1) Estreias - semana de filmes imperdíveis, encabeçando o novo Darren Aronofsky que além de prometer uma atuação soberta de Micheky Rourke, O Lutador ganhou nada mais que o Leão de Ouro em Veneza (e eu gosto dos filmes do Aronofsky, gosto muito). Outro imperdível é O Casamento de Rachel que também causou burburinho e também promete grande atuação de Anne Hathaway. Contratempo é a interessante estreia de Malu Mader na direção. Já Operação Valquíra é comédia né? Só pode ser, porque nem dá p/ levar a sério, vai.
2) Alfred - não poderia deixar de ressaltar que foram escolhidos os indicados ao prêmio da Liga dos Blogues, se não conferiu ainda os cinco melhores em cada categoria, é melhor dar uma navegada no nosso site coletivo.
3) Se Eu Fosse Você 2 - não gostei do primeiro, não me interesso por este, portanto não vou ver, mas muito me agrada que o filme tenha atingido 4,7 milhões de pessoas em 37 dias, uma bilheteria meteórica fazendo o grande público ir ao cinema, por mais que possa ser visto como extensão do sofá da sala, ainda assim é admirável, mesmo assim não me comoveu.
4) o último filme de Quentin Tarantino (À Prova de Morte) pode não ter chegado nos cinemas por aqui, mas o produtor Lloyd Phillips já disse em Berlim que as filmagens do próximo filme do cineasta, Inglorious Bastards, já foram encerradas. Vem filme aí.
5) A semana começou bem, fui acompanhando atentamente a tudo que rolava no Festival de Berlim, e assim acompanhando os críticos brasileiros, e até rascunhando algum destaque dentro do li dos relatos de Kleber Mendonça Filho, Alessandro Gianninni, Orlando Margarido, Silvana Arantes, Luis Carlos Merten e uma ou outra agência como EFE, Reuters e etc. Mas a semana foi se enrolando entre tantos compromissos que tudo foi comprometido, por isso trago aqui só alguns destaques do que pude apurar do festival até então, lembrando que amanhã serão entregues os esperados Ursos e que a edição deste ano parece estar bem superior aos anos anteiores (mas certeza só quando puder assistí-los). O documentário Garapa de José Padilha sobre a fome no Brasil deu o que falar.
"London River", de Rachid Bouchareb - encantou muita gente, pinta como forte candidato ao prêmio máximo, conta a história de pais de diferentes religiões sofrendo com o trágico ataque terrorista nos metrôs de Londres.
"Cheri", de Stephen Frears - a beleza de uma Michelle Pfeifer cinquenta parece ter encantado a todos, e dizem que o filme também é ótimo, marcando o reencontro da atriz e do diretor numa história de época sobre uma cortesã (comparações com Ligações Perigosas não faltam).
"Darbareye Elly", de Asghar Farhadi - este chamou atenção nos primeiros dias, drama iraniano com tom de tragédias, sobre casais em viagem de férias, e fala-se que foge completamente ao que se conhece da cinematografia do seu país.
"Forever Enthralled", de Chen Kaige - depois de cometer o horroroso A Promesa, ele retorna para onde fez sucesso, e há que o considere Adeus Minha Concobina 2, alguns gostaram e outros nem tanto. A história é sobre o primeiro cantor de ópera chinês a se apresentar fora do país.
"Rage", de Sally Potter - com grande elenco e tudo, todo mundo mandou pau no filme, pelo visto é para passar longe da radicalidade banal, fotos do Jude Law vestido de travesti rolam pela internet.
"Ricky", de François Ozon - parece não ter feito sucesso na crítica internacional, mas alguns brasileiros gostaram. Um casal e um bebê com algo de "mágico"
"Mammoth", de Lukas Moodysson -. Outro metralhado, chamaram de novo Babel, de exagero de clichês, foi o mais vaiado, história de uma imigrante que trabalha como babá e a criança se afeiçoa mais a ela do que a mãe, enquanto isso o pai da criança está numa viagem de negócios pela Tailândia.
"Gigante", de Adrián Biniez - o pequeno filme uruguaio encantou, um segurança que se apaixona e devido a timidez segue seu objeto de desejo pelas câmeras de proteção de um supermercado.
"Lille Soldat", de Annette K. Olesen - outro com alguns elogios, traz a história de uma mulher que lutou em alguma guerra e quando retorna ao país passa a trabalhar como motorista do pai.
"Storm", de Hans-Christian Schmid - também elogiado, filme de julgamento envolvendo os conflitos na antiga URSS.
"The Messenger", de Oren Moverman - apontado como o outro dos favoritos, bastante elogiado e já conto os minutos para assistir. Dois militares com a incumbência de dar a notícia da morte de soldados aos familiares.
"My One and Only", de Richard Loncraine - conta sobre a mulher que cansada do marido mulherengo, parte com os dois filhos numa viagem pelos EUA em busca de um marido rico.
"La Teta Asustada", de Claudia Llosa - o filme peruano já levou o prêmio da crítica da FIPRESCI e promete ser daqueles bem estranhos, há quem compare ao estilo de Lucrecia Martel. Trata do mito das mulheres nativas estupradas e das que colocaram uma batata na vagina para proteger-se de tal ato.
"Happy Tears", de Mitchell Lichtenstein. - drama familiar com a Demi Moore, e só.
"Katalin Varga", de Peter Strickland - é outro filme sobre estupro, neste aqui a mulher decide se vingar anos depois, não comoveu aparentemente.
"Tatarak", de Andrzej Wajda - encerrando a competição o polonês traz um misto de ficção e documentário, um monólogo num quarto de hotel, dramas de gente sofrendo por pessoas queridas que se foram, de primeiro momento um filme forte e interessante.
"Alle Anderen", de Maren Ade - o desacreditado drama alemão fala sobre a intermitente relação entre um casal de namorados.
"In the Electric Mist", de Bertrand Tavernier - Tommy Lee Jones é um policial investigando uma série de assassinatos de mulheres em Louisiana, sem esquecer os estragos que o furacão Katrina provocou na cidade.

Já viu o trailer do novo do Tarantino?
http://www.traileraddict.com/trailer/inglorious-basterds/teaser-trailer
Tenho o DVD (oficial, não piatex!) do Death Proof. Quer? Te empresto. Mas se vc me dizer que gosta de "A Ávore da Vida", do Aronofsky, não empresto não! Hahahahahahahaha! Meu, esse filme é uma das piores porcarias da história! O Taranta quer fazer Inglorious Bastardas há anos, esse e o filme do irmãos Vega. Na boa, o Rourke já tinha feito trabalhos legais em Spun e Era Uma Vez no México e é uma pena que pouca gente ou quase nenhuma fale de Barfly, a melhor atuação dele disparado e um filme bem interessante e esquecido. Eu tô ficando velho, ando preferindo rever coisas antigas do que ver esse monte de filmes que geralmente são decepcionantes que aparecem em Berlins, Cannes, Venezas e afins. Nada me empolgou. Ah, e eu não comemoro em nada o fato de um lixo escroto como "Se Eu Fosse Você 2" seja recorde de bilheteria. Vc é daqueles que acha que cinema tem nacionalidade? Ô, Michel, e lá interessa se o filme x ou y vai bem ou mal no seu país de origem e fora dele? O que interessa é filme bom, dane-se de onde vem. Filme porcaria eu quero mais é que seja fracasso em qualquer lugar que passar. Ou vc prefere ver BBB ao invés de um bom documentário na Discovery ou History Channel pq o programa apresentado pelo Bilau é produzido no Brasilsilsilsilsilsilsilsilsilsilsil?
Vou ver o trailer em casa, Alê, acabo não vendo muitos trailers!
Rafa, é claro que eu quero, mas cara ver Death Proof em casa é perder demais, eu vi na Mostra naquela sala grande do Bombril e foi mto foda! Sobre a Fonte da Vida, agora não sei se vc vai me emprestar ou não, eu achei o filme irregular, mas não posso dizer q não gostei, mas é um filme problemático. Vc tá ficando mto ligado ao passado, sempre tem coisa boa e ruim aparecendo, não pode ficar assim não, o mesmo q vc disse sobre ver coisa boa ou ruim só pq é do país serve p/ vc sobre coisa boa ou nova. Agora eu concordo q p/ ver porcaria era melhor não ver, mas sei lá, eu acho q o sucesso dessa comedinha-especial-fim-de-ano-da-globo serve p/ levar ao cinema mta gente q não tem costume de ir, e não só casalzinho no sábado a noite q escolhe a próxima sessão prestes a começar... tipo a pessoa vai no cinema, lembra como é gostoso e acaba voltando e assim vai melhorando o gosto aos poucos (pensamento utópico, mas melhor q nada heheheh)
E vc acha que eu não vi essa sessão do Bombril? Eu não sou desses que só vê o que acha que não vai passar por aqui e acaba vendo um monte de bosta. Na mostra eu vejo o que tô afim de ver, se vai estrear no dia seguinte, dane-se! Bom, não verei mais mostras pq não ficarei mais em SP, mas, sinceramente, já tava perdendo o tesão. A do Rio dá de mil na nossa faz tempo.
Pô, Michel, e eu vendo a foto e achando que vc ia falar de alguma novidade sobre o lançamento de À PROVA DE MORTE...
Eu não quero que mais e mais pessoas passem a ir ao cinema. Quero que elas fiquem em casa pra que as sessões sejam silenciosas e ninguém fique chutando minha poltrona.
Ailton, vc ainda acredita em Papai Noel? hehe
Rafa, que do RJ dá de 10 a zero nada, nunca fui, mas dizem que a organização daqui é bem superior, mas comparando a programação, a última eo Rj foi bem melhor. Mas q história é essa de mudança?
Alê, não pensa assim, se não os cinemas fecham todos! rs
E eu lá ligo pra organização. Quem gosta de organização é nazista. E a da qui tem uma organização de merda tb. Só dou um exemplo que garante minha afirmação. Em 2002 o 'nosso' homenageado foi o 'incrível' diretor israelense Amos Gitai, que teve diversos de seus grandes filmes mostrados a nossos avidos cinéfilos. Quem foi no Rio? Sergio Leone. O Leone, me diretor preferido e lenda da história da sétima arte. A gente vendo sei lá que filme de bosta e os cariocas curtindo a trilogia dos dólares da a América na telona! A mostra de lá é muito mais variada e democrática a de SP, pra variar, dá preferência aos amiguinhos cabeça do Kakoff. Ah, e sim, vou pra Belém. Cansei daqui e escolhi um lugar bem longe.
Belém? Vai instalar a Anarquia por lá? Ah, mas aí, vc está send mto parcial, eu adoro os filme do Gitai, e nunca vi um do Leone (úma vergonha, eu sei, mas é a realidade). Vai fazer o que por lá?