Sério e altivo me alcanço
Sério e altivo me alcanço ao luxo
Penso naquilo que me fez sorrir
Algumas vezes me senti um bruxo
Roubando aos fracos, fiz-me erigir
Estátua de bronze, meu próprio menir.
Sem escrúpulos a me conter a via
Pouso as armas e me faço largo
Em tortas estradas por onde sempre ia
Rasgando os moldes do letargo
Entrego-me ao gosto de por todo amargo
Sublimes ondes de puro talvez
Paroxismos de sinuosos tormentos
Iridados de uma enorme altivez
Réus eminentes mas um tanto grudentos
Encontram versos nos meus excrementos.
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