Meu vizinho
O meu vizinho assim que chega
Lasca um beijo na sua nêga
Esquece do mundo a zoeira
E vai brincar, jogar capoeira
O prédio è pobre, tem laje fina
E o cara pula até três da matina
Um dia explodi, fui lá bater
Lhe disse que assim não podia ser
Mas enquanto dizia eu via
O gajo me olhava e ria
Vi também o quanto è grande e forte
Essa gente nascida lá pelo norte
Me perguntou assim de repente:
Que è que não pode ser? Não mente
Minha voz foi mudando, afinando
No final eu já estava miando
Disse que a festa acaba tão cedo
Ele bem podia pular mais, sem medo
E mandando as favas a rima
Ajuntei ainda por cima:
Ouvir toda noite o berimbau
Faz-me crescer a auto estima e me sinto com isso muito bem!
Comments
ão-ão-ão nosso forte é a rima!
Beijo, lindinho
Posted by: Gabi | maio 8, 2006 1:48 PM
O que dizer ? He he he !
Posted by: Ana Lucia | abril 19, 2006 11:55 PM
Imagina se o berimbau
Faz crescer o pau
Do grande homem do norte
A desejar minha morte
Melhor descer prédio abaixo
E ficar no meu lugar, cabisbaixo
Do que provocar o furibundo
Correndo atrás de minha bunda
(obrigado pela oportunidade de exercitar meus sempre inspirados versos)
Posted by: Milton Ribeiro | abril 19, 2006 1:59 PM
...Que às vezes é melhor não arriscar.
Posted by: Allan | abril 19, 2006 4:31 AM
Hehehe!
É em ritmo de pagode? Depois publique as cifras.
bjs
Posted by: Leila | abril 17, 2006 9:55 PM
isso que dá morar no verbeat
que tal um arrebite?
Posted by: gugala | abril 17, 2006 9:25 PM