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agosto 4, 2006

Geléia de passas

Geléia de passas


O T9 do meu celular tem uma certa obsessão pelo amorfo. Em dois tempos:

1- Toda vez que eu digito Gejfin, ele nunca chega de primeira no Gejfin. Ok, você agora está pensando: tá maluco, maluco? Um T9 com a palavra Gejfin, só isso? Não quer mais nada não?

Sim, eu reconheço que as nuvens não são feitas de algodão-doce. E que, na primeira vez em que digitei Gejfin no diabo do aparelhinho, há de ter disparado um alarme em Espoo, Finlândia. E que loirinhos e loirinhas, sorridentes e deprimidos, correram todos para suas saunas anti-nucleares. Reconheço tudo isso.

O problema é mais grave. Quando você digita uma palavra que não existe no T9 e entra no modo 'soletrar,' ele armazena a palavra que você foi obrigado a montar letrinha por letrinha no dicionário, para uso futuro. Inteligentes, este finlandeses.

Mas Gejfin foi demais pro o pobre do T9. Já que eu tô num momento Lacan, acredito que Gejfin tenha sido para ele como um encontro com o real, cujo resultado é o trauma. E o trauma você trabalha através da repetição. Daí meu celular nunca ter conseguido incorporar Gejfin ao seu dicionário. E me mostrar sempre a mesma palavra - repetição - quando eu esperançosamente digito Gejfin.

A palavra?

Geléio.

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2- E eu hoje não dei de digitar Brenda no T9? O resultado?

Brenda = creme

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O Geléio, nunca custa lembrar, tem um ótimo blog.

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Cremes e geléios à parte: sim, eu tenho amigos chamados Gejfin e Brenda, por quê? Algum problema?

Posted by sergiom at agosto 4, 2006 7:45 PM