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carnaval de 87 ou 88?
Alala-ô!

Lounge está em clima de carnaval, e recomenda que os queridos leitores aproveitem as festividades momescas com responsabilidade: camisinha e muita água, pra não desidratar nesse calor.

* * *

Vi isso hoje de manhã:

e achei quase tão genial quanto isso aqui:

Sabe como é, uma letra edificante e poética. Mas Latino que me perdoe: Neguinho é Neguinho. Aqui na sede campestre da maison Amancio-Mesquita tá todo mundo ouvindo 'Mulher, mulher, mulher'. Animal feelings:

* * *

E aí? Qual vai ser? Bloco, baile ou botar em dia os indicados a melhor filme no Oscar deste ano?

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Antes de conhecer (e por 'conhecer' quero dizer 'ter contato mais íntimo com') o namorado, pedi referências pra alguns amigos em comum (que descobri serem amigos em comum pelo Facebook). E tenho certeza de que já fiz isso anteriormente, com outros caras. E sei bem que você, leitor ou leitora de Lounge, também já pediu referências para amigos em comum com o (a) pretendente. ou que esses amigos em comum foram justamente os cupidos. Normal, né? Vai que sua cara-metade é um serial killer? Que sua namorada nova é conhecida nas internas como 'viúva negra'? Boas referências são tudo nessa vida, minha gente.

"Thread", aparentemente (foi mal, galera, mas só me cadastro agora se for pra fazer a cupida), dá de mil a zero nos outros sites de namoro na internet, porque se propõe a fazer seus amigos em comum de cupidos - diferente do Par Perfeito e de tantos outros, que te recomendam um pagodeiro 10 anos mais velho do que você marcou no campo 'idade máxima', fã de carros tunados e você, que prefere usar bicicleta como meio de transporte para a vida, fica ligeiramente chocada quando vê a chamada "perfil 100% compatível com o seu".

Tou fora. Mas se solteira estivesse, dentro do Thread eu estaria. De qualquer forma, se você estiver lá e vir qualquer pessoa na minha lista de contatos que não seja o Cid Mesquita, diz aê que eu mando a letra pra você. He, he.

Ensaio da Orquestra Voadora
Ou então você espera o carnaval pra conhecer um monte de gente!

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Agora sou uma mulher comprometida. Comprometidíssima, aliás. Depois de anos quebrando a cara com os caras errados, fez-se a luz:
a) eu precisava mesmo passar o tempo enquanto C. não aparecia na minha vida;
e b) eles tinham mesmo que ser os caras errados. E tinham mesmo que ir embora. Senão não teria como C. entrar.

OMG! He proposed!


O que faz todos os sites de autoajuda fazerem sentido: você precisa MESMO desapegar das coisas velhas que não servem mais, senão não abre espaço para as coisas novas. Tou sentindo os efeitos disso na prática, olha só.

* * *

No começo do namoro, cheguei a dizer para C. não se preocupar, que o único homem que abala minhas estruturas está na Califórnia e atende pelo nome de Jason Segel.

Jason 'Nick Andopolis' Segel.
Jason 'Peter Bretter' Segel.
Jason 'Eric, o ex-namorado psycho' Segel.

Pois sabe que nem Jason Segel me abala mais?

* * *

Mas que ele merece um post só pra ele, merece: depois de tornar uma canção sua um clássico e arrancar risadas até agora por causa disso; depois de virar roteirista do próximo filme dos Muppets graças ao número musical do Drácula... parece que o sujeito resolveu assumir seu lado músico/humorista.

E foi assim que Jason Segel foi visto num show do Maroon 5 e, dias depois, do Swell Season, cantando uma música de sua autoria:

Sente a letra:

It don't take long for this old man to form a habit
and I know some of the things I do, they just ain't right

So tell me would it be wrong
for me to use my celebrity status (- - - - - - - - - - - -> eu ri)
to make love to a Swell Season fan tonight

1-315-329-6673
But only call it if you need me [3x]

Now I know you're charmed by my lovely on screen persona (- - - - - - - - - - - -> eu ri de novo)
yes sweet and humble that's been my carreer

But wouldn't it be a shame
for you to miss this one time offer
to make love to Jason Segel this year

Please don't be scared if you've got bicurious feelings
I promise baby I won't ever tell

Bring your lesbian friend
to my swanky Los Angeles mansion
those who say that three is a crowd, they can go to hell

Remember when I was in that show
Freaks and Geeks
Well there were no special effects
No, no special effects
So if you thought I was sweet, well yeah I'm really that sweet

Remember when I showed my penis in
Forgetting Sarah Marshall
Well there were no special effects (- - - - - - - - - - - -> a plateia foi ao delírio)
No, no special effects
So if you liked what you saw
well that's exactly what I'm working with

1-315-329-6673
But only call it if you need me
315-329-6673
But only call if you're disease free (- - - - - - - - - - - -> eu ri. vou pro inferno?)
315-329-6673
But only call it if you need me

Remember when I showed my penis in
Forgetting Sarah Marshall
Well there were no special effects
No, no special effects
So if you thought it was small
if you thought it was small
well then your boyfriend
is probably
not white.

* * *

Po, Jason. Agora eu tenho dono. Mas fica o recado pra mulherada, então. Porque Lounge quer fazer você feliz.

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A primeira década do século XXI se aproxima do fim. Difícil uma banda de rock não reciclar algo que já foi feito antes. E mesmo quando se trata de algo novo, quase original, falta consistência, tesão, atitude - no sentido de "ei, isso é rock'n'roll. Como assim vocês não se divertiram fazendo esse disco?"

Precisou que uns tiozões tivessem a coragem de fazer o disco que nenhuma das bandas cujos integrantes têm, de idade, pelo menos dez anos a menos do que eles têm de carreira. Mas é oficial: o Disco de Rock desta década acaba de vazar na internet e se chama 'Sonic Boom'.

Sim, eu adoro o Kiss. Não, eles não são minha banda favorita. Minha comoção é mesmo por 'Sonic Boom' ser O Disco de Rock Perfeito, redondinho, canalha, safado e picareta, como todo bom disco de rock deveria ser.

Não que 'Sonic Boom' comece fraco. 'Modern Day Delilah' é um hard rock sarapa, típico de uma banda com quase 40 anos de estrada. Boa música, mas não emociona, você pensa 'ahn, ok, os caras estão velhos. Dá um desconto'. 'Russian Roulette' dá uma sensação parecida, mas você percebe que aí tem. A coisa começa a esquentar. Então entra 'Never Enough'.


(alguém aí me avisa se tirarem o áudio desse vídeo? grata!)

Bicho, FODEU A MARIOLA. 'Never Enough' é, definitivamente, um hit. É a nova 'Plaster Caster'. Que riffs! Que refrão! Que conjunto da obra! Sim, parece algo que você já ouviu anteriormente: é bom que se lembre, 'Sonic Boom' é um disco do Kiss, e OBVIAMENTE soa como Kiss. Sabiamente, a nova turma de Gene e Paul não tem a menor intenção de reinventar a roda ou fazer algo novo. Subverter? Fazer um disco sem guitarras? Experimentar? Inovar? Pra quê? Esses caras reinam absolutos no que fazem, caramba! Nesse disco, o Kiss faz o que sabe fazer melhor: músicas como 'Yes I know (nobody's perfect)':

Bateria. Riff de guitarra. O riff te cativa, a base entra, o baixo te pega de jeito e Gene te manda tirar a roupa porque ninguém é perfeito mesmo. MEU DEUS. Quando foi a última vez que isso aconteceu num disco de rock? Cadê a safadeza crua e direta? O que eu tou vendo é um bando de moleque cheio de vergonha na cara, parece que estão devendo algo a alguém. Todo mundo muito bem comportado. Aí vem o Kiss e faz isso, sem um pingo de vergonha na cara. E emenda com 'Stand'.


(ME ABANA!!!!!! tou passando mal de emoção!!)

Ok, mais um hit. Não. 'Stand' é *O* hit. Uma linda mensagem de amor e amizade (estarei sempre do seu lado, você sempre terá um amigo), um dueto Gene Simmons e Paul Stanley, um refrão singalong com gritinhos ("when you NEED me!"), mudanças na melodia no meio da música para preparar para os 3min da música.

Chegou nos 3:00?

Sim.

Eles fizeram isso. Eles tiveram a audácia de fazer isso. O dedilhadinho. As três vozes pianinho. A volta à la 'God Gave rock'n'roll to you', a narração frenética de Gene. Can you feel it? Fiquei arrepiada aqui, nunca vi ninguém com menos de 40 anos fazer um negócio desses. O disco podia até terminar, depois dessa - mas não! Não! Mais uma rodada de hits pra galëre!!

Depois de 'Stand', 'Hot and Cold' parece até ser menos genial...

...mas não!! Não! Ela é um rock'n'roll básico e sem firulas que te prepara para o PETARDO seguinte! E eu duvido que você não fique com o refrão de 'All for the glory' por dias na cabeça:

E eu aqui pensando 'Chega, Gene Simmons! Tá bom, Paul Stanley! Já podem tirar de dentro!!!!!!!', mas nããããããoooooo!!! 'Danger us' ESTUPRA na sequência, é seguida por 'I'm an animal' (e você lá, meio sem acreditar que eles realmente estão fazendo isso, é muita coragem! Muita audácia) e então vem 'When Lightning Strikes' com seu cowbell VIOLENTO durante os primeiros 50 segundos da música:

COWBELL VIOLENTO, MINHA GENTE!!!

Então DEPOIS de 'Say yeah' você descansa, pede uma água, acende um cigarro (pra quem é de cigarro) e reflete sobre o que acabou de acontecer. Coloca novamente o disco pra rodar (eu sou velha, po. Na minha época, disco ainda rodava) e se arrepia novamente com a prova de que o Kiss ainda reina absoluto - numa época em que álbuns são lançados, você ouve quatro ou cinco músicas compulsivamente e ignora as outras, é inacreditável e inadmissível que ninguém tenha feito um disco tão cheio de HITS PERFEITOS do início ao fim - e daí que é picaretagem pura? E daí que 'Sonic Boom' tem todos os grandes clichês do rock'n'roll? Isso só faz ser mais perfeito, mais redondo, mais representativo do gênero. E lá vou eu pra mais uma rodada de 'Sonic Boom'. O melhor disco de rock da década.

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- Conhece alguém que escreva sobre sexo?
- Eu, ué.
- Tá a fim de ler 'A Outra Vida de Catherine M.'?
- Manda! Livro nunca é demais.

* * *

"Pandora engoliu em seco. A rigidez do corpo dele contra o seu era quase insuportável de tão boa... Nunca se sentira tão feminina antes.
Não demorou e experimentou, com uma intensidade espantosa, todas as curvas de seu corpo, os seios, as nádegas, as coxas, sendo acariciadas por ele. A penugem do peito moreno roçava seus mamilos intumescidos, dando-lhe arrepios.

(...)

Desceu mais um pouco e passou a explorá-la nas partes íntimas. Pandora gemeu ao sentir que ele a penetrava com um dos dedos e a massageava por dentro. Recostou a cabeça no ombro largo, entregando-se. As sensações eram inacreditáveis".

Catherine Millet escreve livros adultos, definitivamente adultos, mas essa putaria toda aí em cima foi, na verdade, extraída da pepita de ouro literária 'O Príncipe do Deserto', de autoria de Iris Johansen, publicada pela milenar coleção de romances Sabrina. Não espere ler sobre sexo em 'A Outra Vida de Catherine M.', cuja autora fala, no máximo, em fornicação. Para ler sobre movimentos sensuais e membros rígidos pressionados contra coxas roliças, favor se dirigir à banca de jornal mais próxima.

Por consideração a Catherine Millet, torço para que, apesar do tom autobiográfico de seu segundo romance em primeira pessoa, 'A Outra Vida de Catherine M.' seja tão ficção quanto os melhores livros em primeira pessoa de Paul Auster: a mulher é louca.

Veja bem: relacionamentos abertos existem aos montes, e até dão certo - porque são um acordo entre ambas as partes, que têm plena noção de que querem a mesma coisa. Catherine tem um relacionamento aberto e duradouro com Jacques, que dá certo desde que ela era uma garota aspirante a crítica de arte. Então, onde está o conflito - que faz com que você se interesse pelo livro a ponto de devorá-lo de uma só vez?

O conflito está dentro dela, que se rasga de ciúmes pelo homem, mesmo que seu discurso seja o de 'vamos levar um relacionamento aberto e sem neuras'. Em 'A outra vida', ela confessa todas as neuras e as crises de ciúme doentias por levar esse relacionamento aberto com o sujeito. São 197 páginas de paranóia, ciúmes e conflito. Veja bem.

Peraí, Catherine: ou você aceita e fica cool com isso, ou procura um relacionamento que não te machuque tanto. Isso aí é masoquismo. A maneira como você relata as paranóias e as crises que chegam a produzir sensacões físicas é digna da recomendação de um psiquatra.

* * *

De fato, o 'estilo sóbrio e elegante' descrito na orelha percorre as 197 páginas de pura necessidade de publicar um segundo livro. Dessas 197 páginas, imagine que umas 64 tenham algo a dizer - as outras 133 são descritivas demais, narrativas demais, Catherine te enrola horas em vez de chegar direto ao ponto.

Confesso, ler as aventuras de Pandora e Phillip, aquele que chega sem camisa em cima de um cavalo selvagem, escritas por uma dona que já está em seu vigésimo livro ruim, pode não ser mais elegante - mas diverte, tem reviravoltas e um vocabulário que eu jamais cogitaria ler. Gosto de ser surpreendida por arte.

Mas e Cat-cat? Perdi meu tempo lendo?

Não. Lembra de 'Inconscientes', comédia genial que fazia troça dos estudos psicanalíticos sobre histeria e, ao mesmo tempo, era uma ode à referida linha de estudos? 'A Outra vida de Catherine Millet' nem chega a ser uma ode sobre alguma coisa, mas consigo encaixar direitinho o livro na seção de psicanálise. Imagino professores do segundo período de psicologia pedindo que os alunos leiam e analisem a personagem. Depois, que eles leiam e analisem a autora, que publicou 197 páginas escrevendo mais do que contando uma história.

Também me senti inspirada por Catherine, o que sempre é bom. Quando um autor te inspira a fazer sua própria arte, o a tua vontade de criação, é porque a obra não foi em vão: ela teve um motivo, um propósito.

Obrigada, Cath-M. Agora eu acredito que sei escrever.

Não acredito que sua intenção tenha sido essa. Mas isso é a subjetividade da arte: é o espectador interpreta como lhe convém, baseado em suas experiências pessoais e em todo o seu histórico de vida, seu processo de subjetivação.

É isso, galera. Agora não tenho mais desculpas. Meu primeiro livro vem aí.

* * *

Literatura adulta por literatura adulta, leiam a coluna de Verônica Volúpia no Bolsa de Mulher! Membros rígidos e mamilos intumescidos em profusão! He, he.

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De uma loja japonesa de gadgets que você nunca pensou que existiriam, cliquei num banner e acabei indo parar numa loja japonesa de gadgets eróticos que você não somente nunca imaginou que existiriam, como pode ter, ao descobrir que existem, ideias tão diversas como "ei, como nunca pensei nisso antes?" - como os Onacups, repositórios laváveis praqueles dias que tua garota te deixa na mão - até "não, não, minha religião não permite isso". Como, por exmeplo, um cosplay de coelhinho ou essa máscara assustadora.

As bonecas, antes infláveis, ganham agora nuances tão realistas que chegam a meter medo. Mas o mais bizarro são as partes que interessam. AVULSAS. Nem o mais surrealista dos artistas imaginou a gatinha Triple Pleasure. Pesadelos garantidos, cara! Sinishtro...

* * *

Para as bonecas completas, você tem acessórios opcionais, como xampu e saco de dormir. C'est uncroyable, minha gente.

* * *

Para moças, a linha de vibradores e massageadores é mais sutil e parece bem animadora, tirando, é claro, o clássico vibrador da Hello Kitty, que de onde eu venho não faz sentido nenhum - é fetiche demais pro meu gosto. Tou fora.

* * *

E pra você, garotinho juvenil que às vezes passa por aqui, que tal essas camisinhas Bling Bling? Tou dentro.

Tou fora.

Tou dentro.

Ha ha, piada velha.

* * *

Mas o melhor de tudo é que a KanojoToys tem um CANAL NO YOUTUBE. A sutileza desse comercial do ona-cap EGG é incrível:

Tá. Chega por hoje. Tenham uma boa semana, lov u all. E se alguém esbarrar com um pacote de camisinhas bling bling por aí, aceito um pacotinho desses. Lacrado, claro. Baaahhh, mas eu tou engraçadinha hoje...

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Elvis Presley e Ann-Margret fazendo a dança do acasalamento em 'Viva Las Vegas'.

Rapazes, aprendam: assim se conquista uma dama. Reparem como Ann-Margret fica possuída com os encantos do jovem de Tupelo, Mississipi.

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A julgar pelas minhas companhias mais recentes/atuais, meu sonho da família própria ainda deve demorar mais um pouquinho - o ceticismo da casa dos 30 me impede de acreditar naqueles romances cinematográficos que, em duas semanas, terminam no altar (ou com a intenção disso).

De qualquer forma, casamento tem sido a palavra recorrente na família, de várias partes da família, inclusive, nos últimos tempos. Já tou ficando expert em casamentos alheios.

Como não espero ser surpreendida pelo futuro pai dos meus filhos tão cedo, fica a dica para as mocinhas casadoiras de agora: os melhores bem-casados que já comi EVER são da Dauira, de Niterói. Telefones: 21-2722-7330, 21-9999-1506 e 21-2710-9540. E olha que eu nem conheço a Dauira, mas achei de bom tom recomendar aqui: cuidadosamente embalados para não amassar, fofinhos, macios e recheio cremoso. Delicinha.

Noivas, fica a dica.

(em tempos de combo Dia dos Namorados / Santo Antônio no dia seguinte, nada mais apropriado)

* * *

Por que eu gosto do someecards:

E se o garotinho juvenil estiver na cidade durante a próxima wedding season, já sabe.

* * *

Agora, se você, amiga, já tiver superado a fase do 'amigo especial' - mas ainda precisa de uns ajustes até pensar em casamento - vale assistir a esses vídeos que ensinam como reconhecer o problema do seu garoto e, na sequência, como adestrar o moço direitinho. Afinal, se oferecer pra ajudar a lavar a louça, arrumar a cama enquanto você prepara o café da manhã e esquecer da mãe dele quando estiver contigo são coisas quase tão fundamentais como te amar.

(rapazes não estão livres de rir desses vídeos. sério. diversão garantida para toda a família)

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Essa matéria do Luxury Spot é bem sintomática: a gente reclama deles. A gente fica mal por causa deles. A gente faz blog pra falar mal... ops, eu posso até ter uns surtos de paixonite de vez em quando, mas não falo mal do gato no blog não (seja ele quem for) - só que, se olhar por aí, tem uma galera que conta histórias escabrosíssimas que os tais palhaços rapazes aprontaram.

E o que eu adorei nessa matéria é que as histórias são realmente escabrosas, mas há o reconhecimento de que grande parte envolve um certo grau de... ahem... probleminha da parte das mulheres. Porque quem trepa com um cara que mal conhece sabe que está sujeita a roubadas, ou pelo menos devia saber. Porque álcool compromete seriamente parte do critério de uns e da noção de outros, então se uma das partes está bebum, você devia saber o que vem por aí. Porque surtos psicóticos existem e ninguém está livre, mas sair com um cara três vezes dá tempo suficiente pra saber que ele não tem noção ou que mora com a mãe, ou tem uma ex namorada que não superou, ou que foi parar no tribunal duas vezes por agressão física, não trabalha, cheira, é suicida ou o que quer que seja que incomode a moça. E continua saindo. E namora. E passa dois, seis meses, três anos com o cara. Então tá, né?

Tudo bem, normal, às vezes a gente faz isso por carência, por falta de roupa pra passar ou de casa pra varrer. E pode demorar um encontro ou seis meses, mas fatalmente as coisas não saem como o previsto e a gente pode até passar dias chorando, sabe? Mas reclamar de algo que não seja nossa própria insistência em procurar ou aceitar situações bizarras, culpando o caboclo? Sei. E depois eles é que são palhaços.



Lia ultimamente não tem tido motivo algum pra reclamar! A vida é boa e a cozinha está um brinco!


(tou escrevendo um post sobre o documentário fodão sobre Wilson Simonal, mas como o fim de semana será passado quase inteiramente offline, assistam a "Ninguém sabe o duro que dei" ASAP mesmo que vocês não gostem da música de Simonal, porque o filme é uma aula de documentário. E voltem depois. Tou aqui. Beijos, L.)

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Você, garotinho juvenil, solteiraço e amante da boa vida e das boas mulheres, que tem a felicidade de ter seu abatedouro cantinho próprio, longe da vista dos pais, onde você pode fazer (e levar) o que (quem) bem entender: quer conquistar DE VEZ a gata dormir com uma diva e não acordar com o Alice Cooper, e ainda mostrar como é um rapaz precavido e preocupado em tratar bem as moças?

Além do bom e velho (e indispensável!) pacote de preservativos, o kit-gata ideal tem sempre um frasco de demaquilante para os olhos. Acho que ninguém nunca pensou nisso. Acho que pode ser legal, hein?

Fica a dica.

(obrigada, F.V., pelo adendo)

* * *
Sabe o James Franco?

Bom, você certamente já viu o James Franco - o filho do duende verde. Sabe o duende verde? Então. Eu sei que você sabe quem é o James Franco - qualquer dúvida, o Imdb explica.

Só fui reparar mesmo no James Franco depois de ver a primeira e única temporada de Freaks and Geeks, aquela série que, de tão sensacional, não passou da primeira temporada. Foi um mês e meio intensivo com James Franco de Daniel Desario me acompanhando todo fim de semana aqui em casa. E quem era Daniel Desario? Ah, um dos maconheiros, roqueiros, stoners e alternativos da escola.

Daí, anos depois, numa espécie de 'Freaks and Geeks 10 anos depois', o sujeito me aparece (do lado de Seth Rogen e dirigido por Judd Apatow, aliás) fazendo praticamente o mesmo papel - mas dez anos depois - no surreal 'Pineapple Express', aqui toscamente traduzido como 'Segurando as Pontas', uma espécie de cruza de Grande Lebowski com Pulp Fiction, que resulta num filme que não faz muito sentido - e que necessita um senso de humor muito deturpado do espectador, pra ser considerado bom.

Eu adorei, aliás.

Daí agora, com a notícia da produção de 'Your Highness' (como tá teu inglês pra entender a piada do título, hein?) o cara me aparece com essa piada p(r)onta:

L.: James Franco está se especializando em fazer filme de maconheiro:
F.: vai ficar marcado
L.: agora só vão chamar o James Franco pra fazer filmes BASEADOS nesse assunto. Ele vai ficar QUEIMADO.
F.: só vai conseguir PONTAS

Entendeu o que eu chamo de senso de humor?

Ok. Tava só checando. Agora um minuto de silêncio pelo fim da Revista SET, ok? Ela me ensinou muitas coisas. Uma pena que não conseguiu competir com feeds e sites de cinema. Vamos lá. Um minuto de silêncio.

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Não.

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Aos 17 anos, eu ainda não sabia se era a nerd meio lerdinha, que em vez de jogar handebol participava das olimpíadas da escola jogando xadrez, que participava de torneios de matemática e era muito zoada pelas próprias amigas por ainda me relacionar com o pessoal UBER GEEK (numa época em que nem 'nerd' nem 'geek' eram termos muito populares), ou se era a descoladinha de all-star rabiscado, mochila rabiscada, camisa xadrez, cabelo pintado de verde e, oh, yeah, deu pro grunge mais cobiçado da escola no segundo ano.

I just don't fit in

Too much information? Quando voltei da França, às vésperas de completar 19 anos, ouvi por aí rumores de que eu tinha viajado pra ter meu filho lá. E a fama não era injustificada. No entanto, passei em 2º lugar para a faculdade. De Belas Artes, verdade, mas pra faculdade.

(sobem os créditos)

Freaks_and_Geeks



Bad Reputation - Joan Jett
More at MP3-Codes.com


Amigo Felipe sabe das coisas. "Lia, você tem que ver 'Freaks & Geeks'". Não botei muita fé, nunca fui de acompanhar séries e muito menos cultuar as já finadas - mas o rapaz, leitor antigo, tem crédito de sobra na praça. Vamos lá. E fora o fato de meio mundo achar a Linda Cardellini a minha cara (o nariz arrebitado, o rodamoinho no meio da testa? Vai saber!), tirando toda a questão familiar (ora, não existe família mais cool que a minha!!), me identifiquei com a Lindsay a ponto de me apegar a uma finada série de tv aos 30 anos de idade. Não tem gente que bate no peito com orgulho e diz "Eu sou idêntica a Miranda, de Sex & The City"? Pois eu bato no peito com um certo constrangimento e digo "A Lindsay, cara, era eu".

O amigo tá com crédito até as próximas três encarnações.

Então toda vez que Joan Jett começa a cantar 'Bad Reputation', dá um arrepiozinho de "ok, desliguem os telefones, estou entrando numa máquina do tempo para rever mais um pedaço da minha adolescência (que, ainda bem, passa) e já volto".

freaks_and_geeks_dvd

Meus amigos grunges, minha amiga uber geek que hoje faz teatro, meu irmão mais novo, que eu amo amo amo de paixão, mas não perdia uma oportunidade de sacanear o menino...

Mesmo as cenas das traumáticas partidas de dodgeball, que na série são mostradas como esporte de menino... deus, me lembro como se fosse hoje daquelas infames partidas de queimado!

Claro, eu não sou especial: todo mundo que já foi adolescente, minto, todo mundo QUE IMPORTA que já foi adolescente já passou por aquilo tudo: a olimpíada de matemática, o porradobol, o constrangimento no vestiário, os amigos maconheiros, a banda que durou três ensaios, a possibilidade aparentemente real de nunca fazer sexo na vida (porque as garotas não te olham, porque os caras são todos uns bundões e você espera pelo 'cara certo'), o amigo esquisitão jogador de RPG, a sensação de não se encaixar em nenhuma turma.

* * *

Podia ser apenas mais uma série de tv que não passou da primeira temporada, mas... os motivos que fizeram com que Freaks & Geeks não tivesse passado da primeira temporada é que a fazem especial. Fala-se abertamente de drogas, sexo, álcool e as melhores bandas do universo (gente, que trilha sonora é aquela??), as famílias todas têm um grau de disfuncionalidade (obviamente as famílias mais normais e mais caretas são as mais estranhas), os geeks levam porrada, as tiradas ultrapassam o limite da acidez, tem personagem deficiente mental sendo sacaneado, tem aspirante a comediante judeu... era tão bom e tão real que, num mundo onde turmas de adolescentes ricaços de Beverly Hills fazem o maior sucesso durante décadas, com direito a spin off e reedição, não podia mesmo dar certo.

* * *

Todo mundo ali cresceu e virou cool pra caramba: Linda Cardellini virou a Velma (musa geek, ou não?), James Franco virou Duende Verde, Jason Segel e Seth Rogen continuaram trabalhando com Judd Apatow (Seth Rogen e James Franco estão com ele até hoje, aliás) e teve uma galera em Superbad, o que leva a crer seriamente que 'Freaks and Geeks' foi uma escola e tanto para elenco e produção - só gente boa dando voz aos... aos... a nós... aos... bem, tu entendeu.

* * *

A cada episódio que passa, me dá uma dorzinha no coração de chegar mais perto do final. Porque, apesar de nunca ter visto 'Lost', não ter acompanhado 'Friends' e de ter passado bons trinta anos da minha vida tentando me encaixar em alguma turma, finalmente achei uma série onde todo mundo me entende.

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