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dezembro 23, 2006

E no sétimo dia, Deus fez a digestão

E no sétimo dia, Deus fez a digestão


Em dois dias, celebraremos o mistério máximo da criação: por que diabos se come comidas de inverno no Natal brasileiro?

Empanturrados de castanha, peru, presunto, rabanada e afins (castanha, peru, presunto e rabanada são afins?), lembraremos que existe mais no mundo do que aquilo com que nos deparamos em nosso apressado dia-a-dia. Exemplos: tâmaras, frutas secas, farofa e purê de maçã.

Alguns reunirão a família e ligarão o ar-condicionado.

Outros recorrerão ao eparema da meia-noite.

Alguns, ainda, acreditarão que noz é digestivo. Ok, fé não se discute.

Ao contrário da maior parte de vocês, eu tenho a felicidade de contar com um clima ideal para o reencontro com estes alimentos calóricos: zero graus, humidade, vento, chuva fina e nevoeiro. Não precisarei me dividir entre um tender no estômago e um mate na praia. Posso tremer até os ossos com o prazer de saber que o aquecimento falho da minha casa não vai interferir no caminho natural dos suínos natalinos.

Ha! - pra vocês.

Estes são os votos saudosos de Miúdos (ok, esse final foi péssimo. vou comer mais um panetone como punição).

***

p.s.: e se o champanhe acabar, basta reeditar um antigo milagre com ingredientes caseiros e tascar sonrisal no vinho branco. É batata (não, obrigado, tô satisfeito...)!

Posted by sergiom at dezembro 23, 2006 10:48 AM

Comments

... pra você também!

Posted by: AnaBettaBlue at dezembro 25, 2006 12:35 PM

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