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agosto 23, 2006

Sobre a verdade

Sobre alhos e bugalhos


Pois então, nego anda com sérias dificuldades até para definir o que diabos é um planeta. Tua sombra tá grande, Plutão.

Enquanto isso, aqui no (ainda) planeta Terra, há quem se sinta no direito de proferir com toda a segurança do (ainda) mundo desmandos que vão desde a natureza da natureza humana, passando por conceitos definitivos sobre o que é arte, até o absurdo maior de decretar o que terceiros podem ou não fazer com seus corpos.

Dá pra ser otimista? Sei não. Mas eu até que gostava do nosso (até o momento) mundinho. Pena que ele tá fadado a ir pro brejo antes de virar cometa, nebulosa ou outra porcaria gravitante qualquer.

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Catzo, ainda tiveram a manha de tacar Xena no saco dos planetas-anões. Xena, pra quem não sabe, é um objeto transnetuniano que dá voltinhas lá por onde Commander Judas perdeu as botas.

Agora, na boa, Xena e os planetas-anões? Objetos transnetunianos? Sei não, tá parecendo película tcheca de fetish-porn.

O que me faz lembrar que tudo isso aí tá rolando em Praga, claro. Onde mais?

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É preocupante isso. Um assunto da maior gravidade.

Posted by sergiom at 7:08 PM | Comments (4)

agosto 11, 2006

Post saindo correndo

Post saindo correndo porque eu tô com fome


Só pra não perder o hábito de postar às sextas. Se o mundo fosse um blog, hoje seria então o dia em que Deus postou os animais para povoar a Terra, é isso?

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E fez-se o feedback:

Moo?
posted by Vaca

Não, essa parada de eletrônica não faz muito a minha.
posted by Arara

Mandou bem, Senhor. Mas bem que podiam rolar umas asas na próxima atualização, né?
posted by Cobra

passa o sal, por favor?
posted by lesma

To be or not to be...
posted by a thousand monkeys

KKKKKKKKKKKKKK
posted by Pica-Pau

vc só pode estar de sacanagem...
posted by Ornitorrinco

Posted by sergiom at 8:04 PM | Comments (1)

agosto 4, 2006

Geléia de passas

Geléia de passas


O T9 do meu celular tem uma certa obsessão pelo amorfo. Em dois tempos:

1- Toda vez que eu digito Gejfin, ele nunca chega de primeira no Gejfin. Ok, você agora está pensando: tá maluco, maluco? Um T9 com a palavra Gejfin, só isso? Não quer mais nada não?

Sim, eu reconheço que as nuvens não são feitas de algodão-doce. E que, na primeira vez em que digitei Gejfin no diabo do aparelhinho, há de ter disparado um alarme em Espoo, Finlândia. E que loirinhos e loirinhas, sorridentes e deprimidos, correram todos para suas saunas anti-nucleares. Reconheço tudo isso.

O problema é mais grave. Quando você digita uma palavra que não existe no T9 e entra no modo 'soletrar,' ele armazena a palavra que você foi obrigado a montar letrinha por letrinha no dicionário, para uso futuro. Inteligentes, este finlandeses.

Mas Gejfin foi demais pro o pobre do T9. Já que eu tô num momento Lacan, acredito que Gejfin tenha sido para ele como um encontro com o real, cujo resultado é o trauma. E o trauma você trabalha através da repetição. Daí meu celular nunca ter conseguido incorporar Gejfin ao seu dicionário. E me mostrar sempre a mesma palavra - repetição - quando eu esperançosamente digito Gejfin.

A palavra?

Geléio.

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2- E eu hoje não dei de digitar Brenda no T9? O resultado?

Brenda = creme

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O Geléio, nunca custa lembrar, tem um ótimo blog.

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Cremes e geléios à parte: sim, eu tenho amigos chamados Gejfin e Brenda, por quê? Algum problema?

Posted by sergiom at 7:45 PM | Comments (5)