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Mudanças, internas ou externas, me calam.
Estive por um tempo fora do ar, mas isso não significa que estivesse sem assunto. Escrevi na mente muitos posts que nunca transformei em escritos de verdade. Escrevi outros que achei decepcionantes por não conseguirem expressar realmente o que eu sentia.
Foi só isso.

Assim... mais uma vez o silêncio instalou-se neste espaço. Entretanto ele é tão amigo, tão querido, que me espera pacientemente. E vocês também. Isso me consola e me permite os excessos.

Pois é...

As mudanças estão em pleno avoroço.
Organizados os armários na casa nova de Madrid, parti para organizar a mim mesma. Reescrevi no caderno azul as metas que queria alcançar. Expressei desejos e procurei soluções para derrubar as barreiras que me impediam de realizá-los...
Encontrei uma médica que descobriu meus problemas de excesso de peso, emagreci, aprendi a nadar, estive mais perto da minha filha e dos amigos, desviei-me dos eventos gastronômicos sempre que pude, li mais, escutei mais música, cozinhei mais, caminhei pelas ruas de Madrid, vi exposições maravilhosas, conheci recantos especiais da cidade, fiz algumas viagens, curtas mas deliciosas.
E escrevi menos... quase nada.

Claro que esse último detalhe não estava nos pedidos, mas foi uma consequência deles. Estive mais fora do que dentro do computador. Quase nunca visitava os blogues alheios ( às vezes, nem o meu ).
Também descobri que não gostava do clima do escritório que criei em casa. Não gostava do abafado, da pouca luz, dos cheiros...
Bem em frente à única janela da saleta, estava a cozinha da vizinha, com seus ruídos e perfumes de cortiço do século XIX. E bem embaixo da minha mesa, o banheiro da gata...nhém!

Então... Rá, ré, ri, ro, RUA!

Sabem de uma coisa, peçam tudo que desejarem, já disse. É impressionante como os desejos expressos se realizam. Mas muito cuidado com o que pedem, viu. E justamente por que se realizam. Também já disse isso... Ho, ho ho!

Muitas vezes adorei cada rincão novo que conheci de Madrid e muitas vezes agradeci ao Deus que me ama pela oportunidade incrível que estava tendo na vida... mas eu queria mais. Pedi, quase inconscientemente, uma cidade linda como ela, com mar.
Até escrevi aqui, sem pensar, quando visitei Vigo. Sem pensar?

Tóin! A fada madrinha atenta, só anotando tudo.
Queria brisa marítima, tóin! ela anotando.
Queria poder despertar com uma linda vista do outro lado da janela. Tóin, que fada!
Setembro, mês de aniversário. Presente surpresa: Acabo de me mudar para Barcelona! Rá!

...re , ri, ro, RUA!

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Os blogs andam a seu ritmo. Todo mundo que tem um já sabe. Mas o meu, de vez em quando, flutua no éter do abandono.
Eu acho que é um mal sinal.

Não é que tenha mais coisas a fazer, é que faço o que tenho que fazer muito devagar... e o pior é que descontinuamente.
Começo e paro... e volto... e vou. Minhas tarefas se entrelaçam durante o dia. É um esforço terminá-las.
Descubro toalha de prato na estante da sala, a tesoura da cozinha dentro do guarda roupa, minha mesa de cabeceira com tudo que deveria estar no banheiro... e olho pra ela e deixo assim mesmo...
Muitas vezes me assisto parada, fazendo nada...

Meda!

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Minha amiga linda, a Virgínia, do Além do Atlântico, está passando um prova difícil hoje e amanhã.
Estou aqui, COM TODO MEU CORAÇÃO em sintonia, querida!

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O verão é gostoso porque a gente tira de cima dos ombros o peso das roupas do inverno, veste coisinhas frescas e sandálias bonitas... mas precisava fazer TANTO CALOR?!

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Madrid dá de presente a música do Teatro Real. Grátis, na praça bem em frente ao Palácio Real, todos os dias, ao anoitecer.
Aqui anoitece às 22:00hs. Tóin!

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Fui ver a exposição de Joaquim Sorolla, no Museo del Prado. Imperdível. Um conjunto de pinturas que dificilmente poderão ser vistos juntos em outra oportunidade. Quadros de coleções particulares, painéis vindos de Nova York. Belíssimos! Espetaculares! Vou escrever um post.
Babei!

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Agora está na moda as curtinhas, é?

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Galícia - Ria de Vigo


Às vezes a semana nos dá de presente uma vista assim.
Quem dera fosse mais frequente.

O casamento de um amigo nos levou à Galícia.

O ganho extra foi aproveitar, por dois dias, o verde perfumado dos montes, as rias que se podem ver desde a estrada como se fossem dedos marítimos que penetram a terra galega levando os frutos do mar até a porta dos habitantes.

Além do mais, poder provar a comida saborosa e escutar o sotaque gostoso dos galegos.

A gente volta renovada... pena que é tão longe e não se possa ir sempre e sempre!

Eu adoro Madrid... mas sinto uma falta do mar!



Não sei como agradecer os comentários deixados no post anterior. Acho que dizer obrigada é pouco.

Pensei que falar das Cicatrizes e como elas se produziram, além de gerar um bom assunto para conversar no blog, ajudaria algumas pessoas a identificarem sintomas seus, passados ou presentes.
Em vez de escrever sobre depressão usando um texto técnico, poético ou subjetivo, escolhi contar uma história. Esse é meu ponto forte.
Gostaria de saber fazer diferente e escrever como alguns blogueiros que eu visito e que admiro pela classe e estilo, mas não sei.
Eu sei contar histórias.

Enquanto pensava em como expressar em palavras o que havia vivido, li alguns textos fortes sobre o mesmo assunto em outros blogs que me ajudaram muito. Excelentes posts, como o poema que li na Helô ou como o texto da Adelaide Amorim, que gentilmente concordou em que eu o utilizasse como ponto de apoio.
Cada um usa suas ferramentas. Eu usei as minhas.
Fácil não foi. Mas o difícil existe para ser superado.

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Desvelar-me não constitui um problema para mim. Não mais.
Exige um tanto de coragem, é verdade. Mas esta eu herdei da Princesa, como disse num dos posts anteriores. E tenho meus filtros... nem tudo está escrito aqui.

Eu sei que a exposição pode, às vezes, trazer consequências desagradáveis. Entretanto, tive a sorte de que a esmagadora maioria dos que estiveram nesta página durante estes dois anos e pouco ( tanto os que deixaram seus comentários quanto os que calaram suas opiniões ) terem sido, no mínimo, educadas e maduras. Algumas delas já considero amigos, tal a atenção e afeto que expressam e que eu retribuo.

Também recebi inúmeros e-mails durante todo esse tempo. Alguns sentiram-se como se estivéssemos juntos, conversando no sofá da sala ou confortavelmente instalados na mesa da cozinha, tomando um café na caneca azul, esperando os biscoitos perfumados saírem do forno. E contaram-me também suas histórias.
Sobre o Curto-Cicuito escreveram-me pedindo que continuasse o assunto, pois precisavam saber como sair de suas penumbras.
O mesmo aconteceu antes, com a História de Verão em capítulos, que muitos acompanharam cheios de esperança renovada de que era possível sonhar e viver um amor de verdade, outros porque se divertiam, viam poesia ou simplesmente gostavam de minha forma de escrever.

Creio que o tema central do Língua de Mariposa é esse: cumplicidade de sentimentos. Sejam eles dolorosos, nostálgicos ou bem humorados.
Tento comparti-los com honestidade, transparência e boa vontade.
Escrever é meu vício.
"Viver Para Contar", diz García Marquez.
"Confesso que Vivi", disse Neruda
Não sou escritora, nem poeta... mas vivo.
E confesso que gosto de contar.
Com toda intensidade.



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Não se preocupem comigo. Eu continuo feliz.
O que aconteceu é que eu estava tentando escrever sobre dores passadas e comecei com o post Curto-Circuito...
Não consegui dar seguimento.

Não pensava que olhar para dores perdidas no tempo podia assustar-me ainda e tanto.
Descobri que pode! E muito! Talvez eu demore a tocar nelas...
Não tenho pressa.

Por isso pedi a ajuda de F. Pessoa. O texto dele pede um adiamento do agora mas também diz muito dos sentimentos que eu tinha quando a minha chama apagou e a alma perdeu-se na penumbra...
Era no amanhã que eu pensava, porque o hoje era insuportável.

Obrigada pela companhia e pelo carinho dos comentários.

Aproveitando os belos dias de primavera, fui à Segóvia lamber a cria. Fui dar e receber dengos.
Tão bom!



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Depois de mais de 20 dias no Brasil, ando com sí­ndrome de abstinência.
Me faltam os dengos, os cheiros, as cores...
Estarei postando em breve, meus amigos.
Por enquanto deixo a bela imagem da pequena ilha da Praia do Porto, pertinho de Tamandaré, em Pernambuco.

Um grande beijo para todos!


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"Eu sou mameluco, sou de Casa Forte... sou de Pernambuco, eu sou Leão do Norte."

Agora já canto Lenine a cada segundo do dia...
Faltam apenas 5 horas para voar ao Brasil...
Estou numa ânsia que só vendo! Depois de dois anos vou rever meu passado, minha gente, meu mar!
Espero que possa, alguma vez, postar de lá.

Deixei dois antigos posts republicados, só para que não desapareçam daqui. O curioso é que escolhi duas cartas... cada uma escrita num tempo distinto.Talvez nelas alguns de vocês encontrem um presente de Natal!

Desejo a todos um Feliz Natal!

Muitos beijos!!!!

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