" /> Lixo Tipo Especial: junho 2006 Archives

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junho 20, 2006

Vai pensando

Você pode pensar que sou inútil
Você pode achar que sou um pobre coitado
Você pode até me chamar de fútil
Dizer aos outros que sou perdedor, encostado.

Você pode pensar que sou imprestável
Você pode achar que sou um desgraçado
Você pode até me chamar de detestável
Dizer aos outros que sou iludido, mal amado.

Mas saiba de uma grande verdade.
Quando volto meu rosto ao céu,
Todas as estrelas estão lá, seja para você que para mim.
E aí me pergunto:
Que é que estou fazendo aqui, olhando estrelas enquanto você me esculhamba de tudo que é jeito? Vai te fuder, porra!

junho 12, 2006

Entrevista exclusiva

A montanha como metáfora, como uma imagem da própria condição humana que se põe em jogo e se testa, tentando estabelecer limites para a existência e desafiando a própria morte em uma relação ao mesmo tempo de ódio à condição de finitude, mas também de profundo respeito através de um amor incondicional à própria realidade e natureza. Ainda que possa parecer contraditório, estes elementos se encontram em simbiose no coração de um amante das escaladas e do contato estreito com as forças da natureza.
Hoje temos aqui conosco o grande montanhista russo Vladislaw Penochewsky que viveu toda sua vida nas estepes da Sibéria e nunca viu uma montanha na vida, mas acaba de lançar um guia pratico e filosófico do montanhismo de estepe. Se chama “A vida sem subidas”. No Brasil o livro será lançado em outubro pela Editora Enocuador que prevê uma série de eventos incluindo a provável presença do autor. Nosso pais é um dos mais ricos do mundo em planícies e platôs de relevo mais chato que troll de blog político e desperta muito interesse por parte dos amantes da falta de relevo. Vladislaw deve confirmar a vinda ao pais, após receber todas as garantias de que os encontros se terão no andar térreo, já que sofre tremendamente com a vertigem das alturas. Vamos à entrevista:

Flavio: - Vladislaw, quando começou esta tua paixão pela escalada sem subida?
Vladislaw: - Bem, já na infância eu tinha orgulho de estar nivelado.
F: - Não entendi, me desculpe.
V: - Eu nasci ainda sob a URSS. Naquele tempo a gente tinha noção de que o horizonte fica à frente e não no alto. Meu pai trabalhava em uma mina em Birghtnik e éramos muito felizes estando bem plantados no chão. Você sabe que a maior altitude na nossa zona da Sibéria è de 10 metros e os nossos dias eram todos sempre iguais.
F: - Espere, o mundo é todinho cheio de relevos. Aliás disso, as montanhas são desafios e a sua conquista constituem uma vitória, seja pessoal que da humanidade. Você não concorda com o que eu disse na introdução?
V: - Nem um pouco. Um montanhista de planície como eu não tem medo da morte. A gente não tem medo de nada, por isso não precisamos de desafios.
F: - Me perdoe se não acredito. Acho que isso é um pouco ir contra a natureza. Além disso o senhor mesmo tem medo de altura.
V: - Contra a natureza é subir. Eu tenho vergonha de estar com as pessoas que querem subir mais alto…. E como disse, não tenho medo. Tenho vergonha da altura.
F: - Alguém já disse que o senhor é muito estranho com essa fixação com as subidas?
V: - Muitos, mas é porque não leram meu livro e nem praticaram o que eu prego. Eu falo do poder do recuo. O mais importante no montanhismo de estepe é desistir de subir. Você tem que querer subir e no último momento, desistir.
F: - Esse negocio de recuo não é comigo não.
V: - Depois de recuar uma vez, não se deixa nunca mais de praticar a marcha a ré da intenção. Mas o importante é desejar forte algo e desistir no ultimo momento.
F: - Pois eu desejo terminar esta entrevista imediatamente.
V: - È uma boa prova. Mas eu pretendo falar por mais uma hora, no mínimo. Pode desistir. Será perfeito como exemplo do que digo.
F: - Obrigado.

junho 6, 2006

Club della risata

A pedido da Sandra, coloco aqui um pedacinho do show do club da risada. Teve muito mais, mas é que não estou autorizado a publicar tudo. A gente vai se apresentar no encontro mundial de blogueiros de agosto próximo e então posso mostrar o show completo.

junho 4, 2006

Fim de semana radioativo em Riva del Garda.

Da ultima sexta até domingo a cidade se transformou na capital italiana do rádio com o festival radioincontri. As maiores emissoras transmitiram os principais programas ao vivo a partir de diversos pontos da cidade.

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Aqui minha primeira participação. O repórter Ardemagni me reconheceu e quis saber detalhes da visita de Milton Ribeiro no ultimo dezembro. Tive que enrolar um pouco pois certos detalhes seriam inconfessáveis naquele horário.

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Não contente, Ardemagni me convocou para uma apresentação no palco de Caterpillar, um dos programas de maior audiência da Itália. Ao lado de Cirri e Solibello, tive a oportunidade de contar um pouco mais sobre os últimos preparativos para o megagalactico encontro de blogueiros de agosto próximo.

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Com Massimo Cirri, um dos mitos do rádio italiano e um dos organizadores do festival.

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Com Filippo Solibello, o outro maluco que conduz Caterpillar.

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Em uma das pausas entre um programa e outro, troquei umas figurinhas com Luciana Littizzetto. Ela me ensinou uma série de novos palavrões muito sugestivos e eu retribuí com algumas palavras sujas em português.

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Aqui uma das apresentações especiais do clube da risada com nosso professor Giorgio nos orientando para uma demonstração da risada em rajadas modulares.

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O show final com alguns rapazes vestidos em maneira muito sóbria já que o programa era de rádio e não importava muito a aparência nesse caso.

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Mais sobriedade à italiana. A banda era toda constituída de histórias em quadrinhos vivas. Eles estão contratados para o encontro de blogueiros de verão, espero só que eles se lembrem disso.