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Recados ...

“A vida é ingrata no macio de si; mas transtraz a esperança mesmo do meio do fel do desespero. Ao que, este mundo é muito misturado...”

“Natureza da gente não cabe em certeza nenhuma”.

Mais uma vez fala Riobaldo, em Grande Sertão, Veredas.
João Guimarães Rosa,


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E como Il Postino, uso mais uma poesia para falar por mim. Para que não nos esqueçamos nunca que somos partes, e que elas podem, às vezes, confundir-se e desencontrar-se. Para traduzi-las e compreendê-las...é preciso arte.

Traduzir-se

de Ferreira Gullar

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Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.


Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?

Este post, escrito pelo Inagaki, precisa ser lido por quem deseja estar informado sobre os acontecimentos que cercam a morte e a não-morte da Meg.

Comments

Meus queridos, obrigada pelas demonstrações carinhosas. A situação pedia cautela, cuidados. Foi apenas isso que eu pedi.
Afinal parece que as coisas se estão aclarando.
Um grande abraço.

Bom o "recado" do João. Muito bom.

Gostei muito dessas tuas partes em poema. Fiquei pensando nos meus pedaços, nos que preciso juntar de vez em quando e olhar bem de perto para ver se me reconheço.

O post do Ina é preciso. Ou precioso. E eu espero que as partes de Meg estejam bem... também.

Um beijo, Nora.

gentileza sua...

muitas vezes é mais fácil escrever do que falar, e aquilo saiu de repente.

abraço grande !

Nora, que história mais estranha. Sem mais comentários. Beijocas

Parabéns, Nora, pelo seu comentário na Cora.O primeiro post seu que eu li foi exatamente sobre depressão.Acredito que, como eu, outras pessoas foram tocadas pelo seu texto, apesar de não terem comentado no blog da Cora.
Abraços.
Tereza.

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