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Você lê amanhã... na Art & Design!

A revista Art & Design é a mais conhecida publicação chinesa sobre design gráfico e ilustração. É através dela que venho descobrindo um design gráfico chinês, assim como de outros países asiáticos, de surpreendente qualidade. Além da cobertura local, todos os meses apresenta um breve apanhado do que sai publicado em revistas estrangeiras como Eye, Communication Arts, Novum etc – o que num país complicado quanto aos meios de se chegar à informação, é um alento e tanto – e volta e meia vejo pintando um gringo em suas páginas. Inclusive alguns bem familiares. No final de 2005 rolou uma extensa reportagem sobre design brasileiro, com direito a Rico Lins, Muti Randolph, Tonho e Jun Nakao, entre outros, e diversos trabalhos selecionados para a 7ª Bienal Brasileira de Design Gráfico – entre os quais o CD de Pedro Luís e A Parede, desenhado pela Nü-dés, para surpresa do próprio Billy! Ano passado foi a vez do Guilherme Marcondes dar uma entrevista falando de seus trabalhos e da animação brasileira, e dá-lhe Daniel Bueno, Lobo e companhia.

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Pois é, a edição deste mês (#88, Abril de 2007) da Art & Design traz em seis páginas uma entrevista ilustrada comigo. A editora me e-nviou algumas perguntas sobre minha vida na China e me pediu que respondesse através de ilustrações. Como o prazo era aquela coisa apertada de sempre, produzi duas ilustras preto-e-branco, duas páginas coloridas, e duas com um poutporri de trabalhos.

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As ilustras preto e branco ficaram socadas em uma página só (acima), junto duma rápida bio. A Como foi seu primeiro dia na China? respondi – citando visualmente Alex Raymond, Hergé e Steinberg – que estava achando que se achava que ia ao Loto Azul mais parecia ter chegado em Mingo City, no Planeta Mongo - uma referência a arquitetura e as proporções de Xangai.
Na outra ilustração, juntei O que você mais/menos gosta na China? em uma imagem só respondendo que é não conseguir ler os caracteres chineses... e se por um lado, como designer gráfico e curioso, tenho fome de informação, por outro este analfabetismo muito me estimula, me obrigando a repensar perspectivas e esquecer o que já sei.

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O que você faz na China? virou uma apresentação na qual explico que eu, Billy e Itamar somos professores no Raffles Design Insitute, que conta com 27 professores de 18 nacionalidades, que leciono há dez anos e em sala de aula frequentemente utilizo exemplos reais da minha experiência profissional.
Em Como a China influencia você? exemplifico como o ato/experiência de viajar é aplicado direta e indiretamente no fazer design, e que acredito que a China vai influenciar muito meu trabalho.
Apesar das duas fotos em que apareço estarem creditadas (portrait by Lara Grandi e a foto dos brazucas by C.S. Lim), cortaram a legenda dos trabalhos, que era design and illustration by Bruno Porto / Porto+Martinez designStudio work designed by Bruno Porto and Marcelo Martinez. Additonal design by Ainá Calia, Amanda Lianza, Daniel Morena, João Ferraz, Fernanda Valverde, Haroldo Portella and Rafael Camara.

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Foram mantidos, porém, os nomes dos estudantes cujos trabalhos utilizei para responder Como são seus alunos chineses?. Shanghai Loves Typography é um exercício de pesquisa que Billy e eu damos aqui nas aulas de Tipografia, baseado no poster do Memórias Tipográficas, para ampliar nos alunos a percepção e possibilidades reais do uso da tipografia. A legenda no box amarelo informa que a relação tipográfica ocidente/oriente talvez seja um dos grandes desafios no atual design gráfico chinês.
Na página final, O que acha da comida chinesa?. Respondo que a comida chinesa tem muitas faces... e pode ser bastante caliente, como descobri em algumas claudicantes oportunidades, e tasquei-me um dragão em chamas saindo da boca.

. . . . .

Ironicamente, depois que essa ilustra estava pronta e enviada, aprendi em um documentário sobre a Cidade Proibida (e minha tradutora Tracy confirmou mais tarde) que o dragão oriental está muito mais ligado a água do que ao fogo. É o símbolo máximo do Poder na China, tanto que apenas o Imperador podia usá-lo em suas roupas, e tinha livre acesso aos deuses. Diferente das suas manifestações ocidentais, não é uma besta que solta fogo pelas ventas: é do bem, sábio (um tanto cabeça dura, segundo ela) e da sua boca sai água. E em um país com apenas 11% de sua área cultivável e uma população imensa, água é importante pois significa colheita. Daí as formas ondulantes do dragão serem vistas em nuvens e rios.

Comments (2)

jo:

Esse rapaz vai longe...

FOI LONGE PRA CARAMBA
MORRO DE ORGULHO

Meia & Volta esbarro com a familia Vinicius+Carla=Bebe aqui por Ipanema.

Saudade
de voce e dos drop's

bjao
jo

Felipe:

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