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    <title>Toca do Cinéfilo</title>
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    <title>Nicolas Cage não acerta nem no cabelo</title>
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    <published>2008-12-03T15:27:01Z</published>
    <updated>2008-12-03T15:31:56Z</updated>

    <summary> O Vidente (Next, 2007 - EUA) Ver Julianne Moore num papel tão pragmático como a da policial Callie Ferris é atestar a falta de competência do diretor Lee Tamahori. A premissa nem é das mais desgastadas, Cris Johnson (Nicolas...</summary>
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        <![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/ovidente.jpg"><img alt="ovidente.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/assets_c/2008/12/ovidente-thumb-350x263.jpg" width="350" height="263" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span></p>

<p><strong>O Vidente</strong> <em>(Next, 2007 - EUA)</em></p>

<p>Ver Julianne Moore num papel tão pragmático como a da policial Callie Ferris é atestar a falta de competência do diretor Lee Tamahori. A premissa nem é das mais desgastadas, Cris Johnson (Nicolas Cage) tem o dom de enxergar os eventos que se relacionarão com ele com dois minutos de antecedência. A partir daí você já sabe o que virá a seguir, alguma cena de perseguição, alguma cena de apelo sexual com uma mulher maravilhosa (no caso Jessica Biel), um heroísmo absoluto e algum evento relacionado ao salvamento do planeta. Alguém já deu um toque para o Nicolas Cage mudar de cabeleireiro? Desculpe a pergunta tola, infelizmente o filme que começava razoavelmente interessante cai num marasmo tão grande que não sobra muito a falar e suscita esse tipo tolo de questão.<br />
</p>]]>
        
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    <title>E Surgia o Cinema Noir</title>
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    <published>2008-12-02T15:40:20Z</published>
    <updated>2008-12-02T17:09:43Z</updated>

    <summary> O Falcão Maltês (The Maltese Falcon, 1941 - EUA) John Huston fazia história quando inaugurava o cinema noir com este título. Um desfile de interesseiros e vigaristas a procura de uma jóia valiosíssima, um falcão incrustado de pedras preciosas...</summary>
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        <![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/ofalcaomaltes.jpg"><img alt="ofalcaomaltes.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/assets_c/2008/12/ofalcaomaltes-thumb-350x255.jpg" width="350" height="255" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span></p>

<p><strong>O Falcão Maltês </strong><em>(The Maltese Falcon, 1941 - EUA) </em><br />
 <br />
John Huston fazia história quando inaugurava o cinema noir com este título. Um desfile de interesseiros e vigaristas a procura de uma jóia valiosíssima, um falcão incrustado de pedras preciosas que fora roubado há muitos séculos quando os maltas o ofereceram ao rei da Espanha por agradecimento à independência do país. Entre este bando de dissimulados que percorrem o mundo farejando o falcão, entra em cena a figura de Sam Spade (Humphrey Bogart), um astuto detetive que se vê numa enroscada ao se meter com este bando. Enquanto a polícia investiga algumas mortes (incluindo a do sócio de Spade), o detetive tenta levar vantagem nessa história e livrar-se da acusação de ter assassinado o parceiro. John Huston apresentava um novo marco, um gênero em seu nascedouro, e entre o melodrama exagerado de Brigid O'Shaughnessy (Mary Astor) e a canastrice dos demais interessados no falcão, brilha Sam Spade no alto de uma coragem e perspicácia que tornariam este detetive imortal.<br />
</p>]]>
        
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    <title>Os Calafrios da Roma Nazista</title>
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    <published>2008-12-01T15:21:25Z</published>
    <updated>2008-12-01T15:23:43Z</updated>

    <summary> Roma, Cidade Aberta (Roma, Città Aperta, 1945 - ITA) A cidade de Roma vive a ocupação Nazista, os italianos se perguntam se os americanos existem enquanto vivem o toque de recolher às 17h. Católicos e comunistas criam uma união...</summary>
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        <![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/romacidadeaberta.jpg"><img alt="romacidadeaberta.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/assets_c/2008/12/romacidadeaberta-thumb-370x278.jpg" width="370" height="278" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span></p>

<p><strong>Roma, Cidade Aberta</strong> <em>(Roma, Città Aperta, 1945 - ITA)</em></p>

<p>A cidade de Roma vive a ocupação Nazista, os italianos se perguntam se os americanos existem enquanto vivem o toque de recolher às 17h. Católicos e comunistas criam uma união impensável na luta pela libertação italiana contra os Fascistas. O exército alemão é implacável caçando os revolucionários por cada canto da cidade que fora declarada "cidade aberta". Os padres são uns dos poucos com liberdade maior de ir e vir, tornando-se figuras-chave no transporte de dinheiro e demais necessidades, além de proteger e esconder revolucionários. O filme de Roberto Rosselini foi um dos marcos do neo-realismo, apostando numa poderosa força em alçar críticas à maior ferida da humanidade. As mulheres esforçam-se em ludibriar os soldados enquanto os homens fogem, escondem-se, no meio desse ambiente caótico mantém seu estilo de vida, as discussões inflamadas, os gritos com as crianças, o sonho do casamento (com destaque para Pina (Anna Magnani) com presença marcante nas cenas de desespero melodramático, nas gritarias familiares). No meio desse mar aterrorizante o padre Don Pietro Pellegrini (Aldo Fabrizi) ganha contornos de porto seguro, doce ilusão que ficará estampada na marcante e indigesta cena final. Rosselini nos hipnotiza com as crianças aflitas na grade, com o desconsolo dos olhares que miram ao chão por não terem coragem de presenciar o que se passa.<br />
</p>]]>
        
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    <title>Happy Hour na Toca III</title>
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    <published>2008-11-28T15:34:57Z</published>
    <updated>2008-12-02T15:46:40Z</updated>

    <summary> 1) Imperdível - o excelente Noite de Estréia de John Cassavetes na Sessão Cinéfila do Unibanco, sábado 12h 2) Começou esta semana em São Paulo o itinerante 7º Festival Varilux de Cinema Francês. Nesta edição não me interessei muito,...</summary>
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        <![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/noitedeestreia.jpg"><img alt="noitedeestreia.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/assets_c/2008/11/noitedeestreia-thumb-350x243.jpg" width="350" height="243" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span></p>

<p><br />
1) Imperdível - o excelente <strong><a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/2007/05/imperdivel.html">Noite de Estréia</a> </strong> de John Cassavetes na Sessão Cinéfila do Unibanco, sábado 12h</p>

<p><br />
2) Começou esta semana em São Paulo o itinerante 7º <strong>Festival Varilux </strong>de Cinema Francês. Nesta edição não me interessei muito, em parte porque os filmes não me empolgaram, ou como no caso do Honoré a estréia está programada para dezembro, ou porque já tinha visto (como o ótimo <a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/2004/09/elogio-ao-amor.html">Elogio ao Amor </a>de Godard, ou o fraco <a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/2007/11/mostra-sp-ultima-lista.html">Atrizes</a> que marca a estréia na direção da ótima atriz Valéria Bruni-Tedeschi).</p>

<p><br />
3) Das <strong>estréias</strong> da semana, ou reestréias, destaco Terra Vermelha, e vou correr atrás de Queime Depois de Ler, Deserto Feliz, e o resgate de Garage Olimpo de Marco Bechis.</p>

<p><br />
4) No <strong>Cinesesc</strong>, somente domingo e segunda, As Testemunhas de Téchiné, estarei lá com certeza.</p>

<p><br />
5) <strong>Cinemateca Brasileira</strong>, entre os dias 27 de novembro a 05 de dezembro, rola o Africala, Festival de Cinema Africano</p>

<p><br />
6) Já no <strong>Belas-Artes</strong>, esta semana passa A Noite, do Antonioni</p>

<p><br />
7) E o <strong>41º Festival de Brasília </strong>escolheu para melhor filme segundo o júri, o polemico FilmeFobia, de Kiko Goifman. Curiosidade, assim como o diretor, eu morro de medo de sangue, desmaio só de pensar, por isso não sei se vou acabar assistindo (li na imprensa que o cineasta desmaiou 3 vezes durante as filmagens, ao enfrentar seu medo).</p>

<p> <br />
8) Sou fã do Los Hermanos, fui até o RJ para conferir o último show da banda. E agora acompanho o trabalho dos dois grandes destaques da banda. <strong>Marcelo Camelo </strong>e sua voz triste e chorona lançou aquele disco chato que desisti de gostar, e continua nessa linha pseudo-intelectual transformando o artístico no "incompreensível". E agora chega a notícia do namoro com essa cantora de 16 anos, Mallu Magalhães. O cara está descendo ladeira abaixo, ele que chegou no auge com sucessos com a banda, e outros interpretes que tanto gravaram suas canções impulsionando ainda mais seu nome, e agora ele caminha ao ostracismo, para não dizer ridículo. Já o Rodrigo Amarante segue com seus trabalho e agora junto com o brasileiro baterista do Strokes, lançou esse disco ótimo do Little Joy, uma delícia de ouvir. </p>

<p><br />
9) Falando em música, ela não deve durar muitos anos, cada dia mais está acabando, mas na segunda-feira assiste ao show na Multishow, e o que posso dizer é que <strong>Amy Winehouse</strong> arrasam que voz, letras que resumem a si própria, queria muito ir num show dela.</p>

<p><br />
10) O que vi ventilado na imprensa <strong>do que vem por aí</strong>, o próximo filme de István Szabó deverá se chamar The Door adaptação de um Best-seller hungaro, já Hector Babenco deve iniciar uma co-produção com a Espanha intitulada A Brasileira.</p>

<p><br />
11) E <strong>no Brasil </strong>soube que o casal Caio Blat e Maria Ribeiro deve protagonizar Histórias de Amor, que marcará a estréia na direção do roteirista Paulo Halm </p>

<p><br />
12) O Senado aprovou cota de 40% para <strong>meia-entrada</strong>, já vi aqui e ali algumas propostas, e não sei exatamente qual seria a solução para este caso espinhoso e complicado. O que sei é que como estão, as coisas não podem ficar, qualquer um tem carteirinha, qualquer um paga meia-entrada, e com isso os exibidores colocam o ingresso nas alturas. Agora é aguardar a aprovação final na Câmara e depois verificar se o preço dos ingressos irá cair mesmo como tanto defendem os exibidores.</p>

<p><br />
13) <strong>Chuvas em SC</strong>, ando distante dos noticiários, mas não é possível passar em branco essa tragédia que já matou tanta gente, além de estrago e destruição na vida de tantas pessoas. Na empresa onde trabalho, recebemos um e-mail de um cliente relatando que sua família está bem porém a água invadiu sua casa e perderam muita coisa. E as palavras são apenas de otimismo e principalmente preocupação com os que estão desaparecidos, com o luto pelos que se foram. E essa é apenas uma história, que essas chuvas parem imediatamente. Segue <a href="http://www.verbeat.org/blogs/biajoni/2008/11/santa-catarina.html">link</a> para quem quiser e puder ajudar</p>

<p></p>

<p>14) E os <strong>Lakers</strong> estão atropelando na NBA, Go Los Angeles.<br />
</p>]]>
        
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    <title>Especial da Globo no Cinema (e teremos que aturar continuação)</title>
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    <published>2008-11-26T17:39:14Z</published>
    <updated>2008-11-26T17:47:03Z</updated>

    <summary> Se Eu Fosse Você (2006) Nunca fui muito de criticar essa invasão de televisão que tomou conta do cinema nacional, gosto muito dos filmes do Guel Arraes por exemplo, e por mais que lamente a utilização desenfreada desse aspecto...</summary>
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        <![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/seeufossevoce.jpg"><img alt="seeufossevoce.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/assets_c/2008/11/seeufossevoce-thumb-350x232.jpg" width="350" height="232" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span></p>

<p><strong>Se Eu Fosse Você</strong> <em>(2006)</em></p>

<p>Nunca fui muito de criticar essa invasão de televisão que tomou conta do cinema nacional, gosto muito dos filmes do Guel Arraes por exemplo, e por mais que lamente a utilização desenfreada desse aspecto televisivo empobrecendo nosso cinema e pasteurizando o gosto do público (que passa a ver a mesma estética que está amplamente acostumado, só que na tela grande e paga caro), ainda acho que se é bom, vale a pena.</p>

<p>Infelizmente não é o caso do filme dirigido por Daniel Filho, o sucesso comercial foi estrondoso, que pena, porque o filme é sofrível em tantos aspectos. Começando com os minutos iniciais e a caracterização dos personagens e ambientes, é tudo clichê, tudo óbvio, e principalmente exagerado (e Thiago Lacerda talvez seja o melhor exemplo, tamanha canastrice). Claro que quando a história realmente mostra a que veio e Glória Pires e Tony Ramos mudam de corpos, muitas piadas funcionam, o talento dos dois é inegável. Só que a troco de algumas boas risadas (e o grito histérico da empregada é hilariante) temos que aturar tantas situações sonsas, e mal-elaboradas, profundos exageros como a seqüência na piscina, ou no banheiro masculino. Não deixa de ser um filme simpático, e no fundo não passa de um daqueles especiais de natal da Globo, só que um bem chinfrim.<br />
</p>]]>
        
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    <title>Labirintos Claustrofóbicos</title>
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    <published>2008-11-25T18:03:49Z</published>
    <updated>2008-11-25T18:12:44Z</updated>

    <summary> Haze (Haze, 2005 - JAP) Um homem (o próprio diretor) acorda num local estranho, não se lembra de como foi parar ali. As paredes são estreitas, armadilhas, contusões, hematomas, o medo. Estes elementos o acompanham enquanto ele se rasteja...</summary>
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        <![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/haze.jpg"><img alt="haze.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/assets_c/2008/11/haze-thumb-350x262.jpg" width="350" height="262" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span></p>

<p><strong>Haze</strong> <em>(Haze, 2005 - JAP) </em></p>

<p>Um homem (o próprio diretor) acorda num local estranho, não se lembra de como foi parar ali. As paredes são estreitas, armadilhas, contusões, hematomas, o medo. Estes elementos o acompanham enquanto ele se rasteja por espaços nebulosos a espera do pior. Shinya Tsukamoto filma com planos fechados, causando sensações claustrofóbicas. A falta de espaço que o personagem sofre passa a nos incomodar, a imagem é totalmente escura, só distinguimos o rosto, e as vezes sangue que se espalha. Seria um milionário praticando joguinhos perversos? A guerra eclodiu e eles são prisioneiros de guerra? Ele se faz estas perguntas enquanto o pavor segue estampado e as paredes parecem cada vez mais estreitas. Até que ele encontra uma mulher corajosa e capaz de buscar uma saída a entregar-se a seus medos. O média-metragem é um delírio aos fãs do gênero.<br />
</p>]]>
        
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    <title>O Amor e a Vida em Ciclos Intermináveis</title>
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    <published>2008-11-24T13:14:01Z</published>
    <updated>2008-11-25T18:14:29Z</updated>

    <summary> Os Amantes do Círculo Polar (Los Amantes Del Círculo Polar, 1988 - ESP) Sabe aqueles filmes que seu desejo é de que eles não terminassem nunca, e você pudesse passar o resto da sua vida acompanhando os destinos das...</summary>
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        <![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="osamantesdocirculopolar.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/osamantesdocirculopolar.jpg" width="320" height="211" class="mt-image-center" style="" /></span></p>

<p><strong>Os Amantes do Círculo Polar</strong> <em>(Los Amantes Del Círculo Polar, 1988 - ESP)</em> </p>

<p>Sabe aqueles filmes que seu desejo é de que eles não terminassem nunca, e você pudesse passar o resto da sua vida acompanhando os destinos das vidas de seus personagens. Esta é a sensação que o filme de Julio Medem me causou. O ritmo narrativo é despojado, solto, sem deixar de ser lírico (dois narradores é uma jogada muito inteligente e condizente com o ritmo empregado, um dos grandes trunfos). O filme é um grande palíndromo, e sua estrutura circular completa a composição para que as deliciosas coincidências possam causar esse efeito de leitura de frente para trás com o mesmo resultado (inclusive os nomes dos personagens são palíndromos). Tantos momentos tornam-se nostálgicos na memória, como os aviões de papel, ou a bola de futebol, ou ainda o esconder-se pelado debaixo da cama.</p>

<p>E assim acompanhamos desde muito pequenos, o romance de Otto (Fele Martinez) e Ana (Najwa Nimri), e não é somente a história de um amor, mas das riquezas e complexidades que permeiam nossas vidas. Da emoção do amor infantil, do desejo da relação adolescente, das dificuldades infindáveis na vida adulta. E a escolha das profissões, o relacionamento com pais, madrastas e etc. Resumindo, Medem preenche todos os ciclos da vida, e faz de forma inesquecível, cuidando caprichosamente de um roteiro formidável, inteligente, que culminando no Ártico com a história do lendário Otto reafirma que a vida está recheada por coincidências que podem mudar completamente nossos rumos, e que no fundo estamos o tempo todo encerrando um ciclo para iniciar outro.<br />
</p>]]>
        
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    <title>Happy Hour na Toca II</title>
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    <published>2008-11-21T11:46:54Z</published>
    <updated>2008-11-21T11:52:13Z</updated>

    <summary> 1) Era uma vez uma brasileira com descendência oriental que se apaixonou por um loiro de olhos azuis nascido na terra do Papai Noel. Também podemos dizer que se trata da história de dois românticos apaixonados, incorrigíveis e corajosos,...</summary>
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        <![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="julesejim.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/julesejim.jpg" width="351" height="262" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span></p>

<p><br />
1) Era uma vez uma brasileira com descendência oriental que se apaixonou por um loiro de olhos azuis nascido na terra do Papai Noel. Também podemos dizer que se trata da história de dois românticos apaixonados, incorrigíveis e corajosos, que enfrentaram a lógica para decidirem que a vida de um estava ligada demais ao outro para que qualquer distância ou empecilho pudesse os separar. E o casamento não poderia ser de outra forma, inventivo, jovial, romântico ao extremo, dominado pela presença dos amigos. Desde a linda e romântica cerimônia na areia, até a festa cheia de surpresas, o que se viu foi um casamento único, que fez chorar a todos, e emocionou quem estivesse naquela praia no momento. Sábado participei e fui padrinho do casamento mais emocionante e honesto, o amor é lindo, mas essas demonstrações eternas de sentimentos são dignas daqueles inesquecíveis momentos do cinema.</p>

<p><br />
2) O <strong>Espaço Unibanco </strong>continua revisitando John Cassavetes, no sábado é a vez de <a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/2007/02/semana-cassavetes-ii.html">A Morte de um Bookmaker Chinês</a></p>

<p></p>

<p>3) <strong>Estréias</strong>: são muitas as dessa semana, Selton Mello estreando na direção com Feliz Natal promete um filme ame ou odeie. A Duquesa não me anima, pouca inspiração para essas mulheres reprimidas da monarquia. E engraçado como a gente se empolga a toa, quando vi que na Mostra iriam passar dois filmes de um tal de Wayne Wang coloquei os dois como prioridade. Depois estava difícil de mantê-los, sorte que descobri que iriam estrear logo. Agora que Mil Anos de Orações e A Princesa da Nebraska estão chegando, eu já não estou tão interessado, porque do que li, pouco me animou, e porque ainda não sei porquê me empolguei tanto se o desinformado aqui nunca tinha ouvido falar dele. Por isso, tirando Feliz Natal, nada garantido, talvez aproveite que os canais Telecine estão abertos até domingo</p>

<p><br />
4) <strong>Festival de Brasília</strong>: ninguém está muito animado com os filmes selecionados, mas o retorno triunfal de São Bernardo de Leon Hirszman, que será relançado em DVD nos próximos dias, e quem sabe nos cinemas, já está deixando a imprensa mais empolgada. Eu quero mesmo é ter a chance de ver logo esta adaptação do sempre ótimo Graciliano Ramos</p>

<p><br />
5) falando em literatura, no <strong>CCSP</strong> está rolando uma mostra com filmes baseados nos livros de Machado de Assis, considero tão fracos os que já assisti. E na terça começa o Veneza Cinema Italiano lV, com novos e inéditos filmes de diretores como Ferzan Ozpetek e Pupi Avati, além de <a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/2008/11/diarios-da-mostra-13.html">Terra Vermelha </a>do Marco Béchis (que estréia provavelmente na próxima semana)</p>

<p><br />
6)<strong> Sundance</strong>, divulgado que a animação australiana "Mary and Max", de Adam Elliot abre o festival, e dessa vez eu prometi a mim mesmo que vou dar uma olhada no que se passa por lá.</p>

<p><br />
7) <strong>Charlotte Gainsbourg</strong> presidirá a 34ª Cerimônia do César, irrelevante se eu não achasse ela simplesmente o máximo, linda.</p>

<p><br />
8) na <strong>Cinemateca</strong> muitos curtas de Agnès Varda e algumas raridades do cinema francês </p>

<p><br />
9) <a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/2004/09/2x-francois-truffaut-12.html"><strong>Jules e Jim</strong> </a>(foto) no HSBC Belas Artes, Truffaut é sempre necessário<br />
</p>]]>
        
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    <title>Tristão e Isolda no sertão</title>
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    <published>2008-11-20T13:31:24Z</published>
    <updated>2008-11-20T15:10:01Z</updated>

    <summary> Romance (2008) O ator e diretor de teatro Pedro (Wagner Moura) inicia testes para escolha da atriz de seu novo espetáculo, e com Ana (Letícia Sabatella) ele encontra não só a atriz ideal, como também o amor romântico e...</summary>
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        <![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/romance.jpg"><img alt="romance.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/assets_c/2008/11/romance-thumb-350x155.jpg" width="350" height="155" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span></p>

<p><br />
<strong>Romance</strong> <em>(2008)</em></p>

<p>O ator e diretor de teatro Pedro (Wagner Moura) inicia testes para escolha da atriz de seu novo espetáculo, e com Ana (Letícia Sabatella) ele encontra não só a atriz ideal, como também o amor romântico e uma relação que se confunde diversas vezes com a dos próprios personagens da peça. E a história de Tristão e Isolda se interliga tantas vezes com a de Ana e Pedro que essa preocupação exagerada do roteiro em criar repetições de situações, de resgatar o mito do amor idealizado, de transformar os personagens em reencarnações da história do século XII, causa imperfeições e falhas mais cruciais. Quando a história é transpassada ao sertão nordestino, e Ana e Pedro reaproximam-se (após a linda seqüência ao som de Nosso Estranho Amor, na voz de Caetano Veloso, marcando toda a separação do casal), definitivamente não são eles e sim Tristão e Isolda que estão representados, e os dois perdem alguns de seus princípios numa artimanha desagradável do roteiro.</p>

<p>Não me incomodo que Guel Arraes não consiga se livrar de sua carreira bem-sucedida na televisão, quando se aventura no cinema, os sotaques caricaturados da Globo estão lá presentes, e aquele humor agradável de seus filmes anteriores também. A química entre Sabatella e Moura talvez seja o ponto chave, eles amam e sofrem e cada sentimento é altamente perceptivo, emocional. Só que Letícia Sabaltella apresenta-se num momento inspirado de beleza, leveza, meiguice, nos apaixonamos por cada expressão, por cada sorriso, por sua atuação irrepreensível. Isso sem falar em Andrea Beltrão e Wladimir Brichta que fazem seus personagens crescerem mais do que deveriam(e isso é bom). Romance é sem dúvida uma bela história de amor, chamuscada de clichês, em lindas e marcantes frases que se repetem, baseada nessa vida artística que divide atores entre cinema, teatro e TV, alicerçada por essa tragédia belíssima do amor impossível, e de quebra o final surge com um quê genial, encontrando com leveza um resumo cirúrgico de constatação da vida moderna e de seus próprios personagens.</p>]]>
        
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    <title>A Poliana de Mike Leigh</title>
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    <published>2008-11-19T11:02:22Z</published>
    <updated>2008-11-19T11:04:20Z</updated>

    <summary> Happy-Go-Lucky (Happy-Go-Lucky, 2008 - ING) Uma Poliana moderna e solteirona. É assim que Mike Leigh apresenta Poppy, uma professora de pré-escola, alegre, exageradamente sorridente. Ela faz o tipo imatura, levemente inconseqüente, que enxerga apenas o lado bom das coisas....</summary>
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        <![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/HappyGoLucky.jpg"><img alt="HappyGoLucky.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/assets_c/2008/11/HappyGoLucky-thumb-350x232.jpg" width="350" height="232" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span></p>

<p><strong>Happy-Go-Lucky</strong> <em>(Happy-Go-Lucky, 2008 - ING)</em></p>

<p>Uma Poliana moderna e solteirona. É assim que Mike Leigh apresenta Poppy, uma professora de pré-escola, alegre, exageradamente sorridente. Ela faz o tipo imatura, levemente inconseqüente, que enxerga apenas o lado bom das coisas. Já entrando na casa dos trinta, busca sim um amor, enquanto divide-se entre o trabalho, amigas, e passeios com sua bicicleta por uma Londres bonita, alegre, verde. Quando ela é roubada, Poppy decide aprender a dirigir. Simples assim, a vida é simples para Poppy. Só que o instrutor é um cara mal-humorado, irritado, conservador ao máximo, e ela com roupas e cores extravagantes, exalando alegria em cada sorriso, em cada brincadeira boba. E tem também o assistente social que flerta com ela enquanto tentam ajudar uma criança violenta. Leigh novamente trata das relações pessoais, dessa vez busca na comédia uma nova roupagem para seus filmes tão densos, só que não consegue fugir de suas raízes optando por uma cena determinante, explosiva e forte (de longe o melhor deste filme). Um filme insosso, pregando um caminho para felicidade que pode ser bonito de se ver, porém impraticável, por mais que se todos tivessem um pouquinho de Poppy, o mundo seria muito mais fácil (que clichê extravagante, e que visão mais simplista e ingênua).<br />
</p>]]>
        
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    <title>Desejo e Perigo</title>
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    <published>2008-11-17T15:03:04Z</published>
    <updated>2008-11-17T15:05:03Z</updated>

    <summary> (Se, Jie / Lust, Caution, 2007 - TAI) Época de Segunda Guerra Mundial, um dos períodos de invasão japonesa nos territórios chineses. Um pequeno grupo teatral formado por jovens estudantes surge, suas ambições estão muito além do tom patriótico...</summary>
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        <![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/desejoeperigo.jpg"><img alt="desejoeperigo.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/assets_c/2008/11/desejoeperigo-thumb-350x233.jpg" width="350" height="233" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span></p>

<p><br />
<em>(Se, Jie / Lust, Caution, 2007 - TAI)</em></p>

<p>Época de Segunda Guerra Mundial, um dos períodos de invasão japonesa nos territórios chineses. Um pequeno grupo teatral formado por jovens estudantes surge, suas ambições estão muito além do tom patriótico de sua encenação artística, nasce ali mais um braço do movimento contrário ao domínio nipônico. O retorno de Ang Lee a sua terra natal, após o sucesso de seus cowboys em Brokeback Mountain, não poderiam acompanhar tom mais nacionalista do que este. Jovens assumindo papéis que não são os seus, vivendo na clandestinidade, chegando até a envolvimentos de corpo e alma num romance tórrido com um poderoso colaborador da dominação japonesa.</p>

<p>A elegância toma conta de cada enquadramento, seja no figurino triunfal (principalmente nos vestidos da lindíssima Tang Wei), nos diálogos pausados, nos movimentos serenos de cada personagem, no jogo de olhares silenciosos. E o sexo então, exalando desejo por cada movimento: brutal, tórrido, acalorado. Ang Lee filma com maestria, e transforma Wang Jiazhi numa personagem interessantíssima, de estudante universitária à falsa esposa de um mercador, em tardes de jogos fúteis com mulheres da alta sociedade de Xangai, à aproximação amorosa com o Sr. Yee (Tony Leung). Uma mulher segura, fria, renegando o tempo todo a paixão que nutre ascendentemente pelo inimigo. Vivendo intensamente entre o desejo e o perigo do título, capaz de abrir mão de uma vida pessoal em prol de uma causa que nem sabe bem ao certo como iníciou a defendê-la. Wang Jiazhi é um exemplo de mulher obstinada, corajosa, e ainda assim dura e romântica. A cena que marca sua primeira vez chama a atenção pela coragem, desapontamento, pela determinação. Não passavam de um bando de garotos ingênuos e entusiasmados, lutando por um ideal que não eram capazes de entender a magnitude. E Ang Lee foi espetacular nesse minucioso trabalho de não atropelar sentimentos e/ou personagens, resultando assim numa obra de amplitude muito maior do que a já instigante fase vivida por uma Shangai sob domínio dos inimigos. Um filme completo e admirável. E a fotografia de Rodrigo Pietro, que espetáculo!</p>]]>
        
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    <title>Happy Hour na Toca I</title>
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    <published>2008-11-14T15:42:38Z</published>
    <updated>2008-11-14T15:48:11Z</updated>

    <summary>Sexta-feira é um dia mais leve, de contagem regressiva para sair do trabalho, de encontrar os amigos, de se programar para o fim de semana, de relaxar. É o dia das estréias da semana. Os posts de sexta mudam a...</summary>
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        <![CDATA[<p>Sexta-feira é um dia mais leve, de contagem regressiva para sair do trabalho, de encontrar os amigos, de se programar para o fim de semana, de relaxar. É o dia das estréias da semana. Os posts de sexta mudam a partir de agora, perdia tempo demais com frases esdrúxulas e repetitivas de fimes desinteressantes, ainda haverá destaque do que me interessa no circuito comercial, mas agora os posts ficarão mais interessante (pelo menos pra mim) com esse novo formato de pequenas notas sobre novidades e afins. E daqui a pouco é hora de pé na estrada, casamento da minha melhor amiga, bora p/ Ubatuba</p>

<p></p>

<p>1) <strong>R.E.M.</strong> - O disco novo (Acelerate) é ótimo, vibrante (aliás vibrante se encaixaria numa boa definição de Michael Stipe), por mais que não se note uma apresentação visceral da banda, cada música surge acima da média, Obama é o herói do momento e as imagens frenéticas do telão aliadas a contagiante performance de Stipe causam furor na platéia. Alguém mais chorou em Everybody Hurts?</p>

<p><br />
2) <strong>Planeta Terra</strong> - eu sempre deixo passar esses eventos cheio de bandas indies que não conheço, prefiro ir em show de bandas que conheço mais músicas para não ficar com raiva de mim mesmo de ainda não conhecer tal banda. E por essas perco grandes shows, grandes descobertas, grandes momentos com meus amigos, e um show do Offspring.</p>

<p><br />
3) <strong>Festival de Berlim</strong> - divulgado que a atriz Tilda Swinton presidirá o júri da próxima edição, será que como todo ano teremos uma seleção política e recheada de filmes do Oscar, e de resto pouco que se salve?</p>

<p><br />
4) <strong>Nicole Kidman </strong>- também saiu na impressão que ela interpretará a primeira transexual do planeta. Há tempos que não vejo seus filmes. Não que eu tenha alguma revelia (pelo contrário, é talentosa e linda). Mas a impressão que tenho é que ultimamente ela tem feito escolhas erradas, alguns filmes difíceis (é verdade), e outros nada interessantes (exemplo A Feiticeira). Resumindo, perdeu meu interesse, será que fui o único?</p>

<p><br />
5) <strong><a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/2005/05/old-boy.html">Oldboy</a></strong>  - estava ficando feliz achando que tinham arquivado o assunto, mas confirmaram que o remake com Will Smith e Spielberg. Eu queria fazer uma lei proibindo essas coisas, por melhor que possa ser o filme, é desnecessário.</p>

<p><br />
6) <strong>Michael Crichton</strong> - o autor de livros como Jurassic Park e roteiros de cinema (Twister) faleu esta semana. Por mais que sua lista de livros (adaptados ao cinema) seja grande, nunca li nenhum dos livros, mas o pouco que conheço de sua obra era pop e interessante.</p>

<p></p>

<p>7) <strong>Dicas</strong> - no sábado o ótimo <a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/2007/02/semana-cassavetes-iii.html">Uma Mulher Sob Influência </a>de John Cassavetes no Espaço Unibanco (Sessão Cinéfila)</p>

<p><br />
8) <strong>Dicas</strong> - Cinemateca com uma retrospectiva dos filmes do roteirista Leopoldo Serran (Dona Flor e Seus 2 Maridos, Bye Bye Brazil, <a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/2005/03/tudo-bem.html">Tudo Bem </a>e outros)</p>

<p><br />
9) <strong>Dicas</strong> - Entre 19 e 30 Novembro o CCBB (SP) traz filmes de F.W. Murnau (envergonhado por ainda não ter visto nada dele)</p>

<p>10) <a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/2005/02/os-amantes.html">os Amantes </a> de Malle no HSBC Belas-Artes</p>

<p><br />
11) Das estréias Romance e o novo Woody Allen, as próximas semanas prometem filmes interessantes, portanto perigo de se acumularem.</p>

<p>12) Uma das estréias das semanas anteriores é o ótimo Climas</p>

<p><em>Além de dirigir, Nuri Bilge Ceylan protagoniza o filme juntamente com sua esposa. Seu filme é difícil, repleto de uma violência aflitiva (não aquela sanguinária, mas uma de atos, olhares, sentimentos, sexo), e diálogos angustiados. Trata da incomunicabilidade, das pequenas coisas que fazem explodir ressentimentos acumulados em uma relação. Ceylan novamente nos apresenta enquadramentos de fazer inveja e um senso de utilização do silêncio fabuloso. O final é belo, demonstrando a impossibilidade de se manter uma relação mesmo havendo amor (porque amor não é a única razão a garantir a sustentabilidade de um relacionamento).</em></p>]]>
        
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    <title>Leonera</title>
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    <published>2008-11-13T15:31:56Z</published>
    <updated>2008-11-13T15:34:27Z</updated>

    <summary> (Leonera, 2008 - ARG/BRA/COR) Nem sempre os créditos iniciais dialogam também como neste filme de Pablo Trapero. Uma música infantil, as letras surgem dançando na tela, representações das crianças que serão fundamentais à história e a leveza com que...</summary>
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        <![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/leonera.jpg"><img alt="leonera.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/assets_c/2008/11/leonera-thumb-350x218.jpg" width="350" height="218" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span></p>

<p><em>(Leonera, 2008 - ARG/BRA/COR)</em></p>

<p>Nem sempre os créditos iniciais dialogam também como neste filme de Pablo Trapero. Uma música infantil, as letras surgem dançando na tela, representações das crianças que serão fundamentais à história e a leveza com que o cineasta conduzirá uma trama tão pesada. Muito sangue, corpos masculinos nus esparramados pela casa. Julia acorda lambuzada de sangue e simplesmente vai trabalhar. Um dos homens está morto (seu namorado), o outro (o amante dele que também já se envolveu com Julia) está ferido. Ela é presa, grávida é alojada num espaço do presídio reservado às mães com crianças de colo (com até quatro anos).</p>

<p>Um ambiente que nos parece tão heterogêneo, nas grades das celas as crianças se penduram, se balançam, as celas são abertas e enquanto acompanhamos aquele tradicional abre e fecha cela para movimentarem-se dentro do presídio, espalhados encontram-se mamadeiras, brinquedos, crianças correndo para lá e para cá. Nesse quadro Julia descobre a maternidade, ao lado da vizinha de cela (que vive com dois filhos) ela compreende a disparidade da vida de excessos que vivia e o instinto materno aflorando. Entre a garota que não consegue amamentar ou fazer o filho parar de chorar, até o choro desesperado quando se vê longe do garoto, Julia passa por uma transformação, os desdobramentos de sua culpa já não são tão importantes. O que lhe importa é estar perto de seu filho, é a felicidade do garoto. Trapero acrescenta leveza a uma história tão densa, exime-se das famigeradas críticas aos presídios de forma geral para se concentrar nessa mulher e sua cria. Por mais que o desenrolar gere dúvidas, por vezes pareça antagônico, há este olhar belo e respeitoso que talvez tenha seu ápice em Julia grávida de oito meses, nua, banhando-se naquele local de aspecto tão viril e propício a ojeriza.<br />
</p>]]>
        
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    <title>Procedimento Operacional Padrão</title>
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    <published>2008-11-12T13:58:25Z</published>
    <updated>2008-11-12T14:00:04Z</updated>

    <summary> (Standard Operating Procedure, 2008 - EUA) Errol Morris batendo em cachorro-morto. Há tempos que a presença do exército americano no Iraque ultrapassou o patético. Não é necessário nenhum documentário para provar isso. As fotos e vídeos de celular proliferaram-se...</summary>
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        <![CDATA[<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><a href="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/procedimentooperacionalpadrao.jpg"><img alt="procedimentooperacionalpadrao.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/assets_c/2008/11/procedimentooperacionalpadrao-thumb-350x232.jpg" width="350" height="232" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></a></span></p>

<p><br />
<em>(Standard Operating Procedure, 2008 - EUA)</em></p>

<p>Errol Morris batendo em cachorro-morto. Há tempos que a presença do exército americano no Iraque ultrapassou o patético. Não é necessário nenhum documentário para provar isso. As fotos e vídeos de celular proliferaram-se pelos jornais e noticiários do mundo inteiro. Só que bater no cachorro-morto parece algo grandioso, a mea-culpa domina grande parte da opinião púbica nos EUA então vamos entrevistar alguns daqueles militares que tiraram fotos, que abusaram e humilharam os prisioneiros (alguns presos comuns que nem deviam estar ali). A prisão de Abu Ghraib se tranformou num local de horrores, de abusos, de maus-tratos. Morris pega os depoimentos dos que participaram, adiciona fotos e vídeos, e faz reconstituições (limpinhas demais, imagens lindas), acrescenta aquela trilha sonora pegajosa e pronto: temos o documentário definitivo sobre um bando de debilóides tratando prisioneiros de guerra como se fossem lixo, deixando-se de preocupar com o importante que seriam as informações que as torturas deveriam ajudar a obter. O que é ato criminal e o que é procedimento operacional padrão? Quando se têm um bando de delinquentes primitivos, é tudo a mesma coisa.</p>]]>
        
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    <title>Balanço da 32ª Mostra (2008)</title>
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    <published>2008-11-10T13:29:04Z</published>
    <updated>2008-11-10T15:54:41Z</updated>

    <summary>A ausência de importantes filmes e nomes do cinema internacional tirou um pouco do brilho, durante o festival deste ano a sensação de que faltava muita coisa e as opções disponíveis não eram tão assim desejadas. Os asiáticos tiveram espaço...</summary>
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        <![CDATA[<p>A ausência de importantes filmes e nomes do cinema internacional tirou um pouco do brilho, durante o festival deste ano a sensação de que faltava muita coisa e as opções disponíveis não eram tão assim desejadas. Os asiáticos tiveram espaço muito reduzido (exceto a retrospectiva de Okamoto), já Turquia ganhou espaço com vários diretores, é a geografia da Mostra mudando ano a no. Os latinos também ganharam força devido às ausências, mesmo que o cinema argentino não estivesse tão representado como das outras vezes (só destaques para Alonso, Burman e Trapero que ganhou retrospectiva). E falando dos pratas da casa, a seleção brasileira não causou suspiros, alguns destaques aqui ou ali, mas nada que tenha causado furor. Tirando isso, tivemos novamente uma edição repleta de títulos, dessa vez ganhou-se mais salas para exibição (principalmente o novo Unibanco Arteplex no Shopping Pompéia com duas salas).</p>

<p>O tema drama familiar foi a tônica. Casamentos, gravidez e filhos pequenos, foram além dos já famigerados problemas de entendimentos familiares. Mas os dramas políticos (ditaduras, governos e governantes) também apareceram em larga escala (em culturas e países diferentes). Claro que a Guerra do Iraque também apareceu. Havia certa mensagem em muitos dos filmes, algo como: as pessoas não mudam. A sexualidade também ganhou forte representatividade, e nesse ponto partiu-se para a experimentação sexual, para o desejo incontrolável, para o inexplicável. Assisti durante a Mostra 45 filmes, com os filmes que vi antes ou depois, passam de 50, creio eu que seja uma boa amostragem. Neste ano vou apresentar um balanço de forma diferente dos anos anteriores, em ordem alfabética:</p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="plustard.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/michelsimoes/plustard.jpg" width="270" height="180" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" /></span><br />
<strong>O Filme</strong><br />
Mais Tarde Você Entenderá (Amos Gitai)</p>

<p></p>

<p><strong>Os Melhores </strong><br />
Aquele Querido Mês de Agosto (de Miguel Gomes)<br />
Deixa Ela Entrar (de Tomas Alfredson)<br />
Depois da Escola (de Antonio Campos)<br />
O Estranho em Mim (de Emily Atef)<br />
Rebobine Por Favor (de Michel Gondry)<br />
Teza (de Haile Gerima)<br />
Waltz with Bashir (de Ari Folman)</p>

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<p><strong>O Destaque </strong><br />
Susanne Wolff (Atriz de O Estranho em Mim)<br />
Roteiro (Aquele Querido Mês de Agosto)</p>

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<p><strong>Momento Inesquecível</strong><br />
Cena final em Sonata de Tóquio<br />
Avó entregando ao neto estrela de Davi em Mais Tarde Você Entenderá<br />
A vampira tocando delicadamente a pele do garoto Oskar em Deixa Ela Entrar<br />
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