May 19, 2008

Terremoto_ 1 semana depois

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O governo chinês pediu que hoje, segunda 19 de maio, a população fizesse três minutos de silêncio pelas vítimas do terremoto em Sichuan. Eu tinha aula de Investigation & Practice e avisei aos meus doze alunos, do último ano, que interromperíamos a aula na hora marcada mas voltaríamos em seguida. Às 2h28 uma sirene inidicou que até as 2h31 todos deveriam ficar em silêncio. Menos a sirene, e os carros, estacionados, buzinando. Foram os três minutos de silêncio mais barulhentos que já vi.

Os alunos na universidade ficaram todos quietos. Algumas turmas ficaram de pé com a cabeça baixa e olhos fechados, como que orando. Alguns alunos no corredor foram para a janela como que se para confirmar que a cidade parara. Os meus se limitaram a fechar os cadernos e olhar para baixo, para a mesa, para o nada.

Sirene silenciosa, voltamos a aula.

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Há a sensação de impotência diante de uma, qualquer, tragédia. Neste caso específico, há o sentimento, porém ele está sendo diferente para mim.

No dia seguinte ao ocorrido, quando o número de mortos já saíra das centenas e chegara aos milhares (mais sobre isso em seguida), passou-se pelos departamentos da universidade uma sacolinha (ok, urninha) de doações para a Cruz Vermelha. Doei, claro. Mas fiquei com uma sensação esquisita, pois acho que o problema aí/aqui não é dinheiro. O país China tem recursos. Em casos como o Tsunami de dois anos atrás ou do recente ciclone em Mianmar, a situação é diferente, e a grana faz diferença.

(Não que um campanha de doação na China não tenha suas, digamos, qualidades. Afinal, é um bilhão e meio de pessoas. Se apenas metade doasse 1 renminbizinho que seja, tem-se aí mais de cem milhões de dólares. E os chineses estão fazendo questão de doar, até a faxineira.)

Por toda a universidade e nos edifício empresariais e residenciais outras campanhas estão sendo feitas. O que se precisa, hoje, é de comida, roupas, remédios e barracas. Todos temos aquela blusa velha, lata de leite em pó etc, mas também não acho que isso seja "a" solução. Afinal, é muito mais jogo isso vir das indústrias têxteis, alimentícias e semelhantes - por preço de custo, que seja: ainda bato na tecla de que grana não é a encrenca. Até por que não é exatamente caro de se produzir coisas na China, não é verdade?

Individualmente, como ajudar? E mais: como designer gráfico, como ajudar? Uma indústria pode doar (ou fazer a preço de custo, a título de doação) o que produz. Prestador de serviço doa seu trabalho. Um arquiteto pode fazer o projeto de reconstrução da cidade, de uma escola, algo assim. Um designer de produto, o projeto de um kit de emergência (idéia de um dos professores daqui, o David Fox). Mas e o designer gráfico? Fizemos um brainstormingzinho entre os professores (idéia do Ian Norris, de Cingapura) e não saímos dos E se?... Cartazes para serem leiloados na internet? Mas dinheiro não é o problema. Um site com um banco de dados que ajudasse as pessoas a localizarem familiares e amigos? Mas informação na China é muito controlada. Chegamos, no máximo, ao projeto de uma série de templates para download gratuito de projetos de identidade, sinalização, cardápios etc que ajudassem os moradores a reconstruir sua economia. Nada muito factível, ou útil, na prática. Frustrou.

Ainda mais que há também a sensação de que, apesar da atual comoção nacional, em alguns meses (um ano, no máximo), esse povo vai ser esquecido.

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Outra coisa_ Detesto reforçar o coro de que a China exagera, a China mente, a China camufla, e tal, mas é realmente difícil descobrir os números (exatos ou aproximados) da tragédia. Cada jornal, canal de tv estrangeiro, comunicado oficial, ou o que o valha, prega um totalmente diferente. Enfim, isso não importa, tragédia é tragédia, sejam 8 mil, 30 mil ou 100 mil, não é?

A única coisa que me surpreendi em achar 'positiva' dessa história é que não tem como a China culpar alguém (a la Tibete) ou maquiar a história (como quando as pontes aqui caem por que são coladas com cuspe), por que dessa vez foi natural mesmo! E parece que estão dando abertura total para os reporteres estangeiros chegarem lá. Como disse lá em cima, dessa vez o sentimento é diferente. Neste mundo maluco (clichê número 1) em que vivemos (clichê número 2), em que tudo é culpa de alguém (do Osama, da imperícia da polícia, dos interesses escusos, do tráfico, do motorista bêbado, dos corruptos do PT), me espanto quando sinto um alívio por isto não ser culpa de ninguém.

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O designer curitibano Marcos Minini fez o cartaz postado lá em cima para o Semana em Cartaz da semana passada. É daqueles que deu para murmurar "queria ter feito...".

O Maravilhoso Mundo da Muóda :: 18 :: A Bizarrice Tipográfica da Semana

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Sapatos & Bolsas 'R Us

May 16, 2008

O Maravilhoso Mundo da Muóda :: 17 :: Coisas do Brasil

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Desfile da coleção da Enesoe Chan do estilista paulista José Chan (abaixo, à direita), professor do departamento de moda do Raffles Design Institute, produzido no Shanghai Studio pela francesa Delphine Loustau e com o auxílio bossanovístico da portuguesa Alexandra Cabral, ambas também professoras daqui.

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O Shanghai Studio é uma discreta (por fora, pelo menos) boite na Huai Hai Lu (onde moro) que era um bunker, meio Casa da Matriz, com vários quartinhos. O desfile aconteceu pelos corredores, e como foi anunciado com uma Noite Brasileira, quem viesse vestido de verde-amarelo ganhava um drink. Rolou o puro Alalaô!

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O evento foi badalado nas revistas semanais para gringos como SH e City Weekly...

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... que aproveitaram aquela semana para promover brasileirices por toda a cidade!

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O Maravilhoso Mundo da Muóda :: 16 :: Cartas para a redação

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Orgulho pouco é bobagem... Keka Muniz manda de Sampa algumas fotos (by Daniel Atarangy) das primeiras estampas que tem desenhado para a estilista Adriana Barra - recomendo logo ver no site, que é muito bacana!

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E como se não bastassem as roupas, esperem até ver como as ilustras ficarão sensacionais em geladeirinhas...

May 15, 2008

O Maravilhoso Mundo da Muóda :: 15 ::

A botinha abaixo pode ser o efeito Iron Man (e doutros filmes baseados em quadrinhos que vêm pipocando por aí) ou pode ser que só tenham descoberto Lichenstein agora:

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E no quesito Mundo Animal: crianças vítimas de Dupondtismo, um sapato de oncinha...

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... e um carro do Snoopy tão frufru que mete medo até no da Hello Kitty!

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May 13, 2008

Mauricio na China | Você lê amanhã... na Gibizada!

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E o Télio Navega manda o link para cá!

A Bizarrice Tipográfica da Semana | The Macau Edition

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Clichê para quem precisa, clichê para quem precisa de clichê!
Paris_Macau

Isso é que dá tascar Miami e Paris em Macau...

May 12, 2008

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Só para tranquilizar: o terremotão que sacudiu a China (sorry, inevitável) não foi sentido aqui em Xangai. Isto é, eu não senti nada, zá zuzo bem. Soube agora a noite que algumas empresas em Pudong e no Xintiandi foram evacuadas a tarde, teve gente que estava acima do 20º andar que andou "sentindo o abalo" mas tal qual o tufão, não chegou aqui em casa nem na universidade.

Em Pequim, Taipei e Hanói a história já foi diferente. E em Sichuan, a área atingida (que é conhecida por sua comida extremamente picante), 107 mortos e 34 feridos. E uma escola soterrada com 900 crianças. Segundo um especialista inglês que enchia linguiça na CNN, parece que há mais de trinta anos houve um terremoto bem menor (esse chegou a 7.8 graus na escala Richter!) que matou cerca de 250.000 pessoas.

May 11, 2008

Coisas do Brasil - Parte 36 D | Mauricio na China

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A palestra de Mauricio de Sousa no Raffles Design Institute de Xangai foi uma mistura de bate-papo informal (com professores e alunos) e apresentação/press-conference (para jornalistas, artistas gráficos e alguns representantes do setor de educação do governo chinês) do trabalho desenvolvido há quase cinco décadas pelo cartunista.

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Assim como na noite anterior, Mauricio foi apresentado pelo cônsul-geral do Brasil em Xangai, Marcos Caramuru de Paiva. A palestra foi em português, com tradução para chinês pela Julinha (e quando surgia uma pergunta em inglês eu dava uma força).

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Por duas horas, Mauricio falou de sua carreira (mostrando através de desenhos o desenvolvimento de personagens como Mônica, Cebolinha e Horácio) e motivações, seus novos projetos - os longas em animação 3D da Turma do Penadinho, Chico Bento e Horácio, e os novos gibis da Turma Mônica Jovem (em mangá) para adolescentes - e sobre criar personagens baseados em pessoas reais, como Pelezinho e Ronaldinho Gaúcho (e a experiência abortada com Maradona...).

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Todos os presentes ganharam revistas da Turma da Mônica em chinês e o DVD com curtas e trailers de animação. Dois alunos brasileiros do Raffles, Anna Mei e Ludwig, deram depoimentos para seus colegas sobre a importância de Mauricio de Sousa e a dimensão de sua obra no Brasil.

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Mesmo sem compreender totalmente o que era dito (uma palestra em três línguas seria confusa e cansativa) estudantes e professores de diversos países compareceram - afinal, a Turma da Mônica é publicada em quase quarenta países!

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E eu sai de lá com dois Pelezinhos: o de lá de cima, autografado no postal do evento, e este abaixo, que vai virar quadro aqui em casa!

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Photos by Markus Mons Kiwi, Fredrik Jönsson, Petter Eldin, Raquel Nolasco & BP.

May 10, 2008

Semana do Politicamente Incorreto | Playmobil Xangai

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Há poucos anos atrás, no Rio, comprei um Playmobil Fantasma apenas pelo non-sense da coisa: um brinquedo morto! Embaixo do lençol, que brilhava no escuro, ele era todo branquinho, um cadaverzinho sorrindo. Os Playmobis (desculpaê, não dá para pronunciar Playmobiles) são parte integrante da minha infância, e é com um sorriso no rosto que os reencontro gigantes por Xangai!

Playmobil_Shanghai

O problema é que eles tem ficado cada vez mais... esquisitos. Vi aqui uma variação mais assustadora do Fantasma, pois embaixo do lençol há um boneco com uma fantasia de Halloween de esqueleto. E também há um esqueleto-esqueleto mesmo! Bonecos Mortos Inc.!

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Topei também com um inútil Playmobil Estátua (em um cenário de gladiadores romanos) e com os dois da série Playmobil Village People que faltavam - já que o índio, o operário e o cowboy são clássicos!

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Mas tudo bem: sempre pode ser pior!

May 9, 2008

Super cartas para a redação

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Imediatamente após a dica do João Ferraz sobre um Super-Homem turco (que previsivelmente levou a outros links imperdíveis da pior qualidade), Itamar Medeiros manda a notícia de um Super-Homem chinês nos metrôs de Xangai:

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Pois aqui na China, entra-Spiderman-sai-Iron-Man, o Superman é o favorito da galera! Que digam minhas alunas Renee e Cherro (e tem ainda a dica que a Joana Coccareili postou), bem como este rapaz que encontrei em Macau:

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Foi lá também - mais especificamente em Coloane - que encontrei um jovem superboy chinês se divertindo nos brinquedos de um parquinho ao lado da praia. Imediatamente me lembrei de outros dois meninos (o de costas é meu irmão João Diniz) que em priscas eras faziam o mesmo.

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Aterro do Flamengo, meados da década de 1970

quem avisa = amigo é

Na sexta que vem, dia 16 às 10h, fechando a 6ª Semana de Design da UniverCidade organizada pelo IAV, rola um mesão redondo entre representantes de associações profissionais, com Bruno Lemgruber pela ADG Brasil e Marcelo Martinez pela SIB, além do Guto Índio da Costa (ABEDESIGN) e Ernesto Harsi (ADP) no Teatro da UniverCidade, Av. Epitácio Pessoa 1664 - Lagoa - Rio de Janeiro.

May 8, 2008

Coisas do Brasil - Parte 36 C | Mauricio na China

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Esquentando os tamborins para a palestra no Raffles Design Institute, Mauricio de Sousa teve um encontro com a comunidade brasileira na churrascaria Latina de Pudong. Apresentado pelo cônsul-geral do Brasil em Xangai, Marcos Caramuru de Paiva, Mauricio bateu papo, contou histórias, respondeu perguntas, desenhou (com & para as quase quarenta crianças brasileiras que estavam lá) e autografou por cerca de três horas! Ao final, encarou uma picanha (de não fazer feio ao Bistecão Ilustrado da SIB em Sampa!) e ganhou o cartaz da sua palestra no Raffles.

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E na Raffles_
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May 7, 2008

Loto Azul Turismo_ Coma-se com um barulho desses em Nanjing

Restaurante típico em Nanjing:

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Público selecionado, ambiente sofisticado, alimentos franqueados à inspeção dos clientes (no próprio salão), chá e cerveja quentes.

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Pontos positivos_ Pratos realmente fartos (destaque para os cogumelos, deliciosos) e mesas com design bacaninha, que permite deixar bolsas e apetrechos.

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May 5, 2008

Coisas do Brasil

E para você que achava o Rio violento...

(Outra estarrada do Télio)

E para você que gosta de pintura chinesa...

May 4, 2008

A Bizarrice Tipográfica da Semana

China Cola

Linda, não? Achei aqui!
E já avisei ao Claudio Rocha para reservar umas páginas da Tupigrafia 9!

Loto Azul Turismo_ Nanjing

Final de semana passada fomos a Nanjing (de trem, quase 3 horas) para um seminário de apresentação da nova área econômica da região, uma Pudong local. A única parte divertida é que mais uma vez erraram meu nome. Mas depois de ver este letreiro no estádio olímpico (não importa o que a Wikipedia diga), relevei.

Natatorium_Nanjing

Momento Cultura Geral_ Nanjing foi a capital da China por muitos séculos (Google > do século III ao VI, de 1368 a 1421 e de 1928 a 1937), de onde deriva seu nome: Nan=Sul, Jing=Capital. Beijing significa capital do norte. Peking e Nanking são os nomes cantoneses das cidades. (Éééé, é daí quem vem o nome da tinta preta inventada pelos chineses há mais de dois mil anos, o nanquim!!!)

Ticket_Nanjing

A cidade, que tem 4 milhões de habitantes, possui uma área verde invejável, ainda mais se comparada as demais cidades chinesas. Nosso cicerone lá foi o Jean, funcionário do governo chinês que morou de 2002 a 2004 no Rio, trabalhando no Consulado Chinês em Botafogo. Ele nos levou ao Parque Nacional da Montanha Zhongshan, e abaixo fala sobre o Mausoléu do Dr. Sun Yat-Sen, o fundador da República da China:

No teto e no chão do Mausoléu, a bandeira do Kuomintang. No interior do Mausoléu as fotos não são permitidas mas a gente faz o que pode.

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Atrás do Mausoléu há uma pequena mas bem completa exposição sobre sua construção, que durou de 1926 a 1929, e que terminou depois da morte de seu autor, o arquiteto chinês Lu Yanzhi.

ExposiçãoArquitetura_Nanjing

Os três primeiros colocados no concurso de projetos...

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... e as menções honorosas.

Mausoléus_Nanjing

. . . . . .

Porém, do ponto alto da viagem não foi possível tirar fotos.

Em 1937 Nanjing sofreu uma brutal invasão e ocupação japonesa. A China calcula mais de 300.000 mortos em um horror que durou seis semanas. As relações dos dois países ainda são estremecidas por conta deste fato (adicione aí as atrocidades cometidas pelo Japão contra milhares de mulheres de toda a Ásia durante a II Guerra), especialmente por que o Japão recusa-se a desculpar de maneira adequada (pelo ponto de vista chinês, e me explicaram que isso é uma questão de diferenças entre os idiomas), a aceitar este número de mortos, e mesmo a admitir que foram cometidos pilhagens, estupros e assassinatos nas proporções apresentadas pelos chineses.

Ano passado foram concluídas obras de expansão do Memorial do Massacre de Nanquim. Inicialmente não tinha nenhuma vontade de ir ("coisa mais deprê") mas achei que era um simple memorial, vamos lá, oras. Não é. É enooorme, coisa de 3 a 4 horas de visita se fossemos parando e lendo tudo!

É um dos museus e/ou exposições mais sensacionais a que já fui. Me surpreendi de não ter saído de lá deprimido. Chocado, sim, mas deprimido não. O museu em si não é deprê. Há algo sobre "perdoar sim, esquecer não" que rege a experiência de visitá-lo. O memorial usa e abusa de bela cenografia e efeitos sonoros que te transportam para Nanjing em 1937, atravé de fotos, vídeos, objetos, estátuas, qualidade Epcot Center de tão bom. Design de primeira. Todas as legendas estão em chinês, inglês e japonês. O segundo andar é dedicado a outros conflitos asiáticos que de alguma forma envolveram Japão e China, e que ajudam a contextualizar as complicadas relações nesta região, e a o material de pesquisa sobre todo o assunto.

Covardia falar assim, e não mostrar nenhuma imagem, mas se vocês estiverem na China, vale, e muito, a visita.

May 3, 2008

Enquanto isso...

... já chegaram às lojas de DVD pirata o Iron Man, Street Kings e até o Forbidden Kingdom (que tem o Luquinha numa ponta). Mas o dono não nos deixou levar. A qualidade tá muito ruim, diz ele. Foram filmados do cinema, e são falados apenas em chinês. O Vantage Point que compramos semana passada tava com imagem legal mas com som capturado no cinema, ininteligível. Devolvido sem choro, mas infelizmente a cópia boa ainda não chegou. Assistir filmes na China pode ser brabeira, sô!

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E vem chegando o verão...

Cartas para a redação

Como não dava para ver na imagem da abertura da matéria Desenhando para fora no post anterior, Luis Marcelo Mendes manda a foto da André Stolarski (by Marcelo Pereira) que finalmente desvenda o mito stolarskiano.

spockarski

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