(Ai ni ai wo / Betelnut Beauty, 2001 – TAI/FRA)
Feng volta desempregado do serviço militar, muda-se para Taipei, não quer voltar a trabalhar como padeiro. Fei-Fei deseja liberdade, a menina mimada pelos pais burgueses quer sair do casulo como uma borboleta e voar para seus destinos. O primeiro encontro debaixo de uma chuva torrencial é apenas faísca, se encontrarão adiante, ela usando vestidinhos hiper-curtos e sexy’s, vendendo uma espécie de semente de “betél” (betelnut). Ele morando nas redondezas, ainda em busca de rumos. Paixão imediata.
Dois jovens aprendendo a lidar com o cotidiano, com as responsabilidades, infelizmente ela tem envolvimento com uma gangue, ele cria amizade com alguns deles. E Fei-Fei não quer ser como sua mãe esperando o marido chegar tarde da noite sem uma boa explicação. Lin Cheng-sheng desejava travar um diálogo com essa geração perdida que os cineastas atuais apreciam tanto retratar, porém o roteiro é quebradiço, mal ajambrado, impreciso. Os personagens tomam caminhos distantes, a violência urbana é colocada de uma forma não-evitável, fatal, garantida. E por mais dificuldades que haja, sabe-se que não é bem assim, que ainda há caminhos.
Mas não se pode negar que Angelica Lee tem um gracejo e leveza irresistíveis. Aquele olhar maroto, meio menina ingênua e meio mulher meiga e delicada, seria capaz de colocar qualquer marmanjo aos seus pés. Ela é para se apaixonar, cada gesto e olhar de Fei-Fei são de tirar do sério, não que ela exale sexy-appeal, mas seu charme é simplesmente encantador. O desenlace amoroso é de longe o maior interesse no filme, muito culpa de Angelica Lee que foi capaz de transformar um simples beijo, um singelo sorriso, uma cara emburrada, em cenas pequenas e inesquecíveis.
E claro que não poderia deixar de falar nas tais sementes vendidas em pequenas barracas pelas ruas (espécie de camelos em bancas), além do apelo sexual no ato da venda, a taz noz causa efeito parecido com a maconha e faz movimentar o mundo do crime organizado. O filme só não precisava querer misturar tudo isso de forma tão profunda, até o clichê da preferida de um gangster que o deixa e acaba perseguida desesperadamente por ele, está no filme. Mil esforços seriam válidos pela ternura de Angélica Lee.
Feng (Chen Chang) Fei-Fei (Angelica Lee)
Feng volta desempregado do serviço militar, muda-se para Taipei, não quer voltar a trabalhar como padeiro. Fei-Fei deseja liberdade, a menina mimada pelos pais burgueses quer sair do casulo como uma borboleta e voar para seus destinos. O primeiro encontro debaixo de uma chuva torrencial é apenas faísca, se encontrarão adiante, ela usando vestidinhos hiper-curtos e sexy’s, vendendo uma espécie de semente de “betél” (betelnut). Ele morando nas redondezas, ainda em busca de rumos. Paixão imediata.
Dois jovens aprendendo a lidar com o cotidiano, com as responsabilidades, infelizmente ela tem envolvimento com uma gangue, ele cria amizade com alguns deles. E Fei-Fei não quer ser como sua mãe esperando o marido chegar tarde da noite sem uma boa explicação. Lin Cheng-sheng desejava travar um diálogo com essa geração perdida que os cineastas atuais apreciam tanto retratar, porém o roteiro é quebradiço, mal ajambrado, impreciso. Os personagens tomam caminhos distantes, a violência urbana é colocada de uma forma não-evitável, fatal, garantida. E por mais dificuldades que haja, sabe-se que não é bem assim, que ainda há caminhos.
Mas não se pode negar que Angelica Lee tem um gracejo e leveza irresistíveis. Aquele olhar maroto, meio menina ingênua e meio mulher meiga e delicada, seria capaz de colocar qualquer marmanjo aos seus pés. Ela é para se apaixonar, cada gesto e olhar de Fei-Fei são de tirar do sério, não que ela exale sexy-appeal, mas seu charme é simplesmente encantador. O desenlace amoroso é de longe o maior interesse no filme, muito culpa de Angelica Lee que foi capaz de transformar um simples beijo, um singelo sorriso, uma cara emburrada, em cenas pequenas e inesquecíveis.
E claro que não poderia deixar de falar nas tais sementes vendidas em pequenas barracas pelas ruas (espécie de camelos em bancas), além do apelo sexual no ato da venda, a taz noz causa efeito parecido com a maconha e faz movimentar o mundo do crime organizado. O filme só não precisava querer misturar tudo isso de forma tão profunda, até o clichê da preferida de um gangster que o deixa e acaba perseguida desesperadamente por ele, está no filme. Mil esforços seriam válidos pela ternura de Angélica Lee.
Feng (Chen Chang) Fei-Fei (Angelica Lee)
