« Grandes festas | Main | Ah, se todos soubessem... »

Meu vizinho

O meu vizinho assim que chega
Lasca um beijo na sua nêga

Esquece do mundo a zoeira
E vai brincar, jogar capoeira

O prédio è pobre, tem laje fina
E o cara pula até três da matina

Um dia explodi, fui lá bater
Lhe disse que assim não podia ser

Mas enquanto dizia eu via
O gajo me olhava e ria

Vi também o quanto è grande e forte
Essa gente nascida lá pelo norte

Me perguntou assim de repente:
Que è que não pode ser? Não mente

Minha voz foi mudando, afinando
No final eu já estava miando

Disse que a festa acaba tão cedo
Ele bem podia pular mais, sem medo

E mandando as favas a rima
Ajuntei ainda por cima:

Ouvir toda noite o berimbau
Faz-me crescer a auto estima e me sinto com isso muito bem!

Comments

ão-ão-ão nosso forte é a rima!

Beijo, lindinho

O que dizer ? He he he !

Imagina se o berimbau
Faz crescer o pau

Do grande homem do norte
A desejar minha morte

Melhor descer prédio abaixo
E ficar no meu lugar, cabisbaixo

Do que provocar o furibundo
Correndo atrás de minha bunda

(obrigado pela oportunidade de exercitar meus sempre inspirados versos)

...Que às vezes é melhor não arriscar.

Hehehe!

É em ritmo de pagode? Depois publique as cifras.

bjs

isso que dá morar no verbeat
que tal um arrebite?

Post a comment



Type the characters you see in the picture above.