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novembro 30, 2004
Para ser lido em voz alta e pausadamente no palco livre do CEP 20.000
Vale à Pena Ler... De Novo?
Os inéditos reeditados de Miúdos
Para ser lido em voz alta e pausadamente no palco livre do CEP 20.000
Osama
zarpou de
Osaka
asas zunindo
rumo à Nasa
Vazou querosene
o tanque zerou
sobre
o zôo de
Osasco
Posted by sergiom at 8:43 AM
novembro 26, 2004
Beam me up, Scotty!
É hora do banho

- Beam me up, Scotty!
Posted by sergiom at 6:22 PM
novembro 25, 2004
É a mãe
É a mãe
Mother foi eleita a mais bela palavra da língua inglesa. Já father nem sequer entrou na lista. Prova de que esses canalhas nunca leram Freud.
Continuando: lollipop e banana - é, a imigração entre idiomas está em alta - ficaram ali juntinhas em torno da quadragésima posição. Prova de que, ok, é capaz desses canalhas até terem lido Freud.
A questão agora é: como fica o quadro línguistico para 2008?
A situação parece se configurar desde já: as palavras fálicas dão sinais de que pretendem unir forças, com os derrotados dando lugar a um candidato um pouco mais palatável, capaz de reduzir a rejeição entre o eleitorado conservador. Aubergine, que conta com o maciço apoio do público feminino, já aparece como provável candidata.
De longe, os maiores derrotados desta eleição parecem ser as interjeições. Whoops, um velho favorito, amargou a quinqüagésima-sexta posição. Um porta-voz do candidato já fala em renovar os quadros para o próximo pleito, declaração que deu origem a uma série de boatos sobre uma possível candidatura de yo, nome forte entre o público negro estacionado na década de 90. Esta possibilidade parece cada dia mais concreta, já que deve sair do papel uma coligação das interjeições com o Partido dos Substantivos Banais. Assessores de mother já demonstram preocupação com a possibilidade de enfrentar uma chapa yo-man.
O fato é que o cenário ainda é de extrema indefinição. E pode ficar ainda mais complexo se for aprovada a polêmica lei que permite a candidatura de estrangeirismos. É aí que a popular appfelstrüdel aposta suas fichas.
Posted by sergiom at 5:46 PM
Go for the eyes, Rudolph!
Aumenta que isso aí é Jingle Bells
- It's already Christmas at Leader Magazine!
Posted by sergiom at 9:43 AM
novembro 24, 2004
Quando for, já foi
Quando for, já foi
começa assim, ó:
- vai ver, não foi
nada
segue assim, obs:
canto de página
virada
cresce assim, adolescência
mais que
desavisada
ad locum:
obsolescência
Posted by sergiom at 9:43 PM
novembro 23, 2004
Ajoelhou...
Arábicos Anônimos
- Calma! Conta até dez!
- Arrã! Como se no dez tudo fosse ficar lindo, cheiroso e cor-de-rosa, né?
- Não, você não entendeu! O lance não é contar para chegar ao dez, é contar contando, sacou? Contaaando...
- Ah, agora sim! E você vai... se esconder atrás do 4? Tapar o sol com o 8?
- Tá vendo! É isso que eu tô dizendo! Você nem sabe do que tá falando...
- E era pra saber? Em vez de se explicar, você fica nessa de de contar até dez...
Entra Jack Palance:
- Tem dias, old mate, em que tudo fica elementar, meu caro Watson...
- That's not your line, you old bastard!
- Ah, não é? Pois fosse! Hoje, só amanhã!
Posted by sergiom at 7:49 PM
novembro 20, 2004
Já volto
Já volto
Fui levar mágica poção para um contraparente numa irredutível aldeia de bretões, se lhe agrada.
Posted by sergiom at 10:41 PM
novembro 16, 2004
Acadêmicos da Halliburton
Acadêmicos da Halliburton
Tá, eu prometo que é a última vez em que eu falo do assunto. É que não deu pra segurar.
A notícia foi enviada pela vizinha ali do Louvre: Bush Filho vem - ou melhor, vai - comemorar a reeleição na Sapucaí. Resolveu seguir o exemplo da mãe, sabe?
Tenho certeza de que não vão faltar blocos aproveitando a oportunidade, mas como benemérito fundador do Pra Inglês Ver, faço questão de lançar o primeiro samba-enredo da leva. Esquenta a cuíca, maestro!
Ouro negro jorrou!
Ôô, ouro negro jorrou
Lá na terra dos cowboys!
Todo mundo abobalhado
Após quatro anos roubados
Mandato conquistado no mandado!
Mas agora
Agora é pra valer!
(Pra valer!)
Elefante na cabeça:
Agora é direita volver!
Xeque-mate no sheik!
É o filho!
Passa óleo pra cá!
É do fino!
O botão vermelho eu carrego por aí, ô!
Vou te explodir direto da Sapucaí!
(bis)
(e os índios?)
Os índios
Tupinambás e pirineus
(Pirineus!)
Nessa história não tinham nada pra contar (Ôô!)
Mas como era samba resolveram nela entrar!
Casamento de gay? Caguei!
E pro médico que aborta? A forca!
Em 2008, a Hilllary vai acudir?
Mas que nada: Governator vem aí!
Xeque-mate no sheik!
É o filho!
Passa óleo pra cá!
É do fino!
O botão vermelho eu carrego por aí, ô!
Vou te explodir direto da Sapucaí!
***
Ok, desculpas aceitas. Mas que isso não se repita!
Posted by sergiom at 9:20 PM
novembro 11, 2004
Uma Pint a três
E no capítulo de hoje de "Sonja, Fragmentos de uma Biografia":
Uma pint a três
Estávamos no pub eu, Sonja, a Esponja, e James, the Typing-Horse. Sonja, naquela noite, fazia jus à sua natureza.
Sonja (rebolando em cima da mesa): - Uhu! Ugachaka! Uga-uga-ugachaka!
Eu (desesperado): - Sonja! Desce daí!
Sonja: - Iupi!
Eu: - Ai, minha Santa Efigênia, ela tá tirando a roupa! A gente vai ser preso!
James (via teleprompter): NAO SE PREOCUPE NINGUEM AQUI SABE RECONHECER A ANATOMIA DE UMA ESPONJA
Sonja (insinuando-se como só uma esponja sabe fazer): - Adoro Guiness! Me deixa toda bronzeadinha!
Eu (de braços cruzados e reclinando a cabeça para trás, como Mentor no final do He-Man): - Hahaha!
James (idem, via teleprompter): RS RS RS
Posted by sergiom at 10:07 AM
novembro 9, 2004
Mensagem do síndico
Mensagem do síndico
Verbeaters!
Como vcs já devem ter notado, robot spiders from mars, digo, robôs de spam estão a toda hora deixando suas cacacas e melecas nos comentários. Isso é tipo a Praga das Sete Facadas dos usuários de MT, e não há solução específica que funcione 100%, pelo menos por enquanto.
Pensando em vocês e também para salvar o mundo das cáries, foi instalado um plugin chamado MT-Close2. Ele fecha todos os comentários para posts mais velhos do que 10 dias. Isso significa que os robôs do mal não poderão mais deixar nada ali - ou pelo menos foi isso que disse o vendedor. Apesar disso, os comentários não são deletados; continuam sobrevivendo para visualização.
Só que cada um de vocês precisa ativar o brinquedo novo, supergêmeo. Por isso peço que todos se dirijam ao seu respectivo blog e dêem um Rebuild geral (Entries -> Rebuild (barra esquerda, abaixo) -> Rebuild All Files). Pronto, só isso.
E quando sobrar um tempinho, deletem de suas bases de comentários os spams já deixados lá. Isso ajuda a manter o banco de dados de cada um de vocês mais limpinho e cheiroso, e menos suscetível a erros.
Qualquer dúvida, contatem suporte@nempensar.com.br ou liguem para 0800-YOUBLOG.
Abraço!
Pterotiago
Isso apareceu hoje no meu escaninho. E eu achando que já tinha uma meia-dúzia de leitores. Tudo mentira! Saiam daqui, seus robôs imundos!
Ou me ofereçam uma horny cheerleader, tanto faz.
Posted by sergiom at 8:47 PM
United States of Carochinha
United States of Carochinha

Às favas com a sutileza, se lhe agrada.
A assertividade não é tanta, mas o The Independent - os The Beatles? - também me garante um certo alívio por estar do lado de lá do Atlântico.
Comprem a pipoca que eu vou dar o resumo da ópera. Ladies and gentlemen, from Texas, U.S.A., The Right-Wing Jesus Show!
Overture: Uncle Dick's Tax-Mex Circus
Nos EUA, minha gente, vida de VP não é essa moleza, não. O salário é alto, mas não sobra nem um minutinho livre pra torrar a bufunfa. Especialmente se você ainda acumula o cargo de ventríloquo, como faz nosso bom e velho Uncle Dick. Qual é a solução? Why, vamos acabar com o imposto de renda e concentrar toda a tributação no consumo. Só assim o cansado Uncle Dick pode juntar seus quarters sem se preocupar com a jaula do leão. Deixa o trabalho de domador pra classe média e pra ralé, que não têm lá muita opção fora gastar seus salários todo santo mês.
Act 2: The Governator's Ensemble
Quando confrontado com uma proposta que acabaria com a Three Strikes Law, o que disse o governador da Califórina? Hasta la vista, baby.
A lei em questão prevê que no terceiro crime, o cidadão ganha uma sentença automática de 25 anos no xilindró. Só que o conceito de 'crime' em questão nunca foi exatamente qualificado. Conclusão: neguinho pegando prisão perpétua porque roubou uma fatia de pizza.
Arnie colocou seu carisma a serviço de uma campanha contra o fim da lei, papo para plebiscito. Conseguiu o que queria, a lei sobrevive firme e viçosa. A única coisa que ele ainda não conseguiu - mas há quem diga que está a caminho de - foi a tal da emenda que concede a americanos naturalizados o direito de concorrer à presidência.
Morda-se, George Orwell. No fim das contas, a grande profecia política do século XX vai vir das cenas de Demolition Man.
Act 3: Jesus "Six-Days" Christ vs. Charlie "Monkey-Man" Darwin
O confronto do século. Melhor de três estados: Kansas, Wisconsin e Pennsylvania.
Na terra de Dorothy, os conservadores retomaram o conselho de educação e já estão se mexendo para reabilitar uma proposta que, em 1999, caiu no ridículo: mudar o currículo das escolas para que elas passem a apresentar a Teoria da Evolução como "apenas mais uma" das hipóteses que dão conta da bio-diversidade no planeta.
Em Wisconsin, o superintendente do sistema escolar concorda que as aulas de Ciências não deveriam ser totalmente dedicadas a "apenas uma teoria".
O que salva é a Pennsylvania, onde ainda resta um sopro de sutileza e criatividade. A proposta lá é por ensinar uma certa teoria do "intelligent design". A idéia é simples: sim, essas tais de evolução e seleção natural até que são verdade, mas, hey, vocês não acham que tudo isso é muito complexo e maravilhoso para ter acontecido sem nem um dedinho sequer de vontade divina?
Deve ser divertido ser professor nesses lugares.
Act 4: Let's Teach These Fags a Lesson
Educação é, sem dúvida, a tônica do espetáculo. Em South Carolina - terra natal de John Edwards - o senador eleito John DeMint declarou:
- Se uma pessoa é um homossexual praticante, ela não deve ensinar em nossas escolas.
Bom, pelo menos os homossexuais não-praticantes - não me façam perguntas difíceis, por favor - ainda podem ser tios e tias. Já é mais do que as grávidas solteiras que "apenas vivem" com seus namorados. DeMint também que vê-las longe das salas de aula.
Grand Finale: The Revenge of the Foetus
Esse número vem direto de Oklahoma. Lá, o senador eleito foi um certo Tom Coburn, notório por defender em sua campanha a pena de morte para médicos que praticam aborto e para "quaisquer outras pessoas que tirem vidas". Como o Independent ressalta, isso obviamente não inclui os carrascos ou os militares americanos no Iraque.
Coburn é um personagem pra lá de interessante. Quando era dputado, logo após o massacre de Columbine, ele declarou que não via nada de errado com a possibilidade das pessoas comprarem bazucas, desde que elas fossem utilizadas "com moderação". Já falei, nada de perguntas difíceis.
O bom doutor - sim, ele é um médico e já chegou a esterilizar uma paciente de 20 anos sem uma autorização por escrito dela - também compartilha algo da visão que seu colega DeMint tem sobre os gays. Para ele, os gays "estão infiltrados em todos os centros de poder do país" e "sua agenda é uma ameaça à nossa liberdade". A tal agenda, diz ele, inclui aborto e "múltiplos parceiros sexuais".
Posted by sergiom at 11:46 AM
novembro 7, 2004
The Popozudas
The Popozudas
Londres, nesta semana, vem lembrando muito o Rio. A começar pelos fogos de artifício: pra onde quer que você olhe tem algum subindo. Mil festas com queima de fogos programadas nos parques. Ainda não fui a nenhuma e nem preciso, os fogos fazem questão de bater na janela do meu quarto de madrugada. Ninguém sabe me explicar o porquê disso tudo. Ou sabem, mas se me contarem vão ter que me matar depois, sei lá.
A diferença é que no Rio, fogos de artifício passam ao largo desse tal de free play of the signifier.
As semelhanças continuam. Minha noite de ontem foi um oferecimento especial Favela Chic a Londres. A atração: Mr. Catra e Baile Funk. Ok, era um baile funk deveras mild, pra falar a verdade. Mas até que foi divertidinho ver as suecas pagando uma de preparadas.
Preparadas pra Brahma a 3 libras, diga-se de passagem. Long neck, rapaz...
E antes que alguém comece com "o cara vai pra Londres pra se meter em baile funk?", vou logo adiantando: contexto é tudo.
Êêê! Uhu! Yupiii! Viva nós!
É isso aí, Miúdos completa uma semana de vida! Nada como dar uma razão de ser pra esses malditos fogos! Aproveitando o ensejo, cabe reproduzir aqui alguns telegramas de felicitações recebidos:
Caro S.
Meus parabéns por mais este feito. E eu que achava que, depois da Hidra de Lerna, sua biografia iria ladeira abaixo?
Michael Dukakis
Amigo velho,
Aprontaste de novo, hein? Repito o que você me disse uma vez: agora é descobrir a fórmula do catchup e morrer em paz.
Plush Priests™
S.,
Não se esqueça de gravar o E.R. pra mim.
Sonja, a Esponja
Yeah. Quem tem amigos não precisa de pistache.
Tá, há quem ache que uma semana nem é tanto assim. Mas se você passar a considerar este blog uma mosca-branca, como eu faço, diabos, vai ver que já se trata de um ancião!
Ainda sobre anciãos, anciões, anciães: não cheguei a mencionar, mas Miúdos nasceu no exato dia do aniversário do meu avô, dia de Halloween (oh, gimme a break: eu estou no hemisfério norte). Ele estava completando 100 anos.
Não sou muito afeito a catar significados em coincidências, portanto aceito qualquer um que vocês tenham guardado aí na manga. Sem gengibre, por favor.
Posted by sergiom at 9:24 AM
novembro 5, 2004
Aqui, ali e em todo lugar
Aqui, ali e em todo lugar.

- Como você ia dizendo?
- Pois então: menina-estilosa-cansada-da-vida passa as tardes contemplando o nada no parque.
- Ahã.
- Observando a rotina dos freqüentadores, ela se dá conta de que o dia-a-dia de cada um é feito de pequenos fetiches, complicações sobre a clareza da solidão.
- Sei.
- Ela estabelece relações inusitadas com algumas pessoas e, cinematograficamente, percebemos o quanto este entendimento altera sua vida sem mexer em nada, entende.
- Entendo, claro.
- É isso! Tudo são imagens, imagens que vêm na cabeça, imagens que tomam o lugar das coisas. Ou melhor ainda: imagens que nos fazem perceber que as coisas são imagens, sacou?
- Sim, saquei.
- Essas são as imagens que a gente gera para dar sentido! Imagens como essa que veio na sua cabeça enquanto eu te contava, cara. Que imagem era?
- ...
Posted by sergiom at 9:46 PM
novembro 4, 2004
Looks Like
Looks Like
Naquele momento, sentada que estava na mesa do canto, percebeu-o na iminência dos olhos que a cruzariam. Era necessário, e necessário agir rápido.
Seus sentidos aguçaram, posição de sentido. Conteve delicadamente a urgência dos segundos, calculando com precisão a fluidez de cada gesto. Havia códigos e um imperativo - na balança desta conjugação improvável pendiam, tênues, suas esperanças.
Ao sinal de meia respiração,por entre a ruidosa bruma do salão, deslizou seu olhar.
De pé, articulando-se em meio às atenções perdidas, seguia sua coreografia como num campo minado. Escolhia com autoridade seu passo e seu foco, não se deixava escolher. Tampouco se permitia frustrar, fosca que era a maciez das suas feições. Desviava-se e defletia com uma indiferença incapaz de insulto.
Uma, no entanto, conseguiu alcançá-lo. A arma, sutileza tanta - não seria capturado, apenas convidado a se deixar capturar - que não se sabe a quantos passaria despercebida. A ele não, era um profissional e esta era sua sina: quebrado o segredo, a recusa não era opção.
Sentada que estava na mesa do canto, deixou sublimar a trança de olhares: um novo registro estava prestes a se abrir. Coube a ele inaugurá-lo:
- Açúcar ou adoçante?
Posted by sergiom at 8:58 PM
novembro 3, 2004
E quando você pensava que não podia ficar pior...
E quando você pensava que não podia ficar pior...
No melhor clima pós-Finados, o que mais dá hoje é gente preparando o estômago para aturar mais quatro anos de Bush. Ok, não vou fazer nenhuma análise sócio-política do fato, deixo este quesito para companheiros mais habilitados. Mas me concedam a paciência para uma breve consideração.
Pois caso vocês não tenham percebido, amigos, não são "mais quatro anos". A família Bush e seus apadrinhados estavam, bem ou mal, onde bem mereciam: na ilegitimidade. After all, era um governo eleito (?) de forma, digamos, conturbada e contra o voto da maioria. Essa discrepância só fazia evidenciar mais e mais a arrogância do nosso bom cowboy. Michael Moore que o diga.
Pois é, mas acabou. A gente era feliz e não sabia. Porque agora, no melhor estilo Zagallo, vamos ter que engolir um marginal 100% legítimo. Eleito pelo colégio eleitoral, pelo voto popular e pelo raio que o parta - este provavelmente o maior responsável pelo desastre.
Para soar minimamente otimista, só nos resta esperar por mais quatro frutíferos anos para Michael Moore. Ilegitimidade à parte, pretexto é o que não falta.
E para não dizer que não falei das flores, o vaso de salsa que eu comprei quando cheguei em Londres morreu. Quer dizer, quem morreu foi a salsa, não o vaso.
Baita senso de timing para uma erva, não? Me lembrem de colocar isso no epitáfio dela.
Tive que refazer este post umas três vezes até escrever "gejfin" certo (é assim?) no tag do link. Não é à toa que o cara tem um blog. Quem consegue escrever esse nome diariamente escreve qualquer coisa.
Posted by sergiom at 2:21 PM
novembro 1, 2004
Let's go Bananas!
Let's go bananas!
Bons tempos em que a gente só davas as caras lá - aqui? - fora por conta de macacos nas ruas dos Simpsons. Como já diziam que dizia De Gaulle: ce n'est pas un pays serieux.
Posted by sergiom at 9:29 PM
Comentários sobre a Psicanálise
Comentários sobre a Psicanálise
ou, o que é melhor,
Psicanálise sobre os Comentários
Comentário:
“Wow! Wow! Wow! Lalala.”
Psicointerpretação freudiana:
Sim, sim. Fale-me mais sobre a sua infância.
Comentário:
“olá vizinho! :) quero carne moída de segunda, tem?”
Psicointerpretação freudiana pós-edipiana:
Sim, sim. A senhora vai pagar com dinheiro, cheque ou transferência (sic).
Comentário:
“hah! acho que vou deixar crescer uma outra cabeça. ou morrer e voltar a vida, sei lá.”
Psicointerpretação lacaniana:
Sim, sim. Isso começou antes ou depois de você descer pra segund… quer dizer, pro Imaginário?
Comentário:
“patinho, adoro ‘patinhos’! ainda mais moídos!”
Psicointerpretação floydiana (sick):
Sim, sim. Fale-me mais sobre a sua infância, agora sincronizando com O Mágico de Oz.
Comentário:
“Só por ter o mesmo sobrenome que eu meu, voltarei! O template ficou horrível e nojento (quem vê assim pensa que é patty, mas ficou doido pra caramba). Abraço forte.”
Psicointerpretação com molho pardo:
Sim, sim. Fale-me mais sobre a sua infância que eu vou contar tudo pros seus pais, você vai ver, tá? TÁ!?
Comentário:
“Esse condomínio tá ficando povoado... Bons anfitriões vocês.”
Psicointerpretação junguiana:
Sim, sim. Parabéns, o arquétipo do porteiro é todo seu. Pode começar amanhã, e nada de ficar falando sobre a sua infância no serviço, viu?
Comentário:
sérgio martins, lá, lá... lá, lá, lá, lá, lá, lá... demorou mas chegou lá...”
Psicointerpretação freudiana II, a revanche:
Sim, sim. Agora vê se pára de falar sobre a sua infância e me dá cobertura, catzo!
Comentário:
“e outra: este template ficou sensacional!!!”
Parapsicointerpretação com o auxílio de um copo:
S…I…M…S…I…M…F…A…L…E…M…E…M…A…I…S…S…O…B…R…E…A…S…U…A…I…F…A…N…C…I…A…M…E…U…N…E…T…I…N…H…O…
Posted by sergiom at 5:50 PM