(Alexander The Great, 1955 - EUA)
Tive a nítida impressão de que o cineasta Robert Rossen abriu seu livro de história, dos tempos do colégio, e seguiu piamente os passos de conquista de Alexandre. O filme é didático, explicativo e pouco desenvolvido. A personalidade de Alexandre é rascunhada, seus feitos são muito mais importantes do que tentar entender aquela mente megalomaníaca de um conquistador nato. Ao final do filme, além dos fatos que marcaram sua vida, sabemos que ele viveu para conquistar, não tente tirar outras conclusões, é perda de tempo.
Surpreende a interpretação exagerada de Richard Burton, confeccionando quase uma caricatura do lendário guerreiro da Macedônia. A figura de Aristóteles parece que vai ter peso na história, para depois ser jogado para escanteio (dentro do filme). A relação com o pai, Felipe, também é trabalhada de maneira frouxa. Os conflitos entre os dois estão concentrados em inveja e preocupação de um ultrapassar o outro nas linhas da história.
Alexandre colocou em prática a visionária idéia de unificar Europa e Ásia. Invadiu os persas, acalmou os gregos (por pouco tempo) e depois de tantas conquistas mostrou-se cada vez mais crente na profecia de que era filho direto de Deus, um ser abençoado, perdeu-se em sua loucura. O filme vale sim como relato histórico, e mesmo longo possui dinamismo, um prato cheio para os ávidos por aulas de história, Robert Rossen já fez muito melhor e já inovara muito mais, vide Corpo e Alma.
Tive a nítida impressão de que o cineasta Robert Rossen abriu seu livro de história, dos tempos do colégio, e seguiu piamente os passos de conquista de Alexandre. O filme é didático, explicativo e pouco desenvolvido. A personalidade de Alexandre é rascunhada, seus feitos são muito mais importantes do que tentar entender aquela mente megalomaníaca de um conquistador nato. Ao final do filme, além dos fatos que marcaram sua vida, sabemos que ele viveu para conquistar, não tente tirar outras conclusões, é perda de tempo.
Surpreende a interpretação exagerada de Richard Burton, confeccionando quase uma caricatura do lendário guerreiro da Macedônia. A figura de Aristóteles parece que vai ter peso na história, para depois ser jogado para escanteio (dentro do filme). A relação com o pai, Felipe, também é trabalhada de maneira frouxa. Os conflitos entre os dois estão concentrados em inveja e preocupação de um ultrapassar o outro nas linhas da história.
Alexandre colocou em prática a visionária idéia de unificar Europa e Ásia. Invadiu os persas, acalmou os gregos (por pouco tempo) e depois de tantas conquistas mostrou-se cada vez mais crente na profecia de que era filho direto de Deus, um ser abençoado, perdeu-se em sua loucura. O filme vale sim como relato histórico, e mesmo longo possui dinamismo, um prato cheio para os ávidos por aulas de história, Robert Rossen já fez muito melhor e já inovara muito mais, vide Corpo e Alma.

