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novembro 23, 2005
Sobre o empreendedorismo
Sobre o empreendedorismo
Existem exatamente duas formas no mundo de fazer as coisas acontecerem. Não mais que duas, não menos que duas.
A primeira, como já ensinava aquele tio-rico-cuja-fortuna-você-nunca-vai-herdar-a-menos-que-resolva-afogar-seu-priminho-
no-mingau-de-maizena, é ser uma pessoa antenada nas oportunidades. Usar de sua sagacidade para perceber o que ninguém mais percebeu. Usar de sua agilidade para explorar o nicho. Usar de sua perseverança para construir um negócio próspero.
E tem a segunda forma.
O procedimento exige duas ou três pessoas reunidas e consiste no que convencionaremos chamar o trinômio e se/ta aí/por que não. Exemplo:
- E se a gente fizesse um Bis sabor laranja?
- Hm, ta aí. Bis é bom, laranja é bom...
- Pois, por que não?
Pois bem, basta alterar qualquer uma das variáveis e presto!, tudo pode ser realizado. Outro exemplo, agora com apenas dois participantes:
- E se a gente abrisse uma loja de cabides?
- Ta aí, por que não? Eu nunca sei onde ir quando eu quero comprar especificamente um cabide!
A beleza do e se é que ele permite a livre associação de quaisquer idéias empreendedoras sem as amarras da coerência, da cautela e do bom senso. Ou seja, é a porta de entrada da não-linearidade para o mundo dos negócios.
- Ta aí: e se a gente chamasse o Nicholas Cage para fazer o Super-Homem?
- Hm, por que não? Ele bem que daria uma densidade dramática ao personagem...
O importante é que o e se é absolutamente multidisciplinar. Na ciência, na publicidade, no comércio: é a palavrinha que falta para botar todo e qualquer sonho em prática. Na verdade, o ta aí e o por que não são providenciais, mas não chegam a ser indispensáveis. E se pode ser utilizado na solidão dos seus pensamentos, na mesa do bar, na praia, na maternidade...
- E se a gente passasse o Bruno do meu nome adiante?
- Ta aí! Sergio Bruno, gostei. Por que não?
No capítulo II, estudaremos o empreendedorismo aplicado ao Criacionismo, como propõe a Teoria do E Se Primordial.
Posted by sergiom at novembro 23, 2005 12:20 PM
Comments
Não caia nessa!
Floresta Negra é o apelido da Claudia Ohana!
Matenha o Toddy longe dela!
Posted by: BP at dezembro 6, 2005 4:45 AM
E eu to perdendo tudo isso...
Posted by: Gejfin at dezembro 2, 2005 8:48 PM
é tanto sabor que periga dar câimbra na língua. argh!
Posted by: ander at novembro 28, 2005 6:36 PM
Já que estão falando de sabores..
Toddy floresta negra.
Floresta negra é aquele bolo de chocolate com morango. Acompanhando o raciocínio do empreendendorismo: pra que fazer um toddy chocolate e morango, se ele pode ser sabor floresta negra. Quanto valor agregado! Ideião.
Posted by: alline at novembro 26, 2005 12:07 AM
Cês já viram os palitos mastigáveis sabor churrasco? Parece aqueles ossinhos de cachorro.
E tem as barras de cereal sabor salada, também.
Tá tudo errado.
Posted by: tiagón at novembro 25, 2005 8:27 PM
Um lanche na Sandubicha, um suco na Filhos da Fruta, uma tortinha de morango na Do Sergey.
Posted by: Renato K. at novembro 25, 2005 2:50 PM
Andre, queria eu que o bis laranja fosse uma mera invenção da minha cabeça. Mas não, ele existe. Ele está lá fora. O horror, o horror.
Para sabores alternativos, experimente o Batom Uva.
Posted by: Sergio at novembro 24, 2005 11:24 PM
Amigo,
O seu texto ficou mesmo muito engraçado! Gostei da parte do bis. Foi você que inventou o bis laranja?
Deixo um abraço no sexto comentário do post.
André
Posted by: André at novembro 24, 2005 11:17 PM
A Sandubicha é do mesmo dono do Filhos da Fruta?
Posted by: Sergio at novembro 24, 2005 6:20 PM
Tem momentos em que eu me orgulho, Sérgio Bruno. Ah.
Posted by: tiagón at novembro 24, 2005 1:42 PM
E o blog de bambu?
Posted by: Olivia at novembro 23, 2005 8:57 PM
e se a gente criasse uma lanchonete natureba voltada ao público gls chamada "sandubicha"?
Posted by: fer at novembro 23, 2005 8:44 PM
Hmm, é uma teoria deveras interessante...Aguardo ansiosa o capítulo II.
Posted by: Viva at novembro 23, 2005 4:10 PM