(2007)
Um anúncio no jornal recrutava mulheres acima dos dezoito anos, o intuito era de que elas contassem alguma história interessante. Num teatro às escuras as mulheres que responderam ao anúncio davam seus depoimento ao atento Eduardo Coutinho que no seu peculiar ritmo de conduzir os documentários fazia perguntas e/ou pequenos comentários. Depois o cineasta convidou atrizes para interpretar aos seus modos tais depoimentos, e numa brincadeira de montagem intercalou interpretações reais e fictícias, um verdadeiro jogo de cena. E nós, o público acompanhamos perdidos sem saber quem é quem naquela engenhoca (a não serem as três atrizes famosas Andrea Beltrão, Fernanda Torres e Marília Pêra). Dessa brincadeira tiramos várias conclusões, entre elas o quanto uma mesma história pode ganhar tons diferentes vindo de pessoas distintas, o quanto de emoção pode variar entre as pessoas, há tantos significados escondidos que revisões se fazem necessárias porque a riqueza das histórias humanas e emocionantes aliado a todo este delírio arquitetado por Coutinho resultam numa obra sem precedentes, de genialidade pueril e um coração inflamado. Só de ver tais atrizes demonstrando suas dificuldades, por exemplo Beltrão chorando e resmungando não entender como a "personagem real" conseguia dizer tudo aquilo sem chorar, ou Fernanda Torres extravasando sua insatisfação por não conseguir atuar da maneira como gostaria. Coutinho nos oferece um show de complexidade enrustida numa singela simplicidade.
Um anúncio no jornal recrutava mulheres acima dos dezoito anos, o intuito era de que elas contassem alguma história interessante. Num teatro às escuras as mulheres que responderam ao anúncio davam seus depoimento ao atento Eduardo Coutinho que no seu peculiar ritmo de conduzir os documentários fazia perguntas e/ou pequenos comentários. Depois o cineasta convidou atrizes para interpretar aos seus modos tais depoimentos, e numa brincadeira de montagem intercalou interpretações reais e fictícias, um verdadeiro jogo de cena. E nós, o público acompanhamos perdidos sem saber quem é quem naquela engenhoca (a não serem as três atrizes famosas Andrea Beltrão, Fernanda Torres e Marília Pêra). Dessa brincadeira tiramos várias conclusões, entre elas o quanto uma mesma história pode ganhar tons diferentes vindo de pessoas distintas, o quanto de emoção pode variar entre as pessoas, há tantos significados escondidos que revisões se fazem necessárias porque a riqueza das histórias humanas e emocionantes aliado a todo este delírio arquitetado por Coutinho resultam numa obra sem precedentes, de genialidade pueril e um coração inflamado. Só de ver tais atrizes demonstrando suas dificuldades, por exemplo Beltrão chorando e resmungando não entender como a "personagem real" conseguia dizer tudo aquilo sem chorar, ou Fernanda Torres extravasando sua insatisfação por não conseguir atuar da maneira como gostaria. Coutinho nos oferece um show de complexidade enrustida numa singela simplicidade.