" /> Lixo Tipo Especial: julho 2006 Archives

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julho 23, 2006

Porca miseriaccia, accidentaccio !!!

O calor está fazendo mal. Sábado no funeral, às duas da tarde debaixo de um sol escaldante, todos meus pensamentos se fundiam, os bons e as maus, em uma única agonia das idéias. Resolvo então à noite ir ao concerto na praça pra esquecer da tarde infernal. Mas um movimento errado me coloca na condição de doente das costas e volto pra casa arrasado.
Domingo seria diferente. Passeio na montanha, ar fresco, sombra e boa leitura debaixo de umas arvores. Primeira parada: fonte romana. Construção de quase dois mil anos e onde até hoje brota a agua pura.
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E se continua porque parar não se pode. Pelas estradas que nos são permitidas e aquelas que podemos percorrer. As vezes tão estreitas que nos fazem desacelerar muito e também valorizar ainda mais as largas avenidas as quais já estamos muito habituados.
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Depois, o encontro com a arte. Um escultor que resolveu transformar a porta de meu carro. Com estudada desatenção, criou belas fresaturas e lesenes no antes anódino elemento do veículo. Se não fosse a impossibilidade de abri-la, ficaria assim, visto se tratar de obra original.
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Porém, como todo bom artista, tinha la suas excentricidades e se recusava a assinar a obra. Liguei então para alguns conhecidos meus que com uma bela argumentação, o convenceram a fazer a firma. Um deles, o bigodudo da foto, com um certo bafo de vinho, dizia a meu filho que aproveitasse a ocasião para chutar a dita porta, coisa que ele mesmo fazia, a título de exemplo.
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E por falar em vinho, o artista no final declarou estar no quarto acidente somente com aquele carro e que da última vez, ficou por 45 dias sem a carteira de motorista, pois estava bêbado na ocasião. O bigodudo fez que não ouviu. Mas em seguida disse: Eu estou cagando e andando pra isso.
A uma conclusão eu cheguei. Andei exercitando demais minha capacidade de criar situações surrealistas e agora o surrealismo está invadindo a vida real. Como se desliga isso?

julho 20, 2006

Quanto Riso! Oh, quanta alegria!

Se alguém quer emocionar um amigo, talvez não só isso, marcar o seu coração para todo o sempre, deve oferecer um risotto ai funghi. Os laços que se criam entre seres humanos que consomem juntos um pedaço tão nobre de alegria em forma de alimento são indestrutíveis. Ninguém que faça esse presente a um semelhante será odiado por esse, já que o vínculo é de pura fraternidade. Isso porque um risotto ai funghi com seus perfumes da terra virgem, nos faz simplesmente entender porque viemos parar neste planeta. Nesse sentido, um prato com trezentos gramas do maná equivalem grosso modo a uns cem quilos de psicoterapia e umas bem pesadas oito toneladas de missas e confissões na sacristia.

Segredos nesse caso não existem, até porque se existissem, seria inútil publicar uma receita pois secretos deveriam permanecer. Os tipos de arroz (Oryza sativa) são muitos. Podem ser utilizados os chamados superfinos tipo Roma, Carnaroli e Baldo ou mesmo um semifino tipo Padano ou, o que considero que nos traz alegrias intensas na medida justa, o Vialone nano. De qualquer maneira, qualquer um destes dará resultados ótimos.
Vamos à preparação. Acorde às 4 da manhã, vista um roupa confortável mais botas e suba a montanha para apanhar teus cogumelos. Na falta da montanha com um bosque cheio dessas pequenas bolotas de felicidade, vá mesmo ao supermercado, resignado, porém lamentando-se um pouco com a falta que o bom ar da floresta irá fazer para a preparação do espírito. No entanto, se por acaso encontrar pelo caminho pequeninas montanhas esverdeadas que rescendem a subproduto de bovinos e estes mesmos forem plenos de fungos, faça um rápida avaliação da situação. Os fungos de que falamos são outros. Falamos do fungo porcino (Boletus edulis) ou mesmo o Cardarello (Pleurotus eryngii ), ou ainda o Finferlo (Cantharellus cibarius) que dão uma satisfação tal que nos parece que morremos e estamos no céu. Os fungos dos montinhos da vaca te fazem falar diretamente com deus, mas a coisa toda é meio virtual e não são tão gostosos. Já se você tiver a sorte de encontrar um autentico Amanita phalloides, o encontro com o criador será assegurado e decididamente mais real mas irreversível. Bem, essa é uma decisão pessoal.

Chegando em casa com os belos fungos do bosque (desconsideraremos aqui o supermercado), lave-os como se fossem bebês, seque-os e beije-os. Pique uma boa quantidade de alho e corte também um pouco de cebola. Já que está chorando, aproveite a tristeza e com uma certa dor no coração fatie os cogumelos. Frite o alho e a cebola em abundante óleo extra virgem de oliva com um pouco de manteiga na sua panela de ferro, na chama direta mas não muito forte do teu fogão à lenha. Quando a cebola estiver no ponto, coloque os cogumelos na panela. Use uma varinha mágica dessas comuns para mexer e não se esqueça de pronunciar palavras adequadas. Depois de dez minutos desse ritual sagrado, ajunte o arroz e mexa bem para fritá-lo um pouco. No momento que faz isso, alguém estará ali por perto terminando de abrir a garrafa do melhor vinho branco que o dinheiro pôde comprar. Essa pessoa será orientada previamente no sentido de versar um bom cálice do líquido na panela e imediatamente servir-lhe um outro. Isso porque você estará ocupado a misturar tudo com muito cuidado enquanto bebe o vinho.

Sempre girando, vá acrescentando aos poucos o caldo de carne. Inútil dizer que se você usar caldo de carne em cubinhos e principalmente os com glutamato monossódico, pode parar agora de ler isso e nem se aventurar com as panelas. Nessa vida até a tolerância tem limites. Posso aceitar que alguém mexa com a mãe do outro, posso tolerar que o outro dê uma chifrada no peito do alguém, mas o cubinho é inaceitável. O caldo de carne deve ser feito com um bom pedaço de músculo, mais um pedaço de peito de boi, uma cebola inteira, uma cenoura e talos de salsão colocados em água fria e levados ao fogo lento onde cozinharão por três ou quatro horas. Com a concha, você vai despejando este liquido sobre o risotto. A quantidade, por um mistério insondável, você saberá qual é sem que eu te diga.

Esta fase do evento é muito importante. Por alguns instantes, parecerá que nada acontece. No entanto, no interior da panela estará ocorrendo uma fusão das substâncias primordiais dos fungos, que não são nem vegetais nem animais e o arroz, que é parente próximo da grama comum e do capim. Uns são ambíguos e assexuados e os outros, muito definidos e cheios de certezas. Os primeiros começarão a entender o que é ser vegetal e cultivado e os segundos, receberão toda uma informação a respeito da diversidade e da vida alternativa. Depois de quinze, dezessete minutos, eles terão chegado a conclusões em comum e você estará apto a absorvê-las. Desligue o fogo, junte e mexa em modo italiano um belo pedacinho de manteiga e alguns gramas de parmiggiano ralado. Súbito depois do trabalho vem o descanso. Faça isso por três minutos, que o risotto fará o mesmo, enquanto refina todo o seu sabor. Passado esse tempo, sirva como quem está realizando uma operação de emergência, ou seja, com calma mas sem perder um segundo sequer. Ao colocar no prato, uma nova chuva de parmiggiano assim como um fio do melhor óleo de oliva, irá arrematar a obra. Se isso não o fizer esquecer momentâneamente quase tudo a respeito das mazelas do mundo, então teu caso é gravíssimo e deve procurar um medico com urgência.

julho 17, 2006

Dez coisas pra fazer depois de morrer.

Ando lendo os blogs dos amigos com cada vez maior pressa. Ando sempre correndo, nessa nossa vida desmiolada. Eu acho que vi por aí este meme, não tenho bem certeza se é assim mesmo, mas, contudo e portanto, eu que adoro estas correntes, deixo aqui a minha lista das dez coisas pra se fazer depois de morrer.

1- Primeiro verificar se estou mesmo morto. Prender a respiração por dezoito minutos é o que me vem em mente agora. Quem sabe depois de morto me vem mais idéias.
2- Não confundir o forno crematório com as profundas do inferno. Fui sempre bom e honesto e portanto devo me concentrar no momento da cremação e ter confiança.
3- Encontrar o túnel de luz que me irá cegar e percorrê-lo enquanto rememoro toda a minha vida em um flash. Levar pilhas novas no bolso caso o flash demore a recarregar.
4- Chegar à porta do céu e encontrar São Pedro pessoalmente. Vou fingir intimidade e lhe dar um tapinha nas costas enquanto passo pelo detector de pecados dizendo: nada a declarar Pedroca!
5- Pedir uma audiência com o criador e perguntar porque as mãos tem cinco dedos e também porque nas propagandas de absorventes as mulheres pulam feito cabritas.
6- Comprar uma casa com vista para o Éden, grande o suficiente para as festas que vou promover para meus amigos blogueiros. Como vou ser dos últimos deles a morrer, vai ter gente a dar com pau. Pensando bem, se eu vou pro céu, não vai ter é ninguém por lá.
7- Vender a casa e me mudar para o reino do coisa malfeita, pra poder reencontrar os amigos todos.
8- Entrar como voluntário para o corpo de bombeiros.
9- Depois de uma vida toda comendo mulheres cruas, finalmente poder comer umas fritas no óleo fervente do caldeirão dos abismos. Uau!
10- Montar uma fabrica de ventiladores e condicionadores de ar.
11- Estudar matemática.

julho 16, 2006

Tentando concertar

Imagens do primeiro concerto Verbeat para piano e violão diretamente da varanda do apartamento. Contratamos um maestro para a ocasião, mas já depois da primeira musica a idéia de jogá-lo lá pra baixo foi crescendo, até que ele encerrou o espetáculo e se salvou. Os apresentadores foram impecáveis e os músicos também. Obrigado. O público reagiu bem, inclusive os do condomínio do lado, que apesar de alguns arrotos fora de hora(estavam fazendo um churrasco) aplaudiram entusiasmados. O próximo será no centro de convenções na sala de concertos e fará parte da abertura do encontro de blogueiros mundial galáctico extra super máximo no dia 29 deste mês.

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julho 13, 2006

Agora é quando?

Desde domingo passado que tenho tido alguns probleminhas. Fui assistir o jogo da final da copa na casa do vizinho, que me ofereceu uma bebida estranha. Depois do jogo fizemos uma bela comemoração, pelo fato de estarmos na Itália e puxa vida, a Itália conseguiu o que ninguém conseguiu antes que é ser campeã mundial do campeonato mundial de 2006. Fomos à praça que estava lotada de gente com suas bandeiras e todos contentes gritavam que a Itália era campeã, coisa que a gente já sabia, por isso sorríamos. Cheguei tarde em casa e fui dormir sem roupas pois o calor estava terrível.
Os problemas começaram aí. Tive um sonho onde me encontrava em uma casa de dois rapazes. Me ofereceram uma bebida cor de laranja muito espessa e luminosa. Tomei tudo de um gole e lambi o copo, era deliciosa. Quando terminei, me disseram que era uma droga que não me faria dormir por uma semana. Acordei naquele mesmo momento de sobressalto e até agora, efetivamente, não consegui mais pregar o olho. Uma droga potente sem dúvida.
São já quatro ou cinco dias que não consigo conciliar o sono. Isso está me deixando maluco. Tenho tido alucinações, penso que estou dormindo e quando vou ver, é tudo imaginação, não durmo nada. Pra piorar, minha mulher foi em uma loja que estava liquidando o estoque de móveis e comprou dez mesas de jantar. Com isso, tenho tido dificuldades em encontrar a TV na sala que ficou abaixo do nível das mesas, cujos tampos se transformaram no piso da sala. A gente caminha sobre as mesas e eu bato com a cabeça no lustre todas a vezes, principalmente quando toca a campainha. Eu sempre penso que é meu vizinho que vem me trazer mais da bebida estranha, e depois me dou conta que sou eu que estou ficando paranóico, pois a bebida com droga era a do sonho e não a do vizinho. Puxa vida, eu queria perguntar aos rapazes o que eles colocaram na bebida, mas como eles são parte do sonho e eu não consigo dormir, penso que nunca mais vou revê-los.
Amanhã vou ao médico pra ver se me pode dar um remédio que me faça dormir e algo para os galos da cabeça, pois o lustre é de ferro e bato sempre do mesmo lado. Além disso, tem sido chatíssmo almoçar e jantar embaixo das mesas, já que não sobrou espaço para as cadeiras.
Sem dormir, o calor, e a cabeça que bate.
Ouço também vozes, mas acho que são os outros vizinhos que ouvem a TV muito alta. E eu não encontro mais a minha TV. E ouço a do vizinho, não aquele da bebida, o outro. Não a bebida do sonho, a outra. Não a outra, outra, que me faz lembrar da minha mulher, que encheu a sala de mesas. E que me faz bater a cabeça. A outra. A copa, na cozinha, na sala, as mesas.

julho 3, 2006

O Brasil vence o mundial

Karina Michelin é a mais nova Miss Italia nel mondo. Paulista de Botucatu, 26 anos, 1,76 m, 56 Kg, busto 90, cintura 60, quadril 90, colesterol 150, trigliceridis 23, geografia 8, matematica 10, conquistou a todos do juri e levou a coroa de diamantes pra casa. Karina é o Brasil que dá certo! O Brasil que vai pra frente...e pra trás! Brasil, campeão!!!

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julho 2, 2006

Rumo ao hexa

Todo mundo sabe que eu adoro futebol. Tanto é verdade que viajei até a Alemanha e fiquei a semana passada inteira acompanhando a seleção brasileira. Minha paixão é tão grande que ontem nem pensei duas vezes em pagar uma fortuna pelo bilhete de ingresso da partida contra a França. O problema é que devo ter exagerado no champanhe e quando acordei já tinha ido todo mundo embora. Quanto foi o jogo?

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