Segunda passada, Xangai tomou-lhe na lata a maior chuva dos últimos 130 anos, cortesia de um desses furacões que volta e meia avisam que vai fazer e acontecer e, na hora, nada.

Pois é, desta vez, veio. E bonito, começando com chuva paca às 4 da madrugada com direito a mil raios e trovões, seus sacripantas! A cidade parou, engarrafou, vazou, uma encrenca. Xangai é uma São Paulo (18,5 milhões de habitantes) numa área de Rio de Janeiro. Sentiu o caos?

Meu trajeto casa-universidade de 15 minutos se transformou em 3 horas se contarmos a 1 hora e vinte que demorou para pegar um táxi. Da Huai Hai Lu até a Honqiao Lu foram 30 minutos (geralmente são cinco), e aí 1 horinha inteirinha praticamente parados. As fotos são essas aí, com neguinho se virando. Quando o táxi não pode mais andar, foi a nossa vez: meia hora andando nesse cenário de fim do mundo tsunâmico, só faltando os meteoros caindo.

E quando finalmente chegamos na Donghua University, olha só que beleza! À esquerda, nosso Tom Lear com água pelas canelas em pleno campus.