“Sempre brinquei com armas,

“Sempre brinquei com armas, falsas ou de verdade. Quando eu era pequeno eu dei um tiro no pé de meu amigo com a espingarda a pressão porque ele me atormentava e ele se machucou um pouco com isso. Depois, anos mais tarde, já adolescente, um dia na casa de um amigo mexendo no armário do pai dele, encontramos uma arma que eu não sabia que estava carregada e apontei para a cabeça dele e fiz pum. Juro que ali foi acidente. Não me esqueço da impressão que fez a visão de partes do seu cérebro esparramados pelo quarto. A bala entrou pelo canto do olho onde fez um pequeno furo, mas a calota da nuca ficou toda aberta. Foi acidente, juro. Quando eu era já um adulto o azar voltou a me visitar. Eu tinha uma namorada muito linda e a amava mesmo profundamente. Ela quis me fazer uma surpresa, era uma moleca, e invadiu minha casa de noite. Quando vi aquele vulto não tive duvidas e descarreguei minha pistola naquela direção. Coitada da garota, levou quatro perfurações, uma no pescoço, duas no rosto e uma na perna.”
Este texto é fictício, mas infelizmente baseado em fatos reais e desgraçadamente comuns.
O controle do comércio de armas é o primeiro passo para mudar esta realidade.
--------