A Rosa (The Rose, 1979 - EUA)
Não, o argumento passou longe do original. Cantores pop imersos num mundo de extravagância e beirando aos limites, cujo fim repentino acaba com suas carreiras (e consequentemente com a vida), é o tipo de notícia estampando periódicos e sites por tudo quanto é lado. Alguns acreditam tratar-se de uma biografia não-autorizada de Janis Joplin, e na verdade contempla alguns aspectos desse mito, mas trata-se muito mais de uma condensação, uma generalização dessas carreiras marcadas por tragédias.
E o filme dirigido por Mark Rydell caminha sem grandes inovações, é o perfeito feijão-com-arroz. Nada destoa e nada encanta. Bem, não é assim exatamente, há uma divindade iluminada de nome Bette Midler. Quem não deve ter torcido o nariz ao saber que aquela baixinha, meio-gordinha, interpretaria uma roqueira vivendo de limites? Ela não precisa mais que dez segundos para convencer qualquer um, energizante. Se fosse cantora, diria que ela é dona de uma impressionante presença de palco. Vibração, garra, fibra, são poucos os adjetivos para qualificar seus momentos ao microfone, ela mesma canta as músicas, mas principalmente ela hipnotiza com todo aquele entusiasmo incessante.
Bette Midler é Mary Rose, uma cantora de estrondoso sucesso que veio de uma cidade do interior dos EUA. Agora no auge, aguarda o grande momento de retornar a sua cidade natal. Como grande parte das estrelas, enfrenta sua turnê buscando prazer sem limites, consumo de álcool e drogas é apenas um indício, não só dessa busca, mas principalmente da fragilidade camuflada daquela figura. Instável, indecisa, uma estrela.
É o velho esquema “sexo, drogas e rock'n roll”, e sabemos bem onde essa história vai acabar. O mais divertido é saber de tudo isso e ainda acompanhar cheio de interesse cada desenlace, cada briga com o novo namorado, ou com o empresário. Porque Bette Midler nos conquistou desde a primeira fala, porque ela canta When a Man Loves a Woman de um jeito que bate fundo no peito. Mary Rose é Janis Joplin, mas também é uma infinidade de astros que não souberem equilibrar seu prazer com os limites do corpo, o final pode ser apelativamente medonho, mas a gente sempre sofre com a perda dos ídolos.
Mary Rose Foster (Bette Midler) Rudge Campbell (Alan Bates) Houston Dyer (Frederic Forrest)
Não, o argumento passou longe do original. Cantores pop imersos num mundo de extravagância e beirando aos limites, cujo fim repentino acaba com suas carreiras (e consequentemente com a vida), é o tipo de notícia estampando periódicos e sites por tudo quanto é lado. Alguns acreditam tratar-se de uma biografia não-autorizada de Janis Joplin, e na verdade contempla alguns aspectos desse mito, mas trata-se muito mais de uma condensação, uma generalização dessas carreiras marcadas por tragédias.
E o filme dirigido por Mark Rydell caminha sem grandes inovações, é o perfeito feijão-com-arroz. Nada destoa e nada encanta. Bem, não é assim exatamente, há uma divindade iluminada de nome Bette Midler. Quem não deve ter torcido o nariz ao saber que aquela baixinha, meio-gordinha, interpretaria uma roqueira vivendo de limites? Ela não precisa mais que dez segundos para convencer qualquer um, energizante. Se fosse cantora, diria que ela é dona de uma impressionante presença de palco. Vibração, garra, fibra, são poucos os adjetivos para qualificar seus momentos ao microfone, ela mesma canta as músicas, mas principalmente ela hipnotiza com todo aquele entusiasmo incessante.
Bette Midler é Mary Rose, uma cantora de estrondoso sucesso que veio de uma cidade do interior dos EUA. Agora no auge, aguarda o grande momento de retornar a sua cidade natal. Como grande parte das estrelas, enfrenta sua turnê buscando prazer sem limites, consumo de álcool e drogas é apenas um indício, não só dessa busca, mas principalmente da fragilidade camuflada daquela figura. Instável, indecisa, uma estrela.
É o velho esquema “sexo, drogas e rock'n roll”, e sabemos bem onde essa história vai acabar. O mais divertido é saber de tudo isso e ainda acompanhar cheio de interesse cada desenlace, cada briga com o novo namorado, ou com o empresário. Porque Bette Midler nos conquistou desde a primeira fala, porque ela canta When a Man Loves a Woman de um jeito que bate fundo no peito. Mary Rose é Janis Joplin, mas também é uma infinidade de astros que não souberem equilibrar seu prazer com os limites do corpo, o final pode ser apelativamente medonho, mas a gente sempre sofre com a perda dos ídolos.
Mary Rose Foster (Bette Midler) Rudge Campbell (Alan Bates) Houston Dyer (Frederic Forrest)