu humor vítreo. Mas eu não vim aqui falar de moscas.
No inverno também não tem sol, e desse eu sei: migrou pro sul. Agora, por exemplo, são cinco e vinte da noite e o dia fica teimando em não acabar. E tem aquele arzinho que teima em entrar pela janela, que eu passo horas reduzindo a mão em torno do vidro pra entender por onde passa. Não passa nada, parece, mas nada.
E algo acontece que não sei mais escrever sem notas de rodapé, e não sei se isso existe aqui, mas se deixar aquela mosca volante paradinha ali no canto, faz as vezes.
Até mudar a linha, isso é. Notas de rodapé volantes são duvidosas, e até hoje me pergunto se as chagas que Tomé viu não seriam elas também moscas volantes, e todas as minhas se perderam nessa última vírgula, que o screensaver foi mais rápido que essas coisas.
Não é nada, eu não vim aqui falar d'essas coisas. Tinha escrito um final de antemão para deixar ali no fim, pra alinhar na nota volante enquanto eu escrevo aqui em cima, mas esse meu screensaver é a morte dos finais em aberto. E finais em morte são o fim, queria mesmo era empilhar um final em cima do outro, até alcançar o início do texto. O título você finca lá em cima, e ponto final.
Porque tem coisas que às avessas não dão. As pessoas no hemisfério sul enrolam o macarrão no sentido contrário, e nem precisam ser canhotas pra isso. Outro problema dos finais-de-antemão é que eles não dão passagem, enrolam como safety-cars. By the way, safety-cars na antemão são uma contradição em termos. É não pôr termos.
(que o sol de inverno é ver para crer; passa que nem mosca volante)
Fecho para entes e queridos, que para um final dito de antemão, este anda um tanto anti-horário. Dá nos nervos, e desses tem um que é óptico, vizinho do vítreo, viu só que coisa?
Não que isso afete meu humor, mas eu não vim aqui falar de humores.
Posted by sergiom at 3:12 PM | Comments (3)
novembro 2, 2007
Troféu Morosidade
Troféu Morosidade
A pergunta é: e quem dá bola pra taça de bolinhas? Se o São Paulo quer ficar com ela, que fique. Afinal, foram nada menos que quinze anos até que um time conseguisse conquistar o segundo pentacampeonato brasileiro. Foi difícil, merece uma tacinha.
Dá até pra rebatizar a dita cuja, aliás: Taça dos Atrasados, ou quem sabe Troféu Morosidade 2007? Pra combinar melhor, só se eles bordarem quinze estrelinhas na camisa, uma pra cada ano de espera.
Este breve interlúdio não altera o estado de suspensão em que este blog se encontra até janeiro de 2008. Inté!
Posted by sergiom at 10:21 AM | Comments (1)