(The Incredubles, 2004 - EUA)
Na época do lançamento me recordo de um trailer hilário quando um super-herói tentava desesperadamente afivelar o cinto da calça, só que a barriga enorme não permitia, e ele fazia contorcionismo. Era um aperitivo de dar água na boca, mas quando do lançamento ouvi que a cena não constava no filme, e no final acabei deixando o filme passar (não por esse motivo). Numa fase atual de peregrinação que estou por filmes que deixei passar quando das estréias no cinema (graças à promoção de preços da locadora), automaticamente veio à cabeça tal cena.
Tinha para mim que a animação dirigida por Brad Bird vinha com foco na comédia, ledo engano. Começa com um drama inusitado (até adulto demais para um filme com público alvo para todas as idades), a opinião pública processando os heróis pelos danos causados na luta contra os vilões (prédios, carros e outros bens destruídos). Os super-heróis são obrigados a trocar de identidade e viver na surdina, como se fizessem parte do programa de proteção à testemunha.
Na primeira metade Sr. Incrível sofre com a impossibilidade de usar seus poderes, vive de um emprego modorrento, sua família vive em crise. Felizmente chega a segunda parte, a ação toma conta e não só Sr. Incrível, como sua esposa Mulher-Elástica e os filhos partem para uma aventura no meio de uma ilha a fim de evitar os planos maquiavélicos de um vilão. Pelo que foi possível perceber na última oração, é a mesma história de sempre, agora nossa vida é refletida nos problemas dos super-heróis, até que os clichês do gênero prevaleçam e nesse caso transformem o filme em algo mais interessante.
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