Happy Allways
O brasileiro é um povo muito estranho. Uma gente alegre, emotiva, vitalidade e energia positiva, mas quando se trata de compromissos, ele continua sendo furão. Me cansei de ir a encontros onde não se encontra ninguém. Estou no Brasil para um retiro espiritual, mas nao obstante, continuam me chamando para a sbórnia, e invariavelmente, nao encontro plicas.
Uma desconhecida me ligou no sábado, convocando-me para uma reunião de bloguentos em São Paulo. Dizia chamar-se Lucia Carvalho e que era minha leitora. Pensei: pobrezinha, vamos lá dar uma atençãozinha pra garota, já que se leitora minha é, qualquer problema deve ter. Iria para dar uma força moral a uma pobre alma. Ela me disse que iriam também dois amigos seus, Jayme Serva e Guga Alayon dos quais nunca ouvi falar e pior, também leitores meus. Voltei a pensar: epa, vai ser terapia de grupo.
Cheguei ao local combinado na hora exata, como é meu costume. Logo vi tratar-se de um antro perdido na selva de pedra, onde pobres infelizes se encontram para afogar suas mágoas em intermináveis goles de bebidas espirituosas.
A moça que me ligou, à minha pergunta sobre como iria reconhecê-los, me respondeu fornecendo-me um endereço internet, onde, disse-me, eu poderia ver as caras dos cujos. Foi com surpresa que constatei então que todos dessa turma usam o mesmo oculos em forma de tarja preta. Mil coisas me passaram pela mente, tentando imaginar que raça de tara seria aquela. Mas como com gente doida não se brinca, nebulizei os pensamentos e deixei pra lá.
Fiquei por duas horas procurando esses três inocentes, ao cabo das quais, resolvi sentar-me e tomar também algo, como todos os demais. E nada de aparecer alguém tarjado. E fui tomando todas. Me esqueci entretanto de me lembrar que nos bolsos carregava apenas o rolinho de papel higienico de emergência, o parafuso de estimação e vinte centavos de euro em moedas de um, para eventuais gorjetas chique.
O brasileiro é um povo realmente muito estranho. Diante de uma argumentação impecável, qual a minha, onde demonstrei que minha falta de dinheiro era absolutamente conjuntural, nada estrutural e que bons ventos me trariam de volta àquele bar para o devido acerto de contas, bastava que eles mantivessem alto o nivel da esperança, eles foram implacáveis e irredutíveis. Colocaram o próprio nivel de esperança ao nível do pavimento e me inflingiram uma espécie de tortura compensatória, metendo-me a lavar copos.
Sou um homem de mil habilidades. Porém este método primitivo de limpeza, me induziu à imperícia e com isso alguns copos foram quebrados. Cento e oitenta e quatro para ser exato. Isso inexplicavelmente pareceu enfurecer ainda mais o gerente. Pedi então para fazer uma ligação, pois isso era meu direito constitucional. Antes que pudesse terminar a palavra “constitucional”, fui elegantemente convidado a ir respirar o ar lá de fora.
O que posso dizer? Posso somente agradecer à Lucia, Jayme e Guga, pela tarde maravilhosa que me proporcionaram. Verdadeiro Happy Allways.
A seguir: Biajoni dorme às dez e Bloguentos indianos de São Paulo.
Comments
Me faz lembrar da roda de choro que organizamos em Paris há duas semanas. Depois de uma hora e meia de atraso em que os músicos não fazíamos outra coisa senão beber, um colega francês (também bêbado) soltou a seguinte sentença: "Os brasileiros são formidáveis, mas que bagunça! Eu pensava que os franceses fossem os piores, mas vocês!"
Mas a gente se entende...
Posted by: Paulo | março 30, 2007 2:24 PM
mais uma vez comprovada a hspitalidade paukista. o gerente fi a prova disso!
Posted by: anna | março 28, 2007 11:14 AM
Com todo respeito às respectivas patroas, só posso dizer que as fotos mostram que a "Mulher Misterio" ten olho clínico e Guga e Flavio teriam sido re-eleitos sexy bloggers, fácil, fácil, se a gente não tivesse desistido da competição ano passado por falta de novas opções! Benzadeus, meninos!
Espero que esteja tudo direitinho por aí, Flávio.
Beijos!
Posted by: Denise Arcoverde | março 24, 2007 2:41 AM
a foto com o segurança é a melhor! hahaha
abraço aí! :)
Posted by: Gejfin | março 22, 2007 8:24 PM
Todas as descrições igualmente comprometedoras.
hahaha!!!
Comentei porq gostei.
Beiju e ótima estada.
Posted by: Simy | março 21, 2007 3:21 PM
É, pelo jeito só a matriz ficou de fora, hehehe grandes festas, fotos em todos os blogs. abs
Posted by: D. Afonso XX o Chato | março 21, 2007 1:02 AM
ué, flávio, mas esses caras não são tudo indiano?
Posted by: franka | março 21, 2007 12:16 AM
Beta, o Flávio se confundiu... É que o narguile surgiu na Índia.
Posted by: João M. | março 20, 2007 9:19 PM
milton, errou. Eu sou o que tem cara de Jayme. ahahah
Posted by: gugala | março 20, 2007 6:07 PM
Hahaha, mas não são blogueiros indianos... São árabes! (rindo muito com a foto do segurança)
Posted by: Roberta de Felippe | março 20, 2007 4:21 PM
Que magavilha! [hehehe]
Posted by: Fábio | março 20, 2007 2:57 PM
além das tarjas pretas, você estava à procura de alguém com aquela "voz de pato" que sempre as acompanham?
a falta de crachás acaba levando a este tipo de escracho, o quê o povo lá das'Orópa vai pensar da gente?
ainda bem que você tentou dar exemplo a todos nós, garantindo seu sustento pondo a mão na massa, quer dizer, no caldinho de feijão e similares, mesmo que isso tenha te levado a um contato mais profundo com nossas raízes.
Posted by: boczon | março 20, 2007 2:45 PM
despenteado, como sempre.
tsc.
levou a viola?
contou que tocou com o japa no bar guei de pira?
:>/
Posted by: Biajoni | março 20, 2007 1:10 PM
Sensacional, Flavio. O Guga é o magrão grisalho? Tem uma incrível cara de Guga!
Abraços e saudades.
Posted by: Milton Ribeiro | março 20, 2007 12:33 PM
Se esse é o resultado de um retiro espiritual, nem quero imaginar o que acontece numa viagem de férias.
Posted by: Allan | março 20, 2007 4:09 AM
Legal vê-los sem tarja, tks.
Bjs
Posted by: Laura | março 20, 2007 3:00 AM
Taí um cara que eu queria conhecer, vc Flávio.
Bjão Laura
Posted by: Laura | março 20, 2007 2:58 AM
Flavio,
você é meu galã de fotonovela favorito! Mas se o senhor tiver a ousadia de ir embora sem me fazer aquela prometida visita ao Rio, estamos de relações rompidas. humpf.
Posted by: christiana | março 20, 2007 1:44 AM
Flavio, você poderia pagar a conta dando aulas particulares de italiano ao simpático homem de terno.
Posted by: jayme | março 19, 2007 9:19 PM
Ha ha ha, essa sessão de fotos ficou ótima - quase tão boa quanto a do Encontro Internacional da Itália. E pelo visto os cariocas estavam representados por aquele quadro do Rio de Janeiro na parede do bar.
Posted by: Leila | março 19, 2007 9:11 PM
PQP!! Acho que não quero ler o que você vai escrever sobre nós!!!!!
Posted by: Sandra | março 19, 2007 9:06 PM
Flávio desculpa te avisar só agora mas esse pessoal aí é craque em deixar a louça para os convidados lavar :)
Posted by: Marcia Kawabe | março 19, 2007 8:41 PM
Sorte que saí antes da conta final. E eu que pensei em te dar carona em troca de uma ajuda na gasosa. Escapei de mais este mico.
Temo ainda que seja barrado na sua volta pela alfândega italiana , e não por excesso de peso. ahahah
abraços paulistanos
Posted by: gugala | março 19, 2007 8:16 PM
Cara, acho que eu iria fazer companhia contigo na cozinha, e sacanagem mandaram vc lavar copos de feijão amigo, sacanagem...
Posted by: Carola Medina | março 19, 2007 8:01 PM
acho que foi a tarde de sábado mais engraçada dos últimos anos, hahaha.
te adoramos, flavio
volte!
Posted by: franka | março 19, 2007 7:44 PM