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dezembro 29, 2004

Grandes Estratégias, Pequenas Táticas

Grandes Estratégias para 2005


PLANO A:
Explodir uma uma bomba suja dentro do Fort Knox, catapultando o valor do ouro no mercado internacional.

Drawbacks:
1) O pessoal dos direitos autorais vai querer cada centavo da minha fortuna.
2) Não tenho certeza de que uma obturação vai ser o suficiente para me deixar rico.


PLANO B:
Conquistar a Ásia, a Oceania e uma terceira dançarina de nome esquisito à minha escolha.

Drawbacks:
1) Sonja não vai gostar.
2) Ainda não acumulei clipes de papel suficientes para executar este plano.


PLANO ÔMEGA:
Afundar o Café do Lago, em Porto Alegre, com um ataque sincronizado de pedalinhos.

Drawback: pedalinhos não pertencem à esta dimensão. É impossível sincronizá-los sem o auxílio de um Plush Priest™ próprio. E o pessoal do telemarketing disse que a entrega só vai estar chegando em cinco dias úteis, três dias pouco produtivos e quatro Ave-Marias.


PLANO DE PREVIDÊNCIA:
Alterar minha composição molecular e passar a habitar as páginas de Holidays de um banco de imagens.

Drawback: se a foto em questão for utilizada em um anúncio que não seja de banco, pastelaria e afins, há o risco de minha cabeça ser photoshopeada à imagem e semelhança de um cinzeiro.


PLAN 9 FROM OUTER SPACE:
Comer mais legumes. Mais, mais legumes. Mais, eu disse MAIS LEGUMES, MAIS LEGUMES!

Drawbacks:
1) Os lêmures podem entrar em greve.
2) Eu nunca ganhei aquele concurso de falar "dois hambúrgueres alface queijo molho especial cebola picles num pão com gergelim". Portanto, nada indica que isso vá funcionar.


PLANO DE VÔO:
G Bm/F# C/E D7/9
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
G Bm/F# C/E D7/9
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar
G B7/F# B7/D# Em Em/D A7(9)/C#
Basta imaginar e ele está partin - do, sereno e lin - do
A7/9 D7/9 (C)
e se a gente quiser ele vai pousar

Drawbacks:
1) Se o suprimento de isqueiros não chegar a tempo, o público não vai conseguir acendê-los antes do James Taylor entrar no palco.
2) O James Taylor pode de fato querer entrar no palco.
3) A Convenção de Genebra proíbe terminantemente o uso de japoneses cantando 'Andança' contra populações sem salsinha no ouvido.
4) A palavra querosene não deve ser utilizada até segunda ordem.

Posted by sergiom at 1:47 PM | Comments (7)

dezembro 26, 2004

God bless America

"I will attack the innocent in the UN Security Council using chemical biological and nuclear weapons"

Ah, haha - como é que eu não descobri isso antes?

Posted by sergiom at 10:25 PM | Comments (2)

dezembro 24, 2004

Do you know it's Christmas time?

We let in light and we banish shade (!?)


Ok, do que diabos eu estou falando? Se você quer REALMENTE saber, pergunte para Sir Bob Geldof, o responsável pelo versinho em questão. A ocasião foi o Natal de 1900 e lá vai fumaça (obviamente parte da década de 80), quando Geldof era viciado, entre outras coisas, em concertos beneficentes. E eis que surge o (ai!) Band-Aid! A idéia era juntar uma meia-dúzia de gatos-pingados - gente como Bono Vox, Simon LeBon, Boy George, Paul McCartney, Phil Collins e o arroz-de-festa Sting - e botar todo mundo pra cantar em prol das criancinhas que não sabem o que é comer um bacalhau no dia 25.

Se em termos sociais o resultado é questionável, imagine em termos musicais. Mas como Murphy não falha, resolveram escolher o Natal de 2004 - óbvio, eu estou aqui - para RELANÇAR a catástrofe. Conclusão: não tem supermercado, cabeleireiro, sapataria, lanchonete e sex-shop onde se pode escapar de ouvir um Feed the world/Let them know it's Christmas time. Porca miséria.

***

Musicas natalinas, por sinal, são um universo à parte. Foi o que descobriu Christian Marclay, que resolveu fazer uma instalação na Tate Modern mixando ao vivo uma penca de discos de sua impressionante coleção de vinis festivos.

Se eu falei impressionante, é porque assim é.

É invejável. Os vídeos da sala exibiam, uma a uma, as capas da coleção. Como não dá pra mostrar tudo aqui, fiz uma pequena edição, tomando a liberdade de apontar alguns temas que identifiquei na coleção, devidamente enquadrados em 12 auto-explicativas categorias:


1- Todo mundo junto!

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2- Todo mundo junto e politicamente correto!

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3- Todo mundo junto, agora com estupefação horrorizada!

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4- E agora com vocês... quem?

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5- Photoshop hidráulico

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6- Socorro! Eu virei um cartum!

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7- Não fode!

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8- Não mostra essa foto pros meus amigos não, tá?

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9- Tâmara se fuma?

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10- He, hehe, eu vou pegar você, hehehe...

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11- I love this game!

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12 (hours concours)- Forget this turkey thing, man!

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Posted by sergiom at 3:11 PM | Comments (8)

dezembro 17, 2004

Natalino e a toalha de mesa

Natalino era prematuro: nasceu no dia das Bruxas. Sua mãe, carola que era, nunca escondeu o desgosto:

- Ah, Natalino, você ainda me mata.

***

Natalino era precoce. Naquele 1º de abril, disse que partia, e que levava da mãe sua toalha de mesa favorita. Mas nem explicou que não era piada, e não ouviu quando, pela segunda vez, sua mãe disse:

- Ah, Natalino, você ainda me mata.

***

Natalino não tinha tempo a perder. Apaixonou-se em 7 de setembro, casou-se em 15 de novembro. O filho veio em 4 de julho.
Após romance bissexto, divorciou-se em 29 de fevereiro. Queria ainda mais liberdade e demitiu-se em 1º de maio. Embarcou imediatamente para a Tailândia e voltou transformado. Assumiu publicamente em pleno Carnaval, só para ouvir pela terceira vez:

- Ah, Natalino, você ainda me mata.

Havia verdade nas palavras e na terça-feira gorda Natalino recebeu a notícia e o testamento: o coração da mãe falhara, mas sua previdência não. No dia seguinte, já abastado, Natalino envolveu as cinzas na tolha de mesa e lançou-as ao mar.

***

Natalino era apressado. Vivia como um rei, mas comia rápido demais. No dia 18 de maio, quando nenhuma manchete relevante estampava as páginas dos jornais, engasgou numa espinha de hadoque e morreu.

Posted by sergiom at 10:33 PM | Comments (7)

dezembro 16, 2004

Papai Noel existe e você não pode se esconder dele

Hoje acordei com o Espírito Natalino


Mas já fiz um passe e botei ele pra fora. Saravá!

***

Natal pra mim é sinônimo de Gremlins. Por causa daquela cena em que a menina-do-vestido-oitentista-ao-cubo explica pro Ralph Macchio wannabe que o pai dela quebrou o pescoço na tentativa de fazer uma surpresa, descendo a chaminé vestido de Papai Noel. Já falei disso numa matéria um tanto despretensiosa na Mood, mas como diz meu post abaixo, repetir é pensar.

***

Natal em Londres é sinônimo de Handel. Bom, na falta de um compositor decente, o melhor que o pessoal daqui conseguiu foi importar um alemão. Vá lá. O fato é que eu fui parar numa (excelente) apresentação do Messias, por graça e caridade do Eric, que nos descolou uns ingressos.
Pois eis que no ápice daquela parte do 'Aleluia!', o povo todo se levanta. Em Roma, faça como os romanos. Só fui saber depois a - tipicamente inglesa - explicação para o fato: dizem que o velho Rei George I, ao ouvir a peça pela primeira vez, levantou-se em êxtase. E, no que o rei se levanta, todo mundo com um mínimo de alergia à Torre de Londres tem que fazer o mesmo.
De acordo com as más línguas, no entanto, o rei só se levantou porque não tinha o menor ouvido para música e pensou que a apresentação havia terminado. Bad, bad Zoot.

***

Ainda sobre tradições britânicas: a moda agora são as Splosh Parties. É uma prévia do que seria o Bordel dos Três Patetas, projeto sabidamente nutrido por Moe antes de seu infarto. De qualquer jeito, é semiologicamente excitante: dá um novo sentido à palavra 'gostosa!'.

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Obs.: no kidney pies, please.

***

Só pra não fugir do tema: panetone? Tâmaras? Ehr... peru?

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Yeah, e depois do Natal tem o Reveillón. Todo mundo gelando em Trafalgar Square. Promete ser a coisa mais emocionante desde o último Congresso Internacional de Síndicos Nudistas, em Miguel Pereira.

Posted by sergiom at 7:59 AM | Comments (3)

dezembro 14, 2004

Tirando o chapéu

Ainda tirando o chapéu


Sem repetição nós estamos perdidos. Pelo menos, esta é a impressão deixada por Borges em seu famoso conto "Funes, o Memorioso". Funes era um homem que lembrava de tudo e, portando, era incapaz de pensar.

As palavras são de Briony Fer, na abertura de seu novo livro, The Infinite Line.

Posted by sergiom at 10:46 PM | Comments (4)

dezembro 13, 2004

Mangueira-Ipanema via New Orleans

Mangueira-Ipanema via New Orleans


Não sou dado a momentos de deslumbre, mas sabe quando você lê uma coisa tão, mas tão brilhante, que sente necessidade imediata de contar para mais alguém? Pois é, nessas horas é que a gente descobre como é bom ter um blog (ok, eu também uso isso aqui para fins terapêuticos, registros de apostas e sacrifício de virgens).

Hoje, portanto, eu tiro meu chapéu - ainda não comprei um, mas pelo andar do termômetro, não vai demorar muito - para Adam Gopnik. Quando o assunto é cultura, Gopnik tem um olhar cubista, vê simultaneamente os dois lados da moeda: consegue ao mesmo tempo ser o escritor dos verbetes sobre cultura americana da Encyclopedia Brytannica e ganhar aplausos do Le Monde pela precisão de seu olhar sobre o cotidiano da cultura francesa.

Pois bem, eu acabo de tomar conhecimento de sua existência por conta de um artigo de 1983, onde ele traça um triângulo entre cubismo, caricatura e primitivismo. Em insuficientes palavras, a idéia é que a obra de Picasso furou a barreira entre high e low art, importando para a pintura o léxico da caricatura. Importando mesmo: tal incorporação só foi possível através de uma triangulação, onde o que é próximo, mas rejeitado (a caricatura), só pôde ser aceito após ser transformado em algo exótico e importável (o primitivismo). Em resumo, a caricatura teve que dar um passeio ali na África para conseguir dar a volta no preconceito.

O brilhantismo da coisa não reside apenas no que se refere à critica de arte: Gopnik chama atenção para um modelo de funcionamento cultural muito mais amplo. Exemplos? Vamos lá: tem aquele de um tal de samba, que um baiano genioso casou com o jazz e rebatizou de bossa-nova. Recauchutado, não é o que o sambinha caiu nos braços da Nascimento Silva?

Do funk à estética brega - Hermano Vianna que o diga -, do rock à culinária, é só olhar para o lado. Nada disso é novidade. Mas que fica bonito quando alguém consegue botar em palavras, isso fica.

Posted by sergiom at 7:45 PM | Comments (6)

dezembro 11, 2004

Sonja, Especial de Natal

E no capítulo de hoje de "Sonja, Fragmentos de uma Biografia":
Especial de Natal


INTRODUÇÃO: Era um grande dia, e Sonja aguardava nervosa no camarim, locomovendo-se de um lado para o outro do aparador. A qualquer momento, seria chamada para realizar o sonho da sua vida: participar do Pavarotti & Friends especial de Natal. Seu parceiro se quedava impaciente com tanta ansiedade.

René Descartes: - Mon Dieu, Sonja! S'arrête!

Sonja: - Oh, René, você não entende, não é? Com a morte do Bob Geldof, isto é tudo que dá sentido à minha existência!

De repente, a porta do quarto abre-se com violência e entra o contra-regras.

James, the Typing-Horse: SONJA TRES MINUTOS

Sonja: - Três minutos? Como assim, James? Você sabe que eu não consigo chegar no palco em três minutos! Falei para você me avisar de véspera!

René Descartes: - Ne se preocuper pas, ma chérie! J'ai fait une fantasie de esponjá par Bono. Toi maman non va reparrar!

Sonja começa a chorar copiosamente. Desidrata e desmaia.

René Descartes: - Voir c'est le que tu as fait, James! Agorra je vais ter que levá-la a l'hôpital!

James, the Typing-Horse: VOCE NAO VAI A LUGAR NENHUM JA CHAMEI A POLICIA PENSOU QUE SUA FANTASIA DE PAI DA RAZAO IRIA NOS ENGANAR?

James arranca fora o rosto de René Descartes. Porém, por não ter prestado atenção na última fala (?) de James, o biógrafo fica horrorizado com a escatologia da cena e desmaia antes de registrar a real identidade do farsante.*

*N. do T.

Posted by sergiom at 8:45 AM | Comments (5)

dezembro 7, 2004

Dicas para uma vida melhor

10 Dicas Para Uma Vida Melhor


1. Coma mais legumes.

2. Mais, mais legumes, anda! Eu disse MAIS!

3. Encare o Sol como um inimigo. Cadê o meu bodoque?

4. Num restaurante tailandês, nunca peça o prato marcado com a bolinha de 'picante'.

5. Obedeça a sinalização. Especialmente quando você estiver num zoológico aberto.

6. Uma pequena economia hoje pode significar uma grande tranqülidade amanhã.

7. Desconsidere a dica acima quando o assunto for papel higiênico.

8. Antes de tudo mais falhar, leia o manual. Esta dica é particularmente válida para o manual for do marcapasso.

9. Aprenda a relativizar as coisas. Exemplo: uma consulta à astrológa equivale a oitenta chopes.

10. Aprenda a viver com pouco. Exceção à regra: legumes.

11. A propósito: já falei para você comer mais legumes?

12. Não veja os filmes do Vincent Gallo.

13. Antes de trocar a lâmpada, apague a luz.

14. Corolário: nunca troque a lâmpada de noite.

15. Sempre tenha por perto: um cantinho, um violão e um padre de pelúcia™.

16. Pare de ler isso e vai comer mais legumes, anda.

17. Nunca brigue com seu dentista.

18. Repita para si mesmo: eu quero, eu posso. Mais alto. Mais, mais alto, isso! Agora comendo um brócolis!

19. Emita ameaças enigmáticas. Exemplo: "Eu tenho poder. Você não sabe o que está acontecendo com você neste exato instante."

20. Faça um exame de DNA. Se não sair nos conformes, processe seus pais. Afinal, já que você não vai viver muito, o mínimo que você merece é uma herança adiantada. E dê aquela risada maligna enquanto você come mais legumes.

Posted by sergiom at 10:21 PM | Comments (8)

dezembro 5, 2004

Sim, diga!

Quero respostas

Vai, desembucha aê:


Eu não votei e não justifiquei. O que é que eu faço?

***

Que tipo de planta dá origem à alcaparra?

***

Por que ainda não inventaram um adesivo de THC, que nem aqueles de nicotina?

***

Ok, o que diabos é mirra?

***

Alguém consegue me explicar, por extenso, como se faz uma equação de segundo grau?

***

Alguém consegue me explicar, através de metáforas, para que serve uma equação de segundo grau?

***

O cara que toca o prato na orquestra, ele é realmente um profissional?

***

Tipo: ele é realmente pago só pra fazer aquilo?

***

Não, sério: como se consegue um emprego desses?

***

Alguém possui um pug sem ser de sacanagem?

***

Que fim levou André Cruz, aquele que era bom de bater falta?

***

Aproveitando o ensejo: e o Luiz Mattar? O Mequinho? O Montanaro? O Guerrinha?

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Alguém além de mim já ganhou um K7 do EMF de amigo oculto?

***

E aquela luz no peito do Torak? Não é a maior chupação do Ultraman?

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Tá, o Satan Gos eu nem comento...

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Quais são as chances do William Shatner ser o próximo vilão do 007?

***

E se o filme for dirigido pelo Tarantino?

***

Alguém mais sente saudades de Elevator Action?

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Alguém mais sonhou com um urso panda gigante na noite passada?

***

Todos os caminhos levam a Boothia Felix]: você já pensou nisso?

***

Sabe quando você fala aquilo que você não devia ter falado, para aquela menina que você não devia ter abordado, naquela festa em que você não devia ter ido, com aquela idade que você nunca deveria ter tido?

***

Como é que você esquece disso?

***

Você já matou algum ser vivo? Insetos não valem: eles estão mais para as máquinas do que para nós, os filhos da puta.

***

Preciso de um sócio-capitalista para uma idéia que não posso contar qual é, topas?

***

A final da segundona do ano que vem vai ser:
a) Grêmio x Botafogo?
b) Grêmio x Flamengo?
c) Grêmio x Vasco?

Posted by sergiom at 10:45 PM | Comments (13)

dezembro 1, 2004

London, Kentucky

A Londres Nossa de Cada Dia - episódio de hoje:


LONDON, KENTUCKY

London, Kentucky, tem 5.690 habitantes e fica encravada no coração da Daniel Boone National Forest. Boone e seu simbionte capilar Daniel Boone – aquele que queria ser David Crockett no lugar do David Crockett – era um sujeito muito bacana, ainda que com um senso estético algo duvidoso (nada contra o guaxinim na cabeça, mas vamos combinar uma coisa: camurça NÃO). E Kentucky, nas palavras do associado Tiagón, é a terra do pollo empanado. Tiagón não vai gostar de saber, mas apenas 0.47% da população de London, KY (vai, que estado americano tem uma sigla melhor?), é hispânica.

London, KY, portanto, é praticamente sinônimo de galinha. O responsável por isso é o coronel Harland Sanders, tido pelos londrinos de KY como “uma das figures mais reconhecidas do mundo”. o homem, o mito, o frango
Este fato pode ser contestado, mas uma coisa é inegável: comparado a Daniel Boone, Sanders é estilo puro. Ademais, é ao coronel Sanders que London, KY, deve a data maior de seu calendário:

The World Chicken Festival

Em sua décima-quinta edição, o World Chicken Festival é um must. Não é por menos que ele figura há anos entre os Top Ten Events do Kentucky Tourism Council e no Top 20 da Southeast Tourism Society. E mais: em sua última edição, foi escolhido Best Festival In State pela Kentucky Monthly Magazine.

Portanto não é bravata quando os londrinos de KY afirmam que o World Chicken Festival é uma egg-hibition cheia de egg-citement. Seus mantenedores, gente como o major Jim Young e o casal Ed & Joy McFadden, devem estar orgulhosos.

Atrações abundam. Como a maior frigideira do mundo, capaz de fritar 600 peças de frango de uma só vez, e a gospel egg-stravaganza, que conta com show da egg-xperiente Peggy Inks.
Peggy Inks

Grandes competições, como o Colonel Sanders Look-a-like Contest, o Best Chicken Hat/Costume Contest, o Chicken Wings Eating Contest e a fantástica Chick-o-Lympics dão o tom da festa. light, com bacon e infarto iminente


Por fim, a Kentucky Poultry Federation ainda garante incríveis prêmios para quem apresentar a melhor e mais original receita com - adivinhe só - galinha.

Tudo isso faz de London, KY, um lugar para se visitar. Não é difícil, basta pegar a I-75 até a saída 41. Um novo mundo vai estar te egg-sperando de portas abertas.

***

Para ficar mais divertido, adicione uma epidemia global de SARS.

Posted by sergiom at 12:32 AM | Comments (7)