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Então você quer ganhar uma Ecobag que nem essa, além de um par de convites para o filme 'Histórias de Amor duram apenas 90 minutos', que estreia dia 12/03. Certo?

A ecobag que vem com convites para o filme

'Histórias de amor duram apenas 90 minutos' é a estreia de Paulo Halm, amigo querido e roteirista tarimbado, na direção de um longa metragem. O filme conta a história de Zeca que, às voltas com um livro empacado que não consegue desenvolver e em plena 'crise dos 30', entra numas de que sua mulher o trai com a melhor amiga e acaba... se envolvendo com a amiga. Nas palavras do próprio Paulo, "o filme é sobre a geração que, apesar de ter talento, nunca decola. São escritores que escrevem e nunca publicam, cineastas que não filmam, compositores que não gravam". Aposto que o leitor de Lounge se identificou.

Você tem algumas chances de ganhar: tem ecobag + convites aqui no blog e no do twitter da RioFilme, uma das responsáveis pela distribuição de 'Histórias de amor duram apenas 90 minutos'. A outra é a Downtown, que também fará alguns sorteios durante a semana no site do filme.

O que você precisa fazer pra concorrer à bolsa e ao par de convites aqui na minha mão é o seguinte:

- Se você chegou por algum retweet, você terá que me seguir no twitter - já que se você ganhar, eu vou te avisar por DM. Pode deixar que eu sou legal e costumo mandar uns links divertidos. Não dói: @liaamancio.

- Mande no seu twitter a seguinte frase:

Minha @histdeamor com essa ecobag do filme que a @liaamancio vai sortear em http://bit.ly/bSCacK terá bem mais do que 90 minutos!

E cruze os dedinhos! Dia 05 de março eu farei o sorteio pelo bom e velho Random.org naquele esquema: quem participar da promoção vai para uma listinha 'promo_histdeamor', que vai para uma planilha do excel e será numerado. O número correspondente ao sorteado ganha, tudo com printscreen pra não acharem que foi marmelada.

Pra aumentar suas chances de ganhar a ecobag e o par de convites, siga também a @RioFilme e faça a mesmíssima coisa, só que com @RioFilme no lugar de @liaamancio, e mudando o endereço da promo (quem mandou com o endereço antigo não tem problema, tá valendo):

Minha @histdeamor com essa ecobag do filme que a @RioFilme vai sortear em http://bit.ly/9Xdsnq terá bem mais do que 90 minutos!

Por lá, a promo vai também até dia 05 de março - e não vale só a ecobag, mas também uns convitinhos extras. O twitter da RioFilme é legal, sempre tem informações sobre os filmes que a empresa lança, editais de cultura e audiovisual... e sem flood ou RTs descontrolados. Pode seguir no amor.

Enquanto dia 12/03 não chega, você pode se divertir vendo os vídeos, lendo as matérias no site e bombardeando os produtores de perguntas no Formspring. Que tal?

* * *

Isso não é um daqueles famigerados 'post pagos'. Eu trabalho na RioFilme e quero mais é que o filme do meu amigo Paulo Halm bombe nos cinemas, até porque é bom mesmo. Cedi o espaço no amor à arte, juro. ;)

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AGORA SIM estamos falando da corrida à estatueta mais disputada da indústria do cinema! E a história dos irmãos Coen sobre Larry Gopnik e a comunidade judaica à sua volta, no ano católico de 1970. Não sei para os judeus que ano seria, alguém aí pra fazer as contas?

Larry é professor de matemática e prova viva da inexorabilidade da Lei de Murphy: tudo o que poderia dar errado, DÁ. Larry tem um irmão tão louco quanto genial, sua mulher o troca por um de seus melhores amigos e ainda quer que ELE saia de casa, sofre chantagens no trabalho e, às vésperas do Bar Mitzvah de seu filho (que também apronta das suas), resta a Larry o aconselhamento com os rabinos.

E os conselhos dos rabinos geram histórias paralelas que não ajudam Larry Gopnick em nada, mas ajudam a dar o tom do filme - aquela mensagem bonita de "você pode deixar os outros montarem em você, se for a vontade de Deus". Larry Gopnick é um homem sério, frustrado, bonzinho com todo mundo e só se fode.

O pouco conhecido Michael Stuhlbarg, que mal passou dos 40 anos, está excelente com o peso de seu personagem, que de tão desiludido da vida parece já ter cruzado o cabo da Boa Esperança. A menos conhecida ainda Sari Lennick também está excelente. 'Um homem sério' tem um quê de Short Cuts, Grande Lebowski e Pulp Fiction, o que elimina boa parte das chances de suas duas estatuetas (roteiro original e melhor filme, já que lembra algo que você já viu antes). Mas, ainda assim, é tão redondo e tão sarcástico que recomendo fortemente. Assista. Mazel Tov!

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'Educação' começa com um problema sério: Alfred Molina não está indicado a melhor ator coadjuvante, no papel de inglês suburbano pai da menina boazinha, ótima aluna, candidata a Oxford se melhorar no latim. A fofolete Carey Mulligan, por sua vez, está indicada a melhor atriz pelo papel da mocinha que, às vesperas de fazer 17 anos, se apaixona por um homem mais velho e questiona o papel da escola e o valor de um diploma universitário. Em 1950 e muitos ou 1960 e poucos, no subúrbio da Inglaterra, veja bem, ou bem ela seria professora ou secretária - e, apaixonada por um homem mais velho, culto, rico e metido em negócios escusos, a oportunidade de visitar cidades, assistir a shows ou conhecer artes e culturas diferentes estava aí.


já vi a história da boa aluna que dá, aprende a fumar e descobre a vida pouco antes de entrar pra faculdade, hein?

Afinal, educação é o que a gente aprende na escola, em casa ou o que a vida traz pra gente? Dá pra educar a gente para lidar com paixões bizarras, também?

E não vou contar mais pra não estragar o final, mas se você já assistiu a uma quantidade razoável de filmes na sua vida, já saca desde o começo que tem algo de muito errado com o tal do David. Sem mais. Assista, que o filme é muito bom.

* * *

Pode levar: Melhor Atriz, Roteiro adaptado ou até melhor filme. Mas não vi 'A fita branca' ainda, então não posso apostar que a futura Elisa Doolitle na adaptação de 'My Fair Lady' possa desbancar Sandra Bullock (que eu só acredito que está indicada ao oscar de Melhor Atriz vendo).

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'Amor sem escalas' é um título em português breguésimo pra um filme que esbarra no romance mas está longe de ser um. É mais uma história sobre desapego do que sobre apego a outro ser humano.

Ryan Bingham tem problemas com relações humanas, a começar pelo seu emprego (ele viaja o país inteiro para dar às pessoas a notícia de sua demissão) e pela natureza nômade de seu trabalho (preste atenção na cena em que ele chega em casa e joga a mala na cama - a produção de arte impecável garante que a cama esteja sempre arrumada, com o lençol amassado sempre no mesmo lugar). Em compensação, na hora de dar a notícia, tem a sensibilidade e a segurança que o fazem o melhor nesse trabalho deveras ingrato. Cool.

Isso, claro, até Natalie, jovenzinha petulante, chegar na empresa e propor mudanças estruturais em seu negócio, que agora será todo informatizado. A ideia é boa, mas falta a garota aprender mais sobre o trabalho - e Ryan ganha uma sidekick.

E o tal do amor sem escalas? Em cada escala que Ryan para, ele encontra Alex, mulher bem resolvida que não se incomoda com trepadinhas ocasionais. Com a sidekick, o mulherão e seus problemas familiares, no entanto, Ryan começa a rever a validade de seu estilo de vida desapegado e, afinal, qual é a graça de se acumular milhas aéreas se você não levará ninguém junto.

(e, bem, eu avisei que não era um romance, mas sim uma história sobre desapego)

Não acho que nenhuma das duas mocinhas mereça o oscar de melhor atriz coadjuvante, como também não espero que Clooney vença o carequinha de melhor ator. Talvez direção ou roteiro adaptado. Você viu? O que você acha?

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'The Hurt Locker', de Kathryn Bigelow, conta a históra de um desarmador de bombas no Iraque que... que... bem, lembro de ter sonhado que ia com uma galera ao cinema ver um filme antigo em p&b, numa sala meio cineclube (o cinema só tinha 3 fileiras), lembro também de algo que parecia uma festinha de fim de ano com direito a amigo oculto. Não lembro de como fui parar na cama (obviamente sem trocar de roupa), lembro que C. ficou vendo uns episódios de 'Family Guy' e eu acordei, mas ainda meio dormindo. E só. Filme chato da porra. Parece que são 2 horas disso, segundo namorado que aguentou até o final.

E 'Guerra ao Terror' é a grande barbada para as estatuetas de Melhor Filme e Melhor Direção - indicado a 9 categorias e vencedor do prêmio do Directors Guild of America - e, vocês sabem, em 60 anos de DGA e Oscar, 58 melhores diretores para o Oscar já tinham ganho o DGA e, dos 60, apenas 6 vezes eles não levaram também a estatueta de Melhor Filme.

Vai fazer bolão? Considere essa dica preciosa. Eu dormi, mas aposto que leva.

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Favela (o tal Distrito 9 do título) em Johannesburgo precisa ser desapropriada para realocação dos moradores em outra área da cidade. A missão é praticamente uma missão militar - pudera: os favelados são extraterrestres que vieram parar por acaso na Terra e se instalaram na região. Como se não fosse o bastante, ainda mantêm negócios escusos com os nigerianos locais, contrabandistas de comida de gato.

Sim, o grande fraco dos extraterrestres é comida de gato e 'Distrito 9' está milagrosamente indicado ao Oscar de Melhor Filme.

O cara mais babaca da empresa, mas que é genro do chefe das operações, é designado para liderar a desapropriação de ets (chamados pejorativamente de camarões na legenda). O sujeito não tem tato, se indispõe com todos os militares que podem vir a ajudá-lo no futuro e inala uma arma química extraterrestre, que faz com que ele vá, aos poucos, virando um 'camarão'.

E esses momentos Cronenberguianos (todo mundo aí se lembra de 'A Mosca'?) estão indicados ao Oscar de Melhor Filme. WTF?

Não entendo. Juro. O filme de Neill Blomkamp é genial, ótimas atuações (uma humana e duas de computação gráfica muito mais expressivas que muito ator por aí), uma história excelente e que, se você trocar os aliens por 'pobres', 'negros', 'palestinos' ou qualquer outra minoria cuja presença justifique, para os brancos locais, a criação de uma zona de conflito, vira universal.

Mas são aliens babões e nojentos, produzidos por Peter Jackson, por isso eu acho completamente surreal e bizarro que 'Distrito 9' esteja indicado ao Oscar de Melhor Filme. Adoro a ideia de um filme desses ser indicado a Melhor Filme apesar de crer, em meu íntimo, que deve ter rolado um sistema de cotas aí.

Acho que pode ganhar Roteiro Adaptado e/ ou Edição. Efeitos visuais não, né? Tá concorrendo com 'Avatar', pô...

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Sente o drama: preta, pobre e gorda só se fode - tá na sinopse, não estou contando nada de novo, mas vocês sabem que Precious, além de tudo, tem uma filha com down e está grávida do segundo filho - ambos do pai dela. Sinistro. "Até que muda de escola e conhece uma professora que a trata como gente". Descobre que ler e aprender coisas é tudo na vida, mas continua se fodendo. Só que, agora, um pouco mais motivada.

www.despair.com

Não é nenhuma supresa que Oprah Winfrey, ex-pobre e ex-gorda que deu a volta por cima, tenha decidido promover 'Precious' a todo custo em seu programa. Momento constrangedor: quando as personagens se perguntam 'Você assiste ao programa da Oprah?'. Run to the hills!

* * *

Mas 'Precious', que C. sabiamente comparou a 'Dançando no escuro' (aquele dramalhão do Lars Von Trier em que a personagem da Björk só se fode, mas foge da realidade acreditando estar num musical), não é tão piegas como pode parecer:

- Gabourey Sidibe, atriz que interpreta a fofinha personagem-título, é excelente;

- Os alívios cômicos do filme funcionam e você não precisa sair do cinema com aquela sensação pesada, apesar de, digo e repito, Precious se foder o tempo todo;

- A comediante Mo'Nique, sensacional no papel da mãe de Precious - vale o Oscar a que está indicada, hein?

- Uma irreconhecível Mariah Carey;

- Diferente de todos aqueles filmes em que professores mudam as vidas de seus alunos, o destaque do filme está na protagonista. Personagem e atriz merecem mesmo esse filme.

Merece: Melhor atriz, atriz coadjuvante e direção.

Mas a maratona 'Best Motion Picture nominees' está só começando...

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...ou melhor, na caracterização:

Miranda num filme inglês


Mas não é? Toda vez que eu vejo o Philip Seymour Hoffman no material de divulgação de 'Pirate Radio' (no original, 'The Boat that Rocked' - a tradução do título do inglês pro inglês até que foi bem adequada...), acho que é o Miranda:


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Essa quinta, dia 8, tem novamente a sessão latina dupla na Cinemateca do MAM (RJ). O horário é meio ingrato, mas quem sair cedo do trabalho ou estiver de folga ou greve, passa lá!

Segue o release:

Seguindo o embalo das sessões duplas, o Cineclube Sala Escura exibe no dia 08/10 (quinta-feira), às 17h, os filmes "Nem Sansão Nem Dalila" e "Lo que le Pasó a Sanson", dois clássicos da comédia latino-americana.

sanson


Em 1949, o prestigiado cineasta Cecil B. de Mille dirige para a Paramount Pictures o drama bíblico "Sansão e Dalila", cujo sucesso de bilheteria é estrondoso. Contudo, isso não impede que a superprodução seja parodiada por Carlos Manga no Brasil e Gilberto Martinez Solares no México. "Nem Sansão Nem Dalila", produção chanchadesca da Atlântida estrelada pelo hilário Oscarito, acrescenta uma boa dose de ironia e crítica social à história, assim como "Lo que le Pasó a Sanson", que obviamente possui um acento mexicano (leia-se "cha-cha-chá") e é liderado pelo comediante Tin Tan (um dos irmãos do Seu Madruga). Manga e Solares apresentam leituras muito específicas da história, influenciadas pelo imaginário de suas sociedades, e lançam mão do humor como arma de crítica

social e afrontamento ao sistema "espetacularista" de Hollywood.

Sobre o gênero chanchada, a historiografia o descreve como forma de entretenimento popular (e põe popular nisso) que se baseou na comédia escrachada, com incursões musicais, acrescentando-lhe um caráter paródico, irônico e carnavalizante, contribuição nacional à cristalização do gênero. Tais elementos são importantes quando se pensa em termos comparativos com a produção similar mexicana, que teve também seus tempos áureos entre as décadas de 30 e 60, mas que foram absorvidas e registradas sob o nome genérico de comédias (a única distinção se dá entre as comédias rurais e as urbanas). A tipificação brasileira permite que lhe observemos os traços específicos com mais rigor e que a partir deles possamos compará-los com os mexicanos, interesse maior de nossa próxima sessão.

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A música sempre foi um elemento associado ao caráter do brasileiro e não é à toa que por aqui os primeiros filmes das primeiras empresas bem sucedidas de cinema foram musicais, na esteira dos sucessos do rádio ou em época de carnaval. Acrescidos, naturalmente, de uma embalagem humorística. Já o México, segundo o historiador, roteirista e crítico de cinema Francisco Sanchez, não é um país musical, e sim, ruidoso.

Se a inserção musical pode ser levantada como uma diferença entre os filmes, o brilho e a popularidade de seus protagonistas não o é. Oscarito nasceu em Málaga, na Espanha, tendo vindo para o Brasil com um ano de idade. Aos cinco, estreou no circo, onde foi palhaço, trapezista, ator e acróbata, características que iriam marcar a versatilidade de seu trabalho no cinema. Seu nome está ligado diretamente às chanchadas, e dentre as mais reconhecidas se encontram "Nem Sansão Nem Dalila" e "Matar ou Correr", ambas dirigidas por Carlos Manga em 1954, assim como "Carnaval Atlântida" (1952), "Esse Milhão é Meu" e "O Homem do Sputnik" (1958). Tin Tan, ou melhor, German Valdés, nasceu em 1915 na Cidade do México, segundo de nove irmãos, um dos quais também seria ator no futuro seriado Chaves, fazendo o papel do querido Seu Madruga. Germán trabalhou na rádio, imitava outras celebridades, patinava e jogava beisebol. A farta bagagem de atividades propiciou a ambos os atores uma exuberante performance física e verbal.

Algumas coincidências fazem excepcional esta dupla parodização do filme americano em uma sucessão histórica. A versão brasileira de 1954 e a mexicana de 1955 têm muito em comum. São estreladas por cômicos de sucesso, fazem muitas alusões a fatos e personagens de suas respectivas sociedades (em "Nem Sansão Nem Dalila", por exemplo, critica-se a ditadura varguista), usam o recurso do flash-back, explicitam sua tentativa de imitar Hollywood pela veia do deboche e pela sua comparação com os termos desiguais de sua poderosa indústria. A narrativa religiosa é desmontada pela incorporação de elementos contemporâneos (muito mais eficazes quando em forma de sátira) que operam no apagamento do tempo mítico e na inscrição dos temas no horizonte de experiências vividas pela platéia. Dois filmes que divertem e fazem pensar!

A sessão ocorrerá na Cinemateca do Museu de Arte Moderna, começando às 17h. Após a exibição dos filmes, haverá um comes-e-bebes (torradas, pastinhas e Cuba Libre). Tudo de graça!

Resumindo:

Quinta-feira, 08 de outubro.

às 17h:

"Nem Sansão Nem Dalila", de Carlos Manga.
(Brasil, 1954, P&B, 88 min, cópia em DVD)
Com Oscarito


às 18h30

"Lo que le Pasó a Sanson", de Gilberto Martinez Solares.
(México, 1955, P&B, 90 min, cópia em DVD sem legendas)
Com Tin Tan, irmão do Seu Madruga.

Depois

Comes e bebes

Tudo de graça!

Onde: Cinemateca do MAM
Av Infante Dom Henrique 85
Parque do Flamengo
Rio de Janeiro
(21) 2240 4944


Outras informações:

http://cineclubesalaescura.wordpress.com


http://twitter.com/salaescura

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Quinta feira, dia 10, tem sessão dupla do Cineclube Sala Escura (aquele dos filmes latinos, de graça, na cinemateca do MAM - RJ).

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Segue informação oficial:

"Às 17h, será exibido o longa "El Romance del Aniceto y la Francisca" (1967), considerado um dos melhores filmes do argentino Leonardo Favio. A história trágica de um triângulo amoroso é contada de forma simplíssima, mas nem por isso menos arrebatadora.

Às 18h30, após um breve intervalo, é a vez de "Aniceto" (2008), remake conduzido pelo próprio Favio. O interessante é poder notar as diferenças entre as duas obras: o clássico de 1967 é intimista, feito em locação e em preto-e-branco; já a nova versão traz números de dança expansivos, foi filmado em estúdio e usa e abusa das cores.

"Aniceto" abocanhou recentemente 9 Condores de Prata (prêmio concedido pela Associação Argentina de Críticos de Cinema), incluindo os de Melhor Filme e Melhor Diretor; sete a mais que o original."

O horário é meio ingrato pra quem trabalha pra iniciativa privada, naquele esquema "ih, não tenho hora pra sair não". Mas quem puder, dê uma passada por lá. Ao final do filme, rolam os já clássicos comes e bebes, e a social com outros aficionados por cinema latino.

Lembrando que é tudo de graça (e eu, boa filha que sou, tou aqui empenhada na divulgação).

Mais informações em: http://cineclubesalaescura.wordpress.com

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O Cineclube Sala Escura e o Laboratório de Investigação Audiovisual apresentam:

Nada
(Nada, de Juan Carlos Cremata Malberti, Cuba/Espanha/França, 2001, dvd, 90', legendas em inglês)

Sessão Latina

Segue o texto enviado na íntegra, vale a leitura:

Em 2009, dedicamos nossas sessões latinas ao cinema cubano, devido à importância histórica da revolução ocorrida naquele país há 50 anos. Nossa missão é fazer com que o público tenha acesso a obras que se encontram fora do circuito comercial de exibição, ainda mais quando se trata de obras que falam de realidades próximas à nossa.

Como em setembro se comemora o aniversário do Sala Escura (podem esperar por uma sessão especial), agosto será o último mês dedicado ao país da rumba. E escolhemos um filme contemporâneo interessantíssimo para fechar com chave-de-ouro mais um ciclo do Cineclube.

Trata-se de "Nada", película de 2001 escrita e dirigida por Juan Carlos Cremata Malberti. Apesar do título, a melhor definição para o filme seria "tudo". Digo isso porque ele mistura diversos gêneros e técnicas, chegando a um resultado que vale a pena ser contemplado.

Se lembra de "Sin City", do mexicano Robert Rodriguez? Sim, aquele com Bruce Willis, baseado na graphic novel homônima de Frank Miller. Pois bem, lançado em 2005, o blockbuster chamou a atenção pelo fato de ser em preto-e-branco, mas com toques de cor aqui e ali. Quatro anos antes, "Nada" já fazia isso. E olha que estamos falando de uma produção cubana (obviamente, não quero insinuar que o longa americano tenha se inspirado na película de Malberti).

Se, no campo da imagem, a fita de 2001 dá um show, no do som ela também não se descuida. Os ruídos e as músicas são trabalhadas de forma inteligente, por vezes enganando e surpreendendo o espectador. Um belo trabalho do ponto de vista estético, uma união entre arte e indústria.

E quando se fala da narrativa, "Nada" também é muito inovador: mistura o drama mais tocante com a comédia mais escrachada, os personagens mais profundos com os mais caricatos, é uma miscelânea de cinema live-action, animação e linguagem de video-clipe. Mas não se preocupe porque essa bagunça proposital não atrapalha a inteligibilidade da estória:

Carla Pérez (loira também, mas não a do É o Tchan), interpretada por Thais Valdés, é uma funcionária dos Correios que furta cartas para reescrevê-las, as reenviando depois. Acredita que presta um serviço às pessoas ao descortinar os verdadeiros sentimentos destas, cobertos pelo recalque. Mas ela própria é mal resolvida, e quando a possibilidade de emigrar para os Estados Unidos bate à porta, ela se vê diante de uma encruzilhada: tratar dos seus problemas ou dos dos outros?

Como já constatado em outros filmes exibidos esse ano pelo Sala Escura, o cinema cubano é, sim, um espaço de críticas.

"Nada" recebeu, entre outros, o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cartagena (Colômbia) e o de Melhor Primeira Obra no Festival de Havana. Além disso, participou da Quinzena de Realizadores em Cannes (2002), e foi indicado ao Goya (Espanha) de Melhor Filme Estrangeiro em Língua Espanhola e ao prêmio de Melhor Filme no Festival de Flandres (Bélgica). Uma obra super-premiada e inovadora em seu formato.

Quando e onde?

13/08/2009 (quinta-feira), às 18h30, na Cinemateca do MAM.

Av. Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro.

Entrada franca!

Não poderei ir. Mas fica a dica pra vocês.

* * *

Tou meio ferrada de trabalho, mas agradeço as participações do concurso e anunciarei em breve quem levará o livro.

Coincidência ou não, todos os comentários participantes são do pessoal de Niterói. He, he.

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E por falar em longa para o mercado internacional, 'À Deriva', de Heitor Dhalia, é lindo. Seu filme anterior, 'O Cheiro do Ralo', era esquisitão, baseado numa história de Lourenço Mutarelli, e não me surpreende que F. tenha dito outro dia que Dhalia não consegue mais verba para filmar. 'O Cheiro do Ralo' não é o filme mais comercial do mundo. A bem da verdade 'À Deriva' também não é.

Mas 'À Deriva' é uma história universal, que poderia se passar no Guarujá, em Cabo Frio, Búzios ou na Côte D'Azur. Durante as férias na casa de praia, a jovem Filipa (a excelente Laura Neiva) vê o casamento de seus pais ruir, ao mesmo tempo em que tem que lidar com todos aqueles dramas adolescentes: a descoberta de sua sexualidade e a descoberta de que o mundo adulto é feito de aparências e hipocrisias. E, apesar da praia, dos adolescentes e de Cauã Raymond, 'À Deriva' está longe de ser um filme leve e ensolarado: a separação de Mathias (Vincent Cassel) e Clarice (Deborah Bloch, perfeita no papel de mulher de francês) é tensa e dramática, ajudada pela trilha espetacular. O espectador é jogado no auge de uma história de falta de comunicação com pelo menos uns quinze anos de ruído entre as partes, e acompanha de perto suas consequências. Como quem não sabe se comunicar não sabe mesmo, os pais de Filipa estão ocupados demais de seus próprios problemas para perceberem que sua filha cresceu. E Filipa, ocupada demais com sua adolescência para entender o que realmente está em jogo.

Não se deixem enganar pelo trailer, que mostra apenas um draminha passado na praia. A tensão do filme só não é mais agoniante porque as belíssimas paisagens aliviam a claustrofobia interna em que se meteram os personagens. É tudo tão lindo e arejado que até contrabalança a sensação de sufoco que a história do filme te leva a sentir.

Aliás, palmas para a produção de arte: sem que se mencione o ano em que a trama se passa, cada mínimo detalhe remete ao começo dos anos 80 - sem exageros e afetações, como realmente era na época, e com sua verossimilhança reforçada pela película 16mm em que o filme foi rodado e pelo filtro meio amarelado. Ok, a produção de elenco pecou um pouco por botar umas duas barriguinhas saradas no filme - mas não compromete. Garanto.

Garanto e recomendo. Veja enquanto ainda está em cartaz. E cante 'Be My Baby' para a pessoa ao seu lado, ainda que você não o (a) conheça. Fará bem.

* * *
Continuem participando da promo do post aí embaixo: o livro 'Uma paixão por cultura' é ótimo e eu realmente quero saber qual foi o filme cabeça que você tem vergonha de admitir que não viu (ou não gostou). Me sinto muito sozinha não gostando (ou não entendendo) '2001'. Sua vez de contar.

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