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maio 27, 2006

Pai e filha

-Pai, me ajuda com os deveres de casa?
-Claro.
-Então para de olhar pra tela do computador.
-Eu estou te ouvindo.
-Ok, eu tenho que descrever para a professora de geografia e também desenhar um esquema, tipo uma paisagem, onde se encontrem diversos tipos de relevos e acidentes geográficos...
-Ahan...
-...de modo que seja representativo de um ambiente subtropical... da batata cozida com milho e açafrão.
-Sei...
-...com abobrinhas cozidas dentro do chapéu, entendeu?
-Sim, claro.
-Você não está me ouvindo!!!
-Como não?
-O que foi que eu te pedi? Me diz então.
-Era o coiso, a-a-a lição, a geografia da coisa... da... mas você sabe o que me perguntou, porque me pergunta de volta?
-Vou voltar pra primeira pergunta então: dá pra me ajudar com os deveres?
-E não estou te ajudando?
-Que pai, meu santo!
-Meu santo pai você quer dizer, não?
-Vai, me ajuda, para de gracinha.
-Ok, diga o que é.
-Eu já disse.
-Você disse que tem deveres, mas quais são?
-Um desenho... com várias paisagens...
-Não grite..
-Um desenho... com diversos relevos... acidentes geog...
-Você está usando baton minha filha?
-PAI!! Basta! Que saco!
-Fica nervosa porque pergunto do baton?
-Você falou que ia me ajudar.
-Mas é desenho não é? Isso você tem que fazer sozinha, senão a professora percebe que fui eu que fiz, você pensa que a professora é assim ingênua a ponto de...
-Eu vou fazer o desenho, pelo amor de deus pai, é só pra me ajudar a definir as coisas.
-Ok, vamos ver o que é.
-Putz, vou ter que repetir?
-Ah, os relevos, sim, mas sim, eu acho que você pode fazer um desenho com vários tipos de relevo, com alguns acidentes geográficos, essas coisas.
-Ta bom pai, já vi que vou ter que me virar.
-Não tá boa minha ajuda?
-Tá pai, tá ótima.
-Fico contente. Mais alguma coisa?
-Eu tenho até medo de pedir, mas tem sim.
-Então diga.
-Você voltou a olhar pro monitor.
-Não, sou todo ouvidos, diga... filhona... querida!
-PAI! Você me abraça assim e me machuca!
-Grandona do papai!
-Chega pai! Você me meleca com esses beijos de velho babão, hehehe.
-Bem, vamos à lição. Eu sei todas! Manda que eu respondo!
-ô... Bem, é de matemática.
-Matemática é?
-Sim, que cara é essa?
-O que tem minha cara? Matemática?
-Você não sabe matemática né? Você ficou sério de repente.
-Não, é que me lembrei que tenho uma coisa importante pra fazer.
-Vai, me da só uma dica e depois te libero.
-Ok... uff... vamos ver.
-Tenho que resolver multiplicações de frações.
-Frações de segundo? Coisa de tempo, não é? Essa eu sei, tem que dividir por 60!
-O que está dizendo? Frações, frações, nada a ver com tempo.
-Nada a ver com tempo. Ok. Eu sou especialista em infrações, principalmente as de trânsito. Pois bem, frações, multiplicação não é?
-Sim. Sim!!
-Calma moça, nada de biquinho. Me dê um exemplo, vamos resolver juntos essa encrenca aí.
-Bem, aqui tem: seis vezes dois quartos.
-Seis vezes dois quartos são três apartamentos para casais com um filho, hahahaha!
-Tem hora que eu penso que a minha é a melhor familia do mundo, mas não é o que estou pensando nesse momento.
-Brincadeirinha pô, que senso de humor falido o teu!
-Que senso de humor podre o teu!
-Bem, vamos voltar à fração. Eu não me lembro bem dessas coisas.
-Voce disse que sabia todas, que era o bom da boca.
-Bom da boca eu não disse.
-Bem, é verdade, não disse mesmo.
-Não disse.
-Não, não disse, bom da boca não.
-Verdade, não disse.
-Pois então, vai tentar lembrar ou não?
-Já lembrei, eu não disse. Bom da boca eu não disse.
-Chega pai, vou ligar pro Bernardino.
-Bernardino? Aquele chatinho que veio aqui outro dia?
-Ele mesmo, quem sabe ele me ajuda.
-Três.
-O que é três?
-Três é o resultado de seis vezes dois quartos. Você tem que multiplicar numerador com numerador e denominador com denominador. Se ficar complicado, simplifique o produto.
-Simplificar?
-Sim, reduzir aos mínimos termos. Mas se quiser simplificar mesmo, use a calculadora, hehehe.
-Pai, Você é o máximo. E sabia tudo desde o inicio?
-Claro. Depois te ajudo com o desenho de geografia também. Adoro estar com você, filha.
-Eu também adoro estar com você. Bom, valeu pai, vou ligar pro Bernardino.
-Ah, não vai dar, eu tenho que fazer uma ligação urgente.
-Eu ligo depois.
-A minha ligação vai durar uns oito anos, mais ou menos.
-Pai...

maio 21, 2006

O PORTO DO DESESPERO Capitulo XVII – Os vôos

Os olhos de Mariana, aqueles fugidios olhos que nunca encaravam outros de frente, desta vez se pudessem penetrariam nos de Daniel e quem sabe enxergariam também suas intenções naquele momento. Seu olhar era de interrogação e terror. Daniel parecia incrívelmente calmo em face da situação em que se encontrava. Via nos olhos de sua Mariana, tudo aquilo em que um dia acreditou e que desapareceu em poucos dias, como se o chão tivesse sido retirado sob seus pés. Estava confuso porém decidido. Com uma voz baixa e firme, com a qual ele mesmo se surpreendeu pela segurança do tom, perguntou:
-Era cocaína naquele pacote, não era?
-Sim, para Roberto.
-Mas você também usa, não?
-De vez em quando Daniel, mas influenciada por Roberto. Você pode não acreditar, mas nesse tempo que estou aqui amarrada, algo me aconteceu.
-Puxa vida, vamos ouvir – e enquanto dizia isso, passava suavemente a lâmina da faca pela colcha da cama.
-Algo me aconteceu Daniel, me ouça. As vezes é preciso que aconteça algo drástico pra gente acordar.
-E aconteceu?
-Puxa vida amor, olhe pra nós. Nós que sonhamos um dia formar aquela familia tradicional e poder viver nossas vidas banais com nosso monte de filhos, estamos em um lugar estranho, envolvidos em crimes e eu estou amarrada e você armado. Daniel meu amor...
-Basta com meu amor, caralho! Porra! Filha da puta! Você me diz meu amor? Vagabunda!
-Você esta gritando Daniel e isso vai chamar a atenção de alguém.
-Está bem.
Ele se levantou e girou pelo quarto em modo um pouco desconexo. Estava muito mais nervoso de quando começaram esse estranho diálogo. Ela tenta acalmá-lo:
-Querido, quer dizer, Daniel, vamos recomeçar nossa vida do começo. Vou sair dessa, você vai ver.
-Você atirou em mim, sua porca! Você me deu um tiro! Quer reconstruir o que comigo? Acha que ainda sou o Daniel idiota que acredita em tuas historias?
-Venha cá que eu te conto toda a verdade.
Daniel voltou a se sentar ao lado de Mariana. Algo dentro dele, como uma centelha, se acendeu. Era um homem que sempre teve e acreditou na esperança.
-Diga!
-O Roberto me obrigou a atirar em você, assim como me obriga a fazer um milhão de coisas, inclusive dormir com quem não quero, por dinheiro. Cheguei a ir pra cama com um ministro aqui do Canadá, você acredita?
-Que orgulho pra você não? Eu te chamaria de puta, simplesmente.
-Mas eu tenho sido um brinquedo na mão dele, não sei o que me acontece. Sou a escrava mental dele e não sei como sair disso.
-Não sei se tenho pena ou nojo de você.
-Aquele tiro, Daniel, eu dei sim mas errei de propósito. Queria que ele acreditasse que te matava.
-Essa foi boa.
-Sim, acredite em mim, eu sei atirar muito bem, tenho controle total de uma arma. Depois ele te drogou com não sei o que.
-Me drogou?
-Sim, eu vi que te injetava algo mas não sei o que era.
-Bem, quase que te acredito, eu tive alucinações e taquicardia.
-Alucinações?
-Alucinações sim, vi espíritos, terroristas, um monte de coisa confusa em minha mente. Não que eu esteja muito lúcido agora. Mah...
Daniel estava quase arrependido de ter amarrado sua Mariana e a ameaçado com uma faca. Onde estava com a cabeça? pensava. Ela parecia ainda mais bonita. Ele esboçou algo com a boca, apertando os lábios e ela correspondeu com o mais maravilhoso sorriso que alguém já viu. Foi inevitável se aproximar e beijá-la. Uma corrente de eletricidade percorria seu corpo, um sentimento de redenção, êxtase, bruscamente interrompido por pancadas na porta e uma voz que gritava.
-É Roberto! – diz Mariana – rápido, me tire daqui!
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Daniel usa a faca para cortar as cortas, mas também fere levemente por acidente um dos pulsos de Mariana. Sem pensar muito, abre a janela e vai pra fora, equilibrando-se no estreito ornamento da fachada do L'Hôtel du Vieux Québec. Ele veste apenas a toalha na cintura e tem nas mãos a faca. A temperatura é de 20 graus negativos. Mariana fecha a janela e corre a abrir a porta, mas está sangrando no pulso e tenta enrolar ali a primeira camiseta que encontra. Roberto entra e Daniel pode vê-lo por uma fresta da cortina. Tenta também ouvir o que diz. Está furioso. Grita com Mariana:
-O que você está fazendo aqui, sua idiota?
-Eu não estou bem Roberto.
-Você está sangrando? Quer se matar?
-Não estou aguentando mais, não estou vendo saída, me deixe morrer em paz. Me deixa Roberto, por favor.
-Escuta sua cretina, você é suspeita de matar o ministro, um policial e tem também tráfico e prostituição na sua conta. Já vi você fazer coisas de que até Deus duvida, e vai querer me convencer que quer se matar com um arranhão no pulso? Além disso, meu informante me disse que você veio pra cá nos braços de um homem.
-Me deixe em paz.
Quando diz isso, Mariana se vira e se dirige à porta com a intenção de abri-la para Roberto, mas ele a agarra por trás. Eles lutam, voam socos e pontapés. Mariana ainda que mais fraca, sabe se defender. Daniel assiste tudo com uma angustia crescente, além de um frio alucinante que começa a fazer com que não sinta mais os pés. As pernas tremem. Quando olha de novo para dentro do quarto, vê Mariana que empunha uma pistola, a mesma que usou para atirar nele. Ela parece possuída por uma força maligna. Sua voz, antes doce e suave, agora é estridente e rouca:
-Roberto, seu babaca idiota. Você não vai sair daqui vivo.
-Você não teria coragem, depois de tudo o que passamos juntos, duvido que você possa fazer isso.
-Quem disse que eu vou fazer isso? Já ouviu falar de Jorge, o patológico? O mesmo que matou um indigente e colocou no lugar do ministro da economia? O mesmo que explodiu os paquistaneses pra criar a suspeita, algo para a mídia se ocupar. Por sorte o paquistanês pas-de-jambes ainda não tem condições de falar coisa com coisa. Mas era pra você dar um jeito nele, lembra-se?
-Você andou fumando aquele hashish? Aquele do... Paquistão? Tá maluca? Que papo é esse?
- O ministro nesse momento está em uma fazenda perto de Cuiabá e passa bem. Tudo foi planejado por ele seu bosta. Quem é o idiota aqui? Quem tem uma pistola apontada bem para o próprio nariz nojento? Em dois minutos chega Jorge e se encarrega de você, pois se quer saber, eu só faria mesmo se fosse obrigada. Só se você se mexesse agora, porque afinal tivemos mesmo bons momentos juntos. Infelizmente não vou poder ir à missa em sua homenagem, pois embarco para o Brasil ainda esta noite e em avião particular, sem necessidade de visto meu caro. Entende?
Daniel ouve tudo horrorizado. As palavras de Mariana ecoam em modo aterrorizante em sua mente. Suas pernas agora tremem em modo frenético. Sente que perde as energias. Vê um carro de policia que se aproxima lentamente. Está sem voz, sem forças. Está também confuso. Chamar a policia significa perder para sempre sua Mariana. E como explicar que veste uma toalha e tem uma faca nas mãos? O carro passa, está bem debaixo dele. As pernas tremem. Olha para dentro, vê Mariana com a pistola a meio metro de Roberto. Ele sente que vai cair. Sente seu corpo agitar-se e precipitar no vazio. Ele sempre teve e acreditou na esperança. No seu vôo do segundo andar até o chão, Daniel teve tempo de ter esperança. Esperança de que o metro de neve na calçada, pudesse fazer algo por ele. Nos décimos de segundo de seu vôo, Daniel teve tempo de pensar e sentir muitas coisas e inclusive, de ouvir um tiro, vindo do quarto 216 do L'Hôtel du Vieux Québec.

Este post faz parte na novela psico-anarco-surreal-modernética-policial O PORTO DO DESESPERO, de criação coletiva e caótica, idealizada pela Ana Lucia. Como devo passar o bastão, escolho já um mito, pra pelos menos nisso não sofrer críticas: Milton Ribeiro.

maio 14, 2006

Salva Terra, semana numero um

Conforme prometi no ultimo post, estou fazendo uma experiência com o objetivo de salvar o planeta. Fazem sete dias que aqui em casa não puxamos a descarga quando o resíduo é liquido, nem muito menos tomo banho. Os primeiros problemas com o controle da nova normativa doméstica eu tive quando da festinha de aniversário de meu filho menor. A casa se encheu de crianças de seus cinco a dez anos e fui obrigado a supervisionar pessoalmente cada ida ao banheiro, a fim de garantir que a preciosa agua não fosse desperdiçada com uma simples pipizada. Alguns se intimidaram com minha presença no banheiro e tiveram certa dificuldade a expelir. Diante de meus gritos de incentivo, alguns começaram a chorar e nesse momento os pais de dois deles derrubaram a porta do banheiro, inutilmente, pois estava aberta e me alçaram pelo colarinho, dizendo que sou maníaco e doente. Desfeito o mal entendido, creditando tudo na conta do prefeito de Londres, mesmo assim concluí que deveria adotar outra tática para exercer o controle. Desci até o subsolo onde estão os registros, e desliguei a água do apartamento. Estava indo tudo bem, quando, às sete da noite, um garoto mal intencionado largou um bolo fecal sólido, mal cheiroso e tremendamente malicioso no nosso caro vaso.
Corri ao subsolo e no afã de abrir o válvula que nos salvaria, esta se rompeu, fazendo jorrar uma quantidade de água suficiente para arruinar de vez os planos se salvamento do planeta. Me precipitei como um louco ao registro geral de entrada e desliguei todo o prédio. Ao menos, aqueles litros desperdiçados seriam compensados pela economia gerada pela adesão de todo o condomínio ao programa. Eu só teria que explicar tudo a todos, pois nem todos lêem meu blog. Na verdade, ninguém lê meu blog. Convoquei uma reunião de condomínio ali mesmo na calçada da frente, gritando para que descessem e renunciassem ao menos por um minuto ao conforto de seus lares doces lares, esses burgueses, e tomassem parte de uma importante empresa que iria salvar o mundo. Consegui com isso, dois condôminos debruçados à janela me insultando, um melão meio podre que passou voando a 20 cm da minha cabeça, além de uma chuva de cinza e bitucas de cigarro, obra do desgostoso solteirão do 6º andar, que esvaziou o cinzeiro e depois o jogou em minha direção.
Naquele momento senti o que pode sentir o prefeito de Londres, diante da incompreensão e da indiferença. Mas tudo voltou à calma em poucos minutos, que porém durou pouco, pois quando descobriram que o prédio estava a seco, ai sim, desceram todos e me botaram colado a uma parede. Acho que é difícil para alguém imaginar o que é tentar explicar certas noções de ecologia para um grupo de pessoas que está com o estado de ânimo alterado. Eu tentei historiar a situação, começando a partir da revolução industrial, mas quando me botaram um bastão na garganta, achei que deveria acelerar e voltei a culpar o prefeito de Londres. Nesse momento, o mais baixinho da turma, aproveitando que eu estava imobilizado me chutou o saco e disse com tom de desprezo: “Vamos quebrar esse maluco na porrada, que tá gozando da nossa cara”. Naquele momento eu queria estar em Londres.
Por uma incrível sorte, a nova moradora do monolocale do segundo andar, garota jovem, bonita e inteligente, interveio em meu favor. Ela disse que entendia perfeitamente minhas razões e apoiava meu gesto e que ninguém ousasse me fazer mal. Os moradores me deixaram livre. Pude então explicar tudo e decidimos de comum acordo que colocaríamos um remendo sobre o meu registro e depois abriríamos o registro geral e a água voltaria a todos. A garota do segundo andar me sorria. Mas no momento que ela se aproximou pra me cumprimentar, fez uma expressão estranha e disse: “ tem algum bicho morto aqui?” Achei estranho ela dizer isso, e não acho que isso tenha relação com o fato de que já faz uma semana que não tomo banho, pois penso que as coisas não vão tão mal quanto se possa imaginar. Pode ser que ela seja hiper-sensível. Até porque no sábado, quando eu deveria tomar o banho, mergulhei a mão na pia cheia d'água e o resultado foi que a mesma ainda não se tingiu do tom de cinza que denota a necessidade de uma imersão higienizante. Vou esperar até sábado próximo.
Outros problemas, estes menores, foram com minha mulher, que andou reclamando nos últimos dias da mesma coisa, sempre o tema do bicho morto, isso quando tiro o sapato. Mas para provar mais uma vez que o bom senso e o equilíbrio são sempre a melhor fórmula, lavo somente o pé direito no bidê e faço contente a esposa e sua mania de limpeza e ao mesmo tempo mantenho meu programa de economia. Estamos firmes no propósito de salvar a Terra. Vou em frente e brevemente relatarei as novidades.

maio 4, 2006

Verde e Amarelinho

O meio ambiente continua na ordem do dia. Assunto empolgante e importantíssimo. Coisa de alguns dias atrás, o prefeito de Londres, Ken Livingstone, declarou que a sua contribuição para a causa ambiental está predominantemente na economia de água. Concluiu dizendo que em casa, ninguém da sua familia, já há 15 meses, não puxa a descarga quando faz xixi. Ele diz seguir um velho ditado : “If it’s yellow, let it mellow” e que gostaria que todos os cidadãos de Londres seguissem seu exemplo. Achei que foi bem conveniente especificar que o mijo parado é aceitável, ainda que acho que um certo cheirinho pode proporcionar. Caso contrario a mensagem seria a de não puxar mais a cordinha e aí sim a coisa ia feder.
Nem bem saiu essa noticia, o presidente italiano do WWF, Fulco Pratesi, veio a público declarar seu total apoio e acrescentou que banho, só a cada 7 dias. Garantiu que não era retórica e sim uma experiência pessoal. Disse que se a água não ficar bem cinza é porque dá pra aumentar ainda mais o espaço entre as imersões de limpeza corporal. Criticou muito a obsessão por higiene, dizendo que no verão uma boa esponja molhada nas partes baixas e dobras já é o bastante. O famoso banho só de sábado, seria então uma solução para os problemas do planeta. Pensando bem, iria contribuir inclusive com a redução da taxa de natalidade.
Vou tentar ser mais ambientalista e autosustentável. “If it’s yellow, let it mellow” e banhos aos sábados. Depois digo o que acontece. Se alguém quiser tentar também e contar aqui, vai ser legal.

maio 2, 2006

Novo blog

Julio Prada, 9 anos, inaugurou seu blog, coitado: http://blogmacchine.blogspot.com/