Em Direção ao Sul (Vers Le Sud, 2005 – FRA/CAN)
A estrutura de onde parte a trama é bem interessante, querendo colocar o Haiti como um paraíso para mulheres de meia-idade e mal resolvidas sexualmente, um local onde elas encontrariam prazer com os garotões negros, realizariam seus desejos e fantasias. É a prostituição as avessas, onde os homens se vendem para o poderio financeiro feminino. Elas também não têm direito?
A ação se desenvolve a partir de três turistas vindas de partes diferentes do mundo, mais precisamente entre a dominadora e ácida Ellen e a doce e apaixonada Brenda. As duas disputam as atenções do mesmo garoto, Legba, cada uma demonstra, a seu modo, o amor pelo garoto. Ganhar seus carinhos (claro que em troca de presentes e outras mordomias financeiras) torna-se mais importante do que qualquer paisagem que o Haiti possa oferecer.
Até esse ponto o filme caminha bem, mas o roteiro demonstra-se mal resolvido quando pretende mergulhar dentro da realidade de Legba e seu país. Pouco elucidativo, o filme passa a ficar carente de fatos, explicações, ou de alguma bagagem que dê crédito ao que vem a seguir. Nem para demonstrar a miséria com que o povo haitiano convive o filme é capaz, mostra sim um país pobre, mas bem aquém do que sabemos ser realmente.
Pouco a pouco nos resta a sempre competente Charlotte Rampling brindando cada cena com elegância e sofisticação, o diretor Laurent Cantet (A Agenda/Recursos Humanos) tinha chance de muito mais, talvez tenha faltado ser ousado, talvez o problema vá muito além. É um filme que começa interessante e chega ao fim quase que arrastado num triângulo amoroso e um pano de fundo que pretende deflagrar a opressão porque passa o povo hatiano, mas o pano de fundo não resiste e Karen Young parece tão chata e frágil quanto sua própria personagem.
Ellen (Charlotte Rampling) Brenda (Karen Young) Legba (Ménothy Cesar) Sue (Louise Portal)
A estrutura de onde parte a trama é bem interessante, querendo colocar o Haiti como um paraíso para mulheres de meia-idade e mal resolvidas sexualmente, um local onde elas encontrariam prazer com os garotões negros, realizariam seus desejos e fantasias. É a prostituição as avessas, onde os homens se vendem para o poderio financeiro feminino. Elas também não têm direito?
A ação se desenvolve a partir de três turistas vindas de partes diferentes do mundo, mais precisamente entre a dominadora e ácida Ellen e a doce e apaixonada Brenda. As duas disputam as atenções do mesmo garoto, Legba, cada uma demonstra, a seu modo, o amor pelo garoto. Ganhar seus carinhos (claro que em troca de presentes e outras mordomias financeiras) torna-se mais importante do que qualquer paisagem que o Haiti possa oferecer.
Até esse ponto o filme caminha bem, mas o roteiro demonstra-se mal resolvido quando pretende mergulhar dentro da realidade de Legba e seu país. Pouco elucidativo, o filme passa a ficar carente de fatos, explicações, ou de alguma bagagem que dê crédito ao que vem a seguir. Nem para demonstrar a miséria com que o povo haitiano convive o filme é capaz, mostra sim um país pobre, mas bem aquém do que sabemos ser realmente.
Pouco a pouco nos resta a sempre competente Charlotte Rampling brindando cada cena com elegância e sofisticação, o diretor Laurent Cantet (A Agenda/Recursos Humanos) tinha chance de muito mais, talvez tenha faltado ser ousado, talvez o problema vá muito além. É um filme que começa interessante e chega ao fim quase que arrastado num triângulo amoroso e um pano de fundo que pretende deflagrar a opressão porque passa o povo hatiano, mas o pano de fundo não resiste e Karen Young parece tão chata e frágil quanto sua própria personagem.
Ellen (Charlotte Rampling) Brenda (Karen Young) Legba (Ménothy Cesar) Sue (Louise Portal)