Das coisas mais espetaculares Que
Das coisas mais espetaculares
Que a noção das mesmas vai aludir
Não há por que duvidares
Das lindas noites do breve porvir
Sem anelo que lhe aflija ou vele
Sem nenhuma mácula a blandar o véu
Alcanço o que do alto me revele
Atinjo os píncaros do mais fundo céu
Nunca a glória alcançou tão alto escol
Nem mesmo se portou com tal donaire
Tendo eu feito tudo o que fiz em prol
Do que de melhor lhe chegue e paire
Constantemente me vejo polido e justo
Naquilo que me decido por realizar
Mas ao ter a visão desnuda de teu busto
A ética, a moral e o tino, tudo vi se esfumar
Hoje vejo por que existo e vivo
Coloriu-se o verde e o vermelho
Nada guardo nem mesmo arquivo
Apenas reflito tal qual o espelho
Na circunspecta manhã do meu outono
Vivo o sorriso que já pensava perdido
Vibrando como no amor o abandono
Me pego só te olhando, comovido.
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