Anus Dominum
Biajoni é um escritor que promete. Mas não só promete, sabe também cobrar as promessas que outros lhe fazem. Eu lhe prometi que escreveria uma resenha de seu “Sexo Anal” e é já um ano que ele me aporrinha com isso. Como para se escrever uma resenha é preciso ler o livro e eu ainda não o tinha feito, só agora publico minhas impressões. Não que eu tenha lido o livro todo todo todo. Na verdade, um livro de Biajoni não precisa ser lido inteiro. Não sei como explicar, mas a gente sente que tem muita sabedoria ali. Bem, para aplacar a ira do gajo, aqui vai a minha crítica ao livro. Quando eu terminar de ler tudo, faço outra complementar.
Biajoni é a mais nova promessa do mundo editorial brasileiro no setor de auto ajuda. O seu guia completo para o Sexo Anal é muito abrangente e profundo. No inicio, pensei que estava relacionado aos problemas de quem faz sexo de ano em ano. Depois de algumas páginas, caiu a ficha e saquei que era um lance de sexo que se faz com o cu. Segundo as palavras do autor, em recente entrevista:
"importante frisar que Sexo Anal não é um guia para homossexuais (esses sabem muito bem como praticar tal modalidade), mas sim para FOMENTAR a prática entre pessoas de sexo diferentes"
Com essa frase, fiquei pensando um tempão sobre a questão dos sexos diferentes. Eu só conheço dois sexos, com algumas variantes. Ele pelo jeito conhece mais alguns diferentes. Bem, isso deve estar explicado mais adiante. Confesso, cheguei só até a página 12. Mas vamos avante, agora que comecei não posso parar.
Ao fazer esse convite ao prazer de retaguarda, Bia nos faz ver que o prazer pode ser extraido de onde costumamos extrair outras coisas, ainda que com prazer, mas sempre outras coisas são. Simplesmente genial isso, mesmo porque, em um mundo assim cheio de guerras e com o petróleo que sobe de preço a cada dia, quando alguém inova com estilo e propõe modelos desaglutinadores da pasmaceira, a felicidade parece possível e as mentes se introspectam e justamente, FOMENTAM sempre a partir de uma perspectiva fenomenológica intrínseca básica, do tipo aristotélico. Desculpe se me aprofundo nestas questões, mas o tema requer.
Além disso, eu particularmente gostei da parte em que o cara com o pênis enorme tem que dobrá-lo em dois para enfiar no estreito orifício anal da protagonista. Além disso, o cuidado com que foram feitas as ilustrações e o projeto gráfico, me deixaram entusiasmado. Sem falar do grande conteúdo didático da obra. Nunca vi tanta foto de cu em minha vida. E não é só. Para quem compra nas bancas, o livro vem com dois bonequinhos de papel cartão destacáveis, Luiz e Virgínia e um tubinho de gel. Com eles você pode simular situações descritas nas páginas em uma espécie de vodoo sexual, de concepção muito inteligente. Se os bonequinhos estragarem, é só mandar e-mail para o autor que ele repõe em 48 horas. Eu já estou no quarto set de marionetes. Virou mania aqui em casa, as crianças adoraram.
Em resumo, Sexo Anal de Luiz Biajoni é uma obra de mestre. Uma obra completa, que simplesmente não tem um furo, que não seja o da busanfa da mocinha.
Prometo que até o fim do ano termino de ler tudo.
Comments
Olá Flávio, maravilhosa sua crônica! Obrigado pela visita à SOPPA. No próximo dia 22, terça-feira, estamos organizando uma blogagem coletiva contra os escândalos na vida política e civil brasileira. Divulgue e participe por favor!
Posted by: PPRangel | agosto 19, 2006 5:00 PM
Hahahaha, não escreva nenhuma resenha sobre o Blog de Papel, OK?
Imagino isto saindo num jornal literário...
(Leste o Saramago?)
Posted by: Milton Ribeiro | agosto 8, 2006 1:48 PM
Gostei da parte dos bonequinhos de papel com gel lubrificante... hehehe, e melhor: com reposição pelo Autor. E aí, Bia, "vai dizer"?
Posted by: Cláudio Costa | agosto 6, 2006 12:59 AM
Você está proibido de comentar qualquer coisa que eu tenha escrito, falado ou pensado.
Posted by: Allan | agosto 5, 2006 4:06 AM
Sensacional.
Posted by: Bruno | agosto 4, 2006 1:59 PM
"...um livro de Biajoni não precisa ser lido inteiro."
Basta cheirá-lo.
Brincadeira,
eu gostei, Bia.
Posted by: gugala | agosto 4, 2006 1:35 PM
kakakaka o Bia merecia isso!! Beijus
Posted by: Luma | agosto 4, 2006 11:21 AM
Flavinho, você não existe mesmo!
Pena que minha viagem à Europa (como a de Bia), vai ficar limitada ao Norte, por causa da grana mesmo... mas um dia eu encontro você e sua familia divertidíssima!
Bia tá mandando beijo, também! Beijocas!
Posted by: Denise Arcoverde | agosto 4, 2006 4:17 AM
Nossa, eu também gamei no teu jeito de escrever - tem tanta coisa legal lá atrás... :))
Posted by: Val | agosto 4, 2006 2:51 AM
Eu sou feliz!!!! Ou você elogia ou não comenta....
Bacios..
Posted by: Sandra | agosto 3, 2006 7:21 PM
tou doido pelo livro, será q tem na Livraria Cultura?
Posted by: Francisco Dourado | agosto 2, 2006 11:57 PM
O Bia deve ter se arrependido de insistir com você...
Posted by: Viva | agosto 2, 2006 11:54 PM
Eu estou apaixonada por seu blog. Virei mais vezes para terminar de ler. ABraço!
Posted by: Complicadinha | agosto 2, 2006 5:15 PM
Eu estou doida para ler esse livro. Já li a crítica de um monte de gente e o livro mesmo não tenho.
Mudando de assunto, estou em um novo espaço (exceto terças). Compareça no http://bloggente.blogspot.com
Beijocas
Posted by: Yvonne | agosto 2, 2006 6:27 AM
resenha impagável!
falta-me termos para espicaçar melhor, mas, mesmo feita paulatinamente, está digna dos anais das mais variadas e viradas lheteràsturras, mormente as indo-cuneiformes.
Posted by: boczon | agosto 1, 2006 9:16 PM