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julho 28, 2006

Desculpem interromper sua viagem

Desculpem interromper sua viagem


Anos de observação me levaram a desenvolver um método infalível para chamar ônibus em Copacabana. Parto de algumas premissas, a saber:

¥ copacabana = a princesinha anne do mar, distingue-se por ter um drummond no meio do caminho, por um pedacinho dos anos 80 oportunamente batizado de help! e pela habilidade de transformar o bar luiz num quiosque pós-moderno.

¥ ônibus = uma realidade contínua de pelo menos quatro quilômetros, uma toalha bordada, um trocador autista e uma tia que jura que você é igualzinho ao neto dela.

¥ idosos = todos os habitantes de copabana, excluídas as putas, o hans, o willem e o mika.

A técnica é simples, ao notar a aproximação de um ônibus, arremesse em sua direção o idoso à sua frente. Não tendo um idoso à sua frente, utilize um à sua esquerda. Não tendo um à sua esquerda, utilize o da direita. Não tendo um à direita, desloque-se até Copacabana e reinicie o procedimento. A técnica foi testada e aprovada num sonho que:

å) eu não vou contar pra minha analista por vergonha.
€) eu não vou contar pra minha analista porque ela vai ler aqui.
ø) vai me condenar a fritar em gordura trans pelo resto da eternidade.

Dizem que a população brasileira está envelhecendo, o que me leva a crer que o país vai se tornar uma imensa Copacabana, desde que:

i) a polícia federal pare de exigir visto de todo mundo que se chamar hans, willem ou mika;
ii) o governo subsidie cartórios no aeroporto, para mudar o nome de todos que chegarem para hans, willem ou mika;
iii) o Ônibus amplie sua extensão até ser capaz de dividir o país em dois: sentados e caindo.

É minha crença que, ao se tornar uma imensa Copacabana, o Brasil deixe de ostentar the boon-da como preferência nacional. A paçoca de amendoim é forte candidata à sucessão, o que causaria muita alegria e flamular generalizado. Como dizia Tom C.B. Jobim, existe apenas uma saída para Copacabana:

1.1 - o Scotch Bar.
1.2 - o miúra adesivado do meu tio.
1.3 - aguardar cinco minutos e reiniciar o sistema.

Portanto, é promessa de ano-novo do copacabanense médio, se eleito for:

p) morrer na praia.
d) sacrificar uma virgem em homenagem à Carmem Miranda e chamar o George Romero para dirigir.
v) comprar seus tickets, seu ouro e suas jóias com prazo a perder de vista e auxílio de instrumentos.

Eu gostaria de salientar, feitas as ressalvas acima, que a diretoria aprovou a continuidade do Plano de Implementação (soletrar vagarosamente), e que é com orgulho que ao Copacabanense Médio concedemos:

1º- um vale-cupom para trocar seu bilhete por uma senha protocolada;
2º- três dias de fiesta com Faustona e suas Marmotas em Loop;
3ª- um mapa exclusivo com o Caminho para Vlaha, de onde nenhum hímen jamais voltou.

Posted by sergiom at 5:01 PM | Comments (3)

julho 24, 2006

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Posted by sergiom at 8:32 PM | Comments (1)

julho 14, 2006

Tour Carioca

Sergio Martins anuncia datas de seu tour carioca


15/07: Festa Phunk!, no Cordão do Bola Preta. Para os que quiserem me identificar, vou estar ali na frente, à esquerda do palco.

18/07: Jobi. Horário ainda indefinido.

21/07: Esquina da Avenida Rainha Elizabeth com Rua Canning. Se alguém disser que me viu em outro lugar, desminto categoricamente e ainda posto aqui que a mãe tem pêlos nas costas das mãos.

23/07: Prédio da ABL, lado de fora, em passeata pela volta dos acentos de diferenciação.

08/08: Em sessão secreta para instituir a ata e a política de ensaios de minha futura banda, The Lacanian Psychos.

14/09: Show do Franz Ferdinand na Fundição Progresso. Para os que quiserem me identificar, vou estar ali na frente, à esquerda do palco, ao lado do avestruz.

16/09: Não sei, qual é a boa?

15/10: Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro Galeão - Antônio Carlos Jobim.

16/10: Procon, com altos teores de Palheta no sangue.

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Gostaria de lembrar a todos os envolvidos que está no amido o segredo da cremosidade do risoto.

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Dar-se-á em breve a seleção de groupies para a temporada carioca, em hora e local ainda não psicografados pela produção. Calcinhas de algodão são pré-requisito indispensável. Grato.

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O que me conserva a fé no mundo é saber que o Senhor voltará. Ao menos foi o que Ele disse ali na última cena da parte três.

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- Suncê vai para buraco.

Posted by sergiom at 9:51 PM | Comments (1)

julho 13, 2006

Encontro com o real

Encontro com o real


"Assim o inconsciente se manifesta sempre como o que vacila num corte do sujeito – donde ressurge um achado que Freud assimila ao desejo – desejo que situaremos provisoriamente na metonímia desnudada do discurso em causa, em que o sujeito se saca em algum ponto inesperado."

*

Sim, lindo. Fantástico. Maravilhoso.

Agora eu lhes pergunto: como diabos eu posso querer estudar isso, se o puto do meu vizinho só quer saber de ouvir, em alto e bom som, isso:

Açaí, guardiã
Zum de besouro um imã
Branca é a tez da manhã

Posted by sergiom at 7:10 PM | Comments (1)

julho 6, 2006

Tudo azul

Tudo azul


Torcer pra quem, é a pergunta. Ou contra quem: contra o tetra, ou contra a permanente pedra no caminho?

Quer saber? Torço por quem for mais fácil torcer. Se a Itália jogar como jogou nas semifinais, vou com eles. Se Zidane jogar como jogou dias atrás... bem, a verdade é que ele merece.

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Ontem foi dia de comer amendoim compulsivamente para disfarçar o quão deslocado eu estava na festa.

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Amendoim, por sinal, é um mistério. Há substância ali? Seria o espaço vazio entre o núcleo e os elétrons dos átomos de amendoim n vezes maior que o normal? amendoim engorda e faz crescerPorque eu já tinha jantado, e jantado bem, mas o amendoim parece desconhecer este tipo de barreira. Há limites saudáveis, ou melhor, limites físicos para a ingestão de amendoim?

Zero substância, mas com altos teores de calorias, este é o amendoim. Donde se verifica velha tese por mim defendida: o ar é calórico. Bom, tudo o que eu sei é que a dieta da asfixia produz resultados, digamos... permanentes. Ainda lanço um livro com isso.

dominantes, às ordens!Mas se o amendoim conta com o Copacabana Runners ao seu lado, ele também possui um nêmesis: a aflatoxina. Estaria tudo perdido, não fosse pela argúcia do professor - japonês, tal qual o amendoim - Koichi Tanaka, que desenvolveu o método Maldi-Tof. E se essa história um dia virar um épico, não será por menos. Era uma vez um processo de espectrometria de massa que salvou o amendoim da maior das tragédias...

Da paçoca ao pé-de-moleque, do vatapá aos cones de papelão que são vendidos de mesa em mesa, das batidas do Oswaldo às batidas dos Oswaldo; não mais nos iludamos: se ainda contamos com o amendoim para nos alegrar, engordar e salvar de constrangimentos sociais diversos, isso não é graça e obra do acaso. Neste momento, onde quer que esteja seu espírito - e seu corpo também, já que ele não está exatamente morto - o professor Tanaka bate continência, consciente do dever cumprido.

Posted by sergiom at 10:01 AM | Comments (3)

julho 3, 2006

Se tivessem chamado o Romário...

Se tivessem chamado o Romário...


Acabou, e pipocam piadas sobre a nossa saída à francesa. Por isso eu vou falar sério. Ou será que eu fui o único a se perguntar sobre o que diabos passou na cabeça do Parreira pra botar, em sua primeira e atrasada alteração... o Adriano. Com a palavra, via psicografia labial, o treinador:

- Perder a gente não perde: hora mais, hora menos, o gol sai. Eu vou é botar o meu time em campo que é pra neguinho depois admitir que eu tava era certo...

Maquiavélico nosso treinador. E gordo.

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Consolo: ainda temos o Guga.

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Alguém mais viu o maluco com a bandeira do Vasco na arquibancada? Pois é, dá nisso... pelo menos ele ainda não perdeu a viagem, Portugal tá aí.

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Na boa? Se a final for França e Alemanha, torço pela França. Pelo que ele fez no sábado, o Zidane merece ganhar essa copa.

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Trágica foi (pros argentinos) a derrota da Argentina. Eles sim experimentaram um autêntico 1982. No nosso caso, nem consigo nem ficar triste, só irritado. Antes tivesse sido trágico, e não apenas patético.

Aliás, entre os recordes e feitos de nossa seleção na Alemanha, cá vai mais um: conseguimos, ainda que eliminados na mesma fase da competição, dar aos argentinos o direito de nos sacanear.

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Onde é que eu compro um Zagallo empalhado pra botar na sala?

Posted by sergiom at 2:55 PM | Comments (3)