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maio 11, 2006

Ah, nunca me senti tão jovem!

- Ah, nunca me senti tão jovem!


Isso. Agora que eu sou um homem maduro e evoluído, sinto-me aberto e atento aos prazeres que a juventude nos proporciona. O importante é o que está na cabeça, entende? E isso nós percebemos é justamente no contato com os mais jovens. É certo que eles estão ávidos por nossa experiência, ainda que muitas vezes não se mostrem prontos para compreender o que temos a compartilhar, mas eu gosto de ver a coisa como uma via de mão-dupla. Pois eu também aprendo muito com eles, descubro novas maneiras de ver o mundo, enfim, é aos jovens que devo minha afirmação como cidadão do século vinte e um. Toda esta troca me proporciona um constante questionamento de meus valores, e isto para mim é sinônimo de juventude.

Não tento, claro, viver uma vida anacrônica. Ou 'forçar a barra,' como gostam de dizer meus entusiasmados interlocutores. Conheço minha posição perante os jovens e jamais esqueço do meu lugar. Seria tolo, quiçá patético, tentar emular um estilo de vida incompatível com o temperamento ponderado e sereno que os anos inevitavelmente me trouxeram. Não, a palavra de ordem aqui é tão somente oxigenação. É pisar o chão com o equilíbrio da experiência, mas sem nunca deixar de sentir a terra úmida por entre meus dedos, de permitir que flua hoje a mesma paixão que me impactava ao adentrar das novas fases que a vida descortinava diante de meus olhos deslumbrados.

Pois orgulho-me de ser morada daquela que é a maior das juventudes, a juventude do espírito. Uma juventude proveniente do não temer a velhice, portanto uma juventude que não envelhece. Este exemplo dou aos que me seguem, para que não desperdicem seus anos em temor, mas em alegria. Ser jovem não é agarrar-se à véspera, é abrir-se de peito ao dia vindouro. E antes que tomem minhas palavras como um conselho caduco e pretensioso, advirto: não são realmente minhas estas palavras, sou pouco mais que um humilde mensageiro a valer-se da escassa sabedoria que me foi permitida acumular para dar voz a estes que são os verdadeiros donos do presente. Se hoje me declaro jovem, não prescindo para tanto de sua bênção. Saravá!

Posted by sergiom at maio 11, 2006 2:25 PM

Comments

tenho pensado exatamente assim ultimamente...

Posted by: vivs at maio 23, 2006 6:30 PM

Saravá!

Posted by: anne at maio 22, 2006 5:42 PM

"sou pouco mais que um humilde mensageiro a valer-se da escassa sabedoria que me foi permitida acumular para dar voz a estes que são os verdadeiros donos do presente"

anda psicografando? virou espírita?

Posted by: alline at maio 12, 2006 12:08 PM

Bem, depois dessa nem vou mais na festa da tati...

Posted by: Viva at maio 11, 2006 5:33 PM

a maturidade te fez bem. ;)

Posted by: tati at maio 11, 2006 3:13 PM

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