Estreiando um post que pretendo fazer toda sexta-feira, comentando minhas expectativas sobre as estréias da semana. Nessa aqui há filme que já vi na Mostra SP, e quando tiver filme que já vi coloco texto também. Há tempos que mando um e-mail para amigos com as estréias, então só vou alongar um pouco isso no blog, copiando descaradamente meu amigo Ailton Monteiro.
A Questão Humana (La Question Humaine) - sem dúvida uma das grandes estréias do ano, filme visto na Mostra SP. Conhecendo apenas dois filmes excelentes de Nicolas Klotz, já desejo um mergulho imediato em sua filmografia. Obrigatório.
Nicolas Klotz oferece um dos filmes mais esquemáticos e intrigantes dos últimos tempos, nada está claro nessa trama que faz ensejo de se tornar uma conspiração empresarial para adiante demonstrar-se um estudo da questão humana, dos princípios de humanidade; criando uma analogia fascinante entre administração corporativa e o massacre nazista. Se toda a estrutura não-clara das questões transforma-se num deleite a cada nova seqüência, a mise-en-scene de Klotz e sua habilidade em nos oferecer cenas curtidas, com cortes precisos, nos permitindo o tempo ideal, faz com que o resultado final torne-se um diamante polido, estritamente bem cuidado, e bem capaz de nos deixar atônitos ao final de suas prospecções (e a trilha sonora então, genuinamente escolhida para enriquecer cada espaço entre silêncio e som).
A Banda (Bikur Ha-Tizmoret) - está comédia tem grandes chances de me levar ao cinema, a história parece ser sobre uma banda egípcia que em viagem para tocar em Israel acaba no destino errado sociabilizando-se com a população local.
Cinturão Vermelho (Redbelt) - David Mamet escalou a dupla de atores brasileiros que fincou seus pés de Hollywood, Alice Braga e Rodrigo Santoro. A história de um mestre de jiu-jitsu e seus valores éticos ante fama (ou sei lá a ligação de Hollywood nessa trama), sinceramente não me anima.
Personal Che (Personal Che) - um documentário sobre Che e seu mito, interesse zero.
Agente 86 (Get Smart) - mais uma adaptação para o cinema de um seriado de tv das antigas. Com o sucesso dos seriados recebemos essa terrível enxurrada de cinema comercial de qualidade duvidosa. Quero distância.
Casamento em Dose Dupla (Smother) - mais uma daquelas comédias besteirol desencorajadoras e provalvemente sem-graça, com Diane Keaton e Liv Tyler
O Guerreiro Didi e a Ninja Lili - nem vou comentar, não merece uma linha a mais do que isso.
Romulus, meu pai (Romulus, My Father) - filme australiano que desconheço completamente. Típica situação que merece uma lida em algumas críticas e alguma movimentação de amigos para quem sabe encontrar descobrir algo interessante. Por enquanto uma grande interrogação.
Enquanto isso na Reserva Cultural uma pequena mostra de filmes franceses que chegarão no circuito nas próximas semanas, o principal destaque é O Escafandro e a Borboleta. E na Cinemateca uma mostra de cinema japonês, filmes de Takeshi Kitano, Hirokazu Kore-eda e outros.